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O Informador

02
Jun20

Regressa a Cultura sem touros

Imagem retirada de https://sol.sapo.pt/

Imagem retirada do portal Sol

 

O início de Junho está a assinalar o retomar de atividade em várias áreas, onde se incluem as atividades culturais, podendo realizar-se a partir de agora concertos, espetáculos teatrais, estando também as salas de cinema abertas, tudo com as novas e necessárias medidas de segurança. O que não ficou com luz verde para poder recomeçar foi a tauromaquia que terá de esperar mais uns tempos para poder iniciar, o que está a gerar descontentamento por parte de cavaleiros, forcados e todos os profissionais envolvidos que na passada Segunda-feira, 01 de Junho, protestaram junto ao Campo Pequeno, com vários rostos conhecidos a acorrentarem-se aos portões da praça. 

Não sou defensor da arte do toureiro, bem pelo contrário, mas mesmo recriminando esta histórica tradição e sua continuação tenho de admitir que neste caso está a existir uma clara discriminação por parte do Ministério da Cultura. Se permitem a retoma de praticamente todas as atividades culturais, como não o fazem com os toureiros?

O que ainda piorou esta situação foi o facto de barrarem o regresso de homens, cavalos e touros à arena quando na praça do Campo Pequeno, transformada em sala de espetáculos, foi realizado o concerto humorístico Deixem o Pimba em Paz, idealizado por Bruno Nogueira, logo no primeiro dia de abertura das salas. Coincidência ou provocação pura?

Se no mesmo espaço podem existir espetáculos musicais, como não permitem touradas? Volto a dizer que não sou aficionado e que sou mesmo contra este espetáculo de luta desigual entre homens e animais, mas as desigualdades neste regresso são para ser debatidas porque neste caso é a tauromaquia que fica para trás, mas podia ser o teatro, por exemplo. Não simpatizar não quer dizer que se feche os olhos para com a desigualdade neste regresso, uma vez que se é permitido realizar touradas em situações normais, então que neste desconfinamento não se deixe para trás somente porque são contra e não revisaram uma lei para alterar a forma como este espetáculo que recrimino é feito. 

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