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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

01
Mar19

Lista de Pecados Mundanos

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Ao longo da leitura de A Imortal da Graça, da autoria de Filipe Homem Fonseca, encontrei uma lista feita sobre os Pecados Mundanos que são praticados por parte da sociedade com quem nos cruzamos no dia-a-dia. Resolvi pegar nessa mesma lista, reescreve-la com algumas alterações e acrescentos por aqui e deixar o convite para que nos comentários desta publicação possam, além de partilharem as vossas ideias sobre os diversos itens, sugerir outros pecados que são vistos por ai por «gente que não sabe estar» e que não constam na lista abaixo para que os mesmos venham a ser acrescentados. 

Vamos lá começar a enumerar a lista de Pecados Mundanos até agora lembrados:

  • Pessoas que passam à frente nas filas
  • Pessoas que demoram no multibanco
  • Pessoas que não apanham os dejetos dos seus cães
  • Pessoas que estendem a roupa a pingar para a dos vizinhos
  • Pessoas que fingem que não nos conhecem
  • Pessoas que gritam ao telemóvel
  • Pessoas que testam toques de telemóvel em público
  • Pessoas que se atrasam
  • Pessoas que falam muito alto
  • Pessoas que cobram favores
  • Pessoas que abusam do perfume
  • Pessoas que circulam lado-a-lado e ocupam todo o passeio
  • Pessoas que não vigiam os filhos
  • Pessoas que usam os filhos como desculpa para tudo
  • Pessoas que nas papelarias leem os jornais mas não os compram
  • Pessoas que não se calam nos cinemas
  • Pessoas que gozam com os outros por causa do aspeto
  • Pessoas que dão mais atenção ao telemóvel do que a quem está ao seu lado
  • Pessoas que não cuidam do que lhes emprestam
  • Pessoas que não devolvem o que lhes emprestam
25
Fev19

A Imortal da Graça | Filipe Homem Fonseca

O Informador

a imortal da graça.PNG

Título:  A Imortal da Graça

Autor: Filipe Homem Fonseca

Editora: Quetzal Editores

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Fevereiro de 2019

Páginas: 264

ISBN: 978-989-722-567-3

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: A idade é um posto e as mulheres do bairro lutam entre si pelo título de mais velha. Graça, jovem com o mesmo nome do bairro onde habita, é dama de companhia da Número Um, senhora centenária; só assim pode morar na Lisboa das rendas ridiculamente altas. Atores famosos de Hollywood aguardam o despejo ou a morte de mais um residente para poderem ocupar-lhe a casa. Gabriel ganhou o Euromilhões mas as obras de renovação do bairro formam um muro que o impede de sair e reclamar o prémio. Embeiçou-se por Graça e quer levá-la a jantar. Graça não quer sair; Gabriel não quer ficar. Do choque entre estas vontades nascerá a tragédia. A execução em câmara lenta prepara-se no palco feito de escombros. Uma cidade eternamente a arranjar-se para sair daqui, de si própria.

 

Opinião: A Imortal da Graça, da autoria de Filipe Homem Fonseca, nasce no coração de Lisboa, mais concretamente no bairro da Graça. Entre a antiguidade e história do típico bairro e a confusão dos tempos modernos onde o turismo tem levado a grandes mudanças territoriais e sociais na capital, e não só, de Portugal, este romance é acima de tudo um alerta para o caos em que se encontra atualmente o nosso país, principalmente as grandes zonas urbanas que vivem em função de quem vem de fora e dispensa os portugueses das suas casas e hábitos de sempre. 

Neste romance tipicamente português um grupo de moradores é retratado enquanto cada um e já não tanto num todo vão tentando lutar pela sobrevivência. Numa cidade caótica e a pensar no dinheiro que vem de fora, vivendo para o turismo e arrancando a tradição dos recantos de cada bairro, A Imortal da Graça comenta de forma metafórica as alterações que, neste caso, estão praticamente a ser impostas em Lisboa através do mercado imobiliário que só tem o objetivo de pensar que tem de acolher quem vem de passagem, mesmo que aos poucos se comece a ter pouco para mostrar sobre as raízes dos portugueses. A expulsão dos bairristas das suas casas que viram locais para hospedarem quem vai e vem em poucos dias. Os que ficam começam a não sentir qualquer ligação com quem vai permanecendo, quebrando-se a necessidade de proteção e cuidado com o próximo, sendo que as relações entre vizinhos começam a ser frias pela incapacidade de inserção num espaço que gira a todo o momento. Viver a favor da economia e da boa imagem que tem de ser dada a quem está fora é o mal dos tempos modernos de quem governa a pensar que tem de receber bem e tratar mal quem está. Como sobreviver a todas estas alterações que fazem com que os mais velhos partam sem alegria, os que ficam no seu lugar são cada vez menos e começam a ser escorraçados das paragens que sempre conheceram porque é necessário criar um restaurante para os «outros» ou uns quartos para os ditos «outros» ficarem e conhecerem o bairro da Graça. 

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