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Sermão

«Ninguém me encomendou o sermão, mas precisava de desabafar publicamente.»

Miguel Torga

Existem alturas em que não nos conseguimos controlar e temos que desabafar junto e para os outros. Miguel Torga afirmou isso mesmo em 1993 num discurso que fez sobre o estado político do nosso país na altura. Agora não estamos numa situação nada melhor e continuamos a querer dar o sermão a quem de direito publicamente. 

Políticas à parte, nós, os seres humanos não possuímos um saco de paciência como poderia ser pretendido. Vamos acumulando tensões e mais tensões até que os nossos desabafos saltam para fora da nossa mente e afectam os outros, seja de que maneira for.

Por vezes, quem acaba por levar com os nossos desabafos não tem culpa nenhuma, mas por ter sido «apanhado na curva» leva por tabela e com as nossas reacções espontâneas onde o sermão sai, ganha proporções e afecta os nossos queridos familiares, amigos ou colegas.

Quando o acumular de stress vai aumentado no nosso interior, chega a um ponto em que não é necessário nada para nos irritar a não ser a passagem de uma mosca e aí... Puff! Rebentamos com toda a situação, desabafamos de forma arisca com quem estiver nas nossas redondezas e o sermão fica dado aos peixes.

Percebo e sei que antes era mais de acumular os meus sentimentos, agora não os consigo guardar por tanto tempo e quando dou por isso já estou a disparar nas direcções certeiras. Tau! Tau! Tau! Assim o sermão sai logo sem ter que esperar pelo público que aplaude!

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