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O Informador

24
Fev20

Relógio corporal

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«Dormir faz bem e faz crescer», lá avança o ditado popular com longos anos. Voltei a dormir melhor nos últimos tempos e com um maior número de horas de descanso. Com isso constato agora que o corpo está tão habituado à rotina que com o aproximar das horas habituais do acordar, os sensores começam a ser ligados e a ficarem em alerta. 

Nem sempre me tenho de levantar pela mesma hora, por ter no trabalho horários rotativos e mesmo na folga posso ficar mais tempo a dormir, no entanto corpo e mente não entendem esse facto e todos os dias o momento de acordar é o mesmo. Com ou sem despertador o som começa a fazer-se sentir, os olhos abrem e percebo que em dias em que o telemóvel vai tocar para me acordar o consigo fazer instintivamente uns minutos antes. Nas folgas, sem horários a cumprir, aquela hora é sagrada e lá fico desperto como se tudo estivesse tão infiltrado numa rotina corporal que não consigo aguentar-me a dormir até mais tarde.

Geralmente ando a deitar-me pelas mesmas horas para não me sentir cansado logo de manhã em certos dias, acordando também assim também após o tempo de sono, que não chega a oito horas, como recomendado, sendo que a idade tem feito com que durma cada vez menos. Acordo sozinho logo de manhã, ficando o despertador atento só para não acontecer qualquer imprevisto, sentindo que tenho no corpo um autêntico relógio que não me deixa ficar descansado entre os cobertores nem mais uma hora que o habitual. 

 

 

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