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O Informador

05
Jan20

Segue-se Nuno Santos como diretor

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O destino de Felipa Garnel aos comandos da TVI estava marcado e há umas semanas bem afirmei que o barco seguia sem rumo. Agora e para começar Janeiro, a Media Capital, revelou que Nuno Santos será o novo diretor da TVI, substituindo assim Garnel na liderança do canal. 

Estreou-se como jornalista e pivot na SIC nos anos 90, tendo ajudado a fundar o canal, foi o primeiro diretor da SIC Notícias, saltou até à RTP onde foi diretor de programas e conteúdos e também de informação, saiu do país e andou por Angola de onde voltou para ser o fundador e primeiro diretor do Canal 11, o projeto da Federação Portuguesa de Futebol que arrancou com as suas emissões em Agosto de 2019. Agora foi convidado a integrar os quadros da TVI e assumir a direção do canal que perdeu a liderança no início de 2019 para a SIC quando o canal de Queluz ainda era direcionado por Bruno Santos que foi substituído por Felipa Garnel quando tudo já corria mal. 

Garnel assumiu a direção da TVI em Julho com esperanças e promessas e até agora o que mostrou foi bem pouco, tendo o canal caído ainda mais, vivendo cada vez mais de repetições e programações trocadas todos os meses, programas baratos para encher horários e sem qualquer ambição. O Nuno Santos pelo menos tem um passado como diretor que nem correu assim tão mal, mas também não foi um grande sucesso, acreditando porém que conseguirá fazer melhor se limpar bem a casa, apostar na imagem do canal, saiba fazer promover e não tenha medo de limar para melhorar. Se mantiver tudo entre amigos então permanecerá na cepa torta e a TVI seguirá na luta pelo segundo lugar, bem longe do primeiro. 

Nuno Santos entrará assim no canal, já muito certamente com o aval da Cofina, e as promessas já se fazem sentir pela voz do próprio que garante «2020 será um ano de mudança», uma vez que a ideia será ter um canal «diferente e inovador. Estará na vida dos Portugueses», contando com «a experiência dos que estão e com a irreverência dos que vão chegar».

Na realidade todos prometem, o que faltou até aqui foi mostrar bom trabalho e capacidade de mudança. Pelo menos vem a experiência na área, embora me pareça que faltam aqui umas peças para completar melhor o puzzle, já que um Nuno Santos a solo e com pouco dinheiro para investigar não chega para combater a atual liderança ao mesmo tempo que pensa na inovação e cativação do público. O panorama televisivo não irá alterar muito ao longo dos próximos meses e mesmo que a batalha seja feita mais de perto, a balança tenderá a permanecer para a estabilidade e consoante a moda.