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O Informador

Poluição sonora

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Uns gabam-se que o supermercado do rés-do-chão do seu prédio fechou para obras e que antes disso ofereceram bolachas, compotas e sumo de polpa como que um pedido de desculpas pelo barulho que irão fazer pelos próximos dias. Já por estes lados nem aviso nem comunicados e muito menos ofertas...

O café do rés-do-chão, vivo no primeiro andar, tem estado com serviço à janela, mesmo com a abertura possível de portas há umas semanas, e agora que pensam em voltar a abrir portas aos clientes estão a fazer algumas alterações interiores e o barulho das brocas e batucadas ao longo da tarde e pela noite dentro acontece sem um ai nem ui. A verdade é que de dia ainda se suporta, mesmo tendo vizinhos que têm de dormir de dia porque trabalham de noite, o pior é mesmo quando passam as 21h00, as 22h00 e mesmo as 23h00 e por três dias seguidos ouves o barulho dos buracos a serem feitos, dos armários a serem mexidos, das louças a serem lavadas e o eco das conversas a surgir no silêncio da noite.

Livrarias reabertas

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Pessoal dos livros, hoje, Segunda-feira, 04 de Maio, reabrem as livrarias de rua, mês e meio após terem sido encerradas, como a maioria do comércio. Estivemos ao longo destas semanas com acesso físico limitado em termos literários às estantes dos supermercados, onde geralmente estão presentes as novidades e os mais vendidos, existindo também sempre a possibilidade de compra online em lojas como a Wook e a Bertrand, entre outras, mas agora os serviços das lojas de rua voltam a estar disponíveis. 

Com a abertura das livrarias, vamos prometer que voltaremos, com tempo e calma para não corrermos riscos desnecessários, a frequentar os espaços e efetuar nem que seja uma compra para que estes locais, muitos com história, não corram o risco de fechar portas pelos próximos tempos. O país está a retomar aos poucos, o comércio e empresas a encaminhar colaboradores e serviços com todos os ajustes necessários para que tudo corra bem e nós, enquanto clientes e neste caso leitores, respeitemos o espaço de cada um para também poder exigir dos outros o respeito que merecemos neste caso tão incomum com que teremos de lidar durante algum tempo ainda. 

Lacoste dos ricos

A Lacoste chegou há Avenida da Liberdade e isso é uma mais valia da marca que chega agora a uma das artérias mais caras do nosso país. Com isto o que acabou por acontecer foi que a marca faz assumidamente a distinção entre o seu público remediado com o dos ricos.

Quem o afirmou foi o representante da marca no nosso país, Afonso Marques dos Santos, ao ter proferido o que passo a citar. «Esta é a primeira loja em Portugal com o novo conceito Premium que representa o posicionamento mais elevado da marca, reforçando a componente lifestyle da nossa coleção para o segmento de luxo».

O que se passa então aqui? Existe uma Lacoste que já não é acessível a todos e depois existe a de topo, aquela onde só alguns conseguem chegar no número 38H da mais cara avenida da nossa capital.

Distinções que nem sempre ficam bem a quem as pratica!