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O Informador

16
Dez17

Costa leva novo chá de Marcelo

marcelo rebelo de sousa e antónio costa.png

Portugal é um país bem ligado às memórias, embora por vezes o nosso Primeiro-Ministro se esqueça que todos sabemos o que se passou ontem, a semana passada e ao longo do ano. 

Há uns dias António Costa proferiu uma frase que lhe ficou tão bem como outras reações que foi tendo ao longo do ano. O nosso governante afirmou junto da comunicação social que «Este foi um ano particularmente saboroso para Portugal». Foi? Sabores e coisas boas aconteceram ao longo de 2017 e as polémicas e o flagelo dos incêndios ficam onde no meio de tanta coisa agradável que Costa tem visto?

Ouvi tal profanação e pensei que o senhor voltou a deixar escapar nova ideia absurda perante o país! Eis que umas horas depois Marcelo Rebelo de Sousa, senhor Presidente da República que não deixa nada escapar, reagiu e já deu novo chá, de modo suave, ao querido governante que necessita de uns bons comprimidos para a memória. Marcelo apelou para que «haja memória daquilo que aconteceu», frisando que «não haja ideia de que o ano foi todo muito bom, com um pequeno problema que foram as tragédias. Não é verdade. Houve neste ano o melhor e o pior».

Parece-me que António Costa volta não volta tenta limpar os temas desagradáveis que têm marcado o seu tempo de governação com um bom tira nódoas mas em vão. Neste momento ninguém anda tapado e o Presidente Marcelo está tão atento que atira logo o seu alfinete para mostrar que não se podem tapar os maus momentos com os positivismos que muito querem mostrar mas que pouco nos convencem. 

01
Jan17

Entrada em 2017

Não existiam combinações nem vontade para ir festejar a entrada em 2017, no entanto na última semana de 2016 lá resolvemos marcar estadia por Lisboa e partir assim na tarde de Sábado para a zona do Marquês de Pombal onde ficamos a pernoitar. Confesso agora que nunca vi tantas pessoas no Terreiro do Paço como nas horas festivas que assinalaram a passagem de ano!

O concerto de Rui Veloso fez as honras de despedida do passado ano e os milhares que se juntaram no espaço junto ao Tejo era muitos. Descendo a Avenida da Liberdade para ir jantar primeiro logo se percebia que a movimentação não estava a ser fácil, com veículos já estacionados nos passeios da avenida onde é praticamente proibido. O trânsito fez-se sentir bem cedo em Lisboa com todos a quererem rumar ao Terreiro do Paço. Carros mal estacionados, polícia por todo o lado para evitar problemas de maior mas sem qualquer tipo de proteção com o mau estacionamento que se via a ser feito, pessoas a invadirem as ruas, estradas e passeios, com crianças de colo ou nos carrinhos, o que me levantou a questão da razão de levarem os mais pequenos para o meio de tanta confusão e barulho. O concerto começou pelas vinte e duas horas mas chegamos um pouco depois, já de copo na mão. Rui Veloso estreou novos acordes no palco lisboeta mas não me convenceu, tal como à grande maioria que assistiu ao espetáculo. A meia noite aproximava-se, preparou-se o espumante e já está, copos cheios, rolhas no ar, chuva de álcool e fogo de artifício a triunfar, mais de dez minutos a olhar para o céu enquanto os telemóveis davam sinais de chamadas e mensagens. Acabado o espetáculo pirotécnico, e com os GNR a fazerem-se ao palco, parte dos que resistiram no local até à entrada em 2017 começaram a abandonar o recinto, tal como fizemos. E nessa altura, oh que altura, a confusão foi mais que muita, com muitos a quererem sair e outros a aproveitarem os espaços vagos para se chegarem à frente. Empurrões, garrafas de vidro e copos de plástico no chão... Uma verdadeira confusão que acalmou com o público a dispersar-se pelas várias ruas do Rossio.

01
Jan17

Bom dia 2017

Bom dia 2017! Bom dia? Sim bom dia, o primeiro dia do novo ano, aquele que será composto por doze meses em que acredito que me trarão alterações de vida, para melhor claro, e onde alguns percalços dos últimos tempos possam vir a ser resolvidos para seguir em frente, arranjar novas metas e conquistar novos mundos.

Pensei que o ano que agora ficou para trás fosse bem melhor, no entanto revelo que acabou por ser um pouco em modo «manter» que se foi andando. Agora com a vida profissional meio atribulada, não sabendo se os dez anos de dedicação terminam coletivamente para a equipa ou não, a vontade é de alterar o rumo, esperando a partir de agora que algo seja decidido pelas próximas semanas para que possa tirar o sentido de algo em que já não acredito e onde me sinto cada vez mais sufocado pela falta de trabalho que começou a existir em termos gerais no local. Isto pode parecer mal por ser dito quando muitas pessoas procuram um emprego e não o conseguem arranjar, no entanto o que tenho sentido e revelo que o mesmo pensamento não acontece só comigo mas sim no geral, a ideia é só uma, deixar o barco mas ao mesmo tempo esperar que o desfecho aconteça porque algo ainda nos pode calhar pelos anos que por lá estamos.

Deixar uma etapa já com dez anos, perceber depois o que poderá surgir logo de seguida, existindo ideias mas também sabendo que é necessário parar para refletir e procurar o que realmente me possa dar interesse, dentro ou não da área onde tenho estado ou correndo atrás de sonhos e objetivos, que podem seguir por várias frentes é uma das ideias que espero concretizar neste novo ano.