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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

11.06.18

Sentimentos com um bom livro


O Informador

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«O que um livro bom te faz sentir?»

Esta foi uma questão que me foi colocada há dias sobre os livros que tenho lido ao longo dos últimos anos. Bons livros, obras menos bem conseguidas e narrativas que podem ser das melhores mas que não me conseguem cativar do início ao fim. Afinal de contas, o que sinto com um bom livro?

Uma boa história leva-me a apagar por momentos do local onde estou, abrindo as portas a viagens sem sair do mesmo local, conhecendo seres que adorava que estivessem tantas vezes ao meu alcance por me transmitirem tranquilidade e paz natural. Sei que existem pessoas boas nesta vida, aquelas personagens que encontramos em determinadas obras sempre acabam por ter um toque real de alguém que um dia se cruzou com o seu autor. Encontrar paz, querendo percorrer por vezes aquelas aventuras desenfreadas que nos levam até um porto seguro descrito em várias páginas como forma de sonhar acordado com o olhar pregado a cada palavra que no final acaba por demonstrar que cada pormenor faz sentido perante uma história que acolhemos e que por vezes somos levados a vive-la como se estivéssemos no local, com cada objeto e interagindo com as personagens, como se fossemos um dos elementos da intriga que está a ser contada através da imaginação do seu criador. 

Um livro bom leva-me a entrar, torcendo geralmente por um dos peões em jogo, olhando para cada história e colocando por vezes o real no imaginário, percebendo que as semelhanças são visíveis. Existem mesmo livros que já me passaram pela vida que refletiram pessoas que conheço, imaginando passagens protagonizadas e olhando para situações onde já acabei por sentir dor por pensar que podia ser alguém próximo a estar a viver num cenário menos bom, mesmo que tenha gostado desse livro, talvez por mostrar uma possibilidade, mesmo que má, da realidade. 

Um livro pode ser mau para mim e um dos melhores para outra pessoa, não fazendo uma história que não me cative uma má história porque cada um tem o seu modo e método de escolha com gostos tão dispares a favor da diversidade cultural. O que não faltaria se todos gostássemos de um romance croquete ou de um cenário de terror extremo. Cada qual tem as suas opções literárias mesmo dentro do mesmo estilo, levando cada leitor a seguir determinados autores ao longo do tempo por perceberem que aquela escrita e forma de transmissão façam sentido, criando bons livros que tenham algo a dar a cada leitor individual e complexo. 

Entrar na história, encontrar paixão e envolvência com o que é relatado e percorrer caminhos paralelos ao longo dos momentos de leitura elevam-me como leitor. Adoro encontrar personagens com as quais me identifico, chegando mesmo a adiar as páginas finais para que aquele livro especifico não termine tão cedo. Odeio despedir-em de personagens que me marcam, chegando à contra-capa e pensar que tudo terminou, tendo chegado a hora de colocar aquelas vidas na prateleira para seguir em frente e encontrar novos pontos por onde viajar, novos locais para descobrir e encontrar-me nas palavras de um outro autor que me toque com a sua escrita. 

Um bom livro sente-se e leva-me consigo por uns tempos, ficando muitas vezes na memória como um dos mais marcantes que me conseguiu tocar em determinado momento da vida. 

 

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