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O Informador

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23.01.17

Quase Normal


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Na Broadway estreou, venceu vários prémios e agora brilha no Auditório do Casino Estoril. Falemos então do musical Quase Normal, escrito por Brian Yorkey e adaptado pela ArtFeist para o público nacional. Lúcia Moniz, Henrique Feist, Diogo Leite, Mariana Pacheco, Valter Mira e André Lourenço protagonizam esta produção onde uma família se vê perante a bipolaridade que de um momento para o outro distorce o rumo de vida das pessoas que estão em torno da pessoa que aos poucos se vai abaixo. 

Lúcia Moniz é a mulher bipolar de Henrique Feist, pais de Mariana Pacheco. Este trio de atores compõe o centro de toda a ação de Quase Normal. O que a bipolaridade afeta quem a tem e os que a rodeiam, essa é a verdadeira questão deste musical que também pode ser levado a palco como um espetáculo teatral onde a música não tem lugar. O efeito, as tentativas de cura, as mágoas, a medicação, a ética e os comportamentos sociais são temas debatidos nesta produção que ao longo de duas horas e meia vai desfiando vidas de confronto e conforto que partem do amor para o drama sem deixar de passar por vários momentos cómicos que acabam por desanuviar um pouco determinadas cenas mais pesadas.

Um elenco completíssimo, sem falhas de ponta a ponta, mostrando que Henrique Feist mais uma vez prova ser um mestre no casting. Lúcia Moniz, Mariana Pacheco e Henrique Feist dispensam qualquer tipo de apresentações, já que têm perante o grande público televisivo o carinho conquistado graças aos seus excelentes trabalhados ao longo dos anos de carreira, cada qual com o seu, mas com o sucesso do seu lado. Diogo Leite, André Lourenço e Valter Mira, com menos destaque em palco mas no entanto com um grande à-vontade, uma excelente simplicidade, uma boa voz, provando na verdade que não existem conhecidos e desconhecidos do grande público no palco de Quase Normal, já que todos estão perfeitos, sem oscilações e contrastes. Do elenco para a arte de Nuno Feist, onde o mestre responsável pelo som volta a mostrar, não existem dúvidas mais uma vez que os dois irmãos Feist nasceram para as artes e será sempre pelos palcos que irão continuar a brilhar com o que tão bem sabem fazer. 

Quase Normal é daqueles musicais que com um simples cenário de dois pisos representados de forma bastante prática, um elenco bem composto, o som cuidado e a iluminação minimalista e exata consegue chamar, agarrar e mostrar ao público que o teatro está bem vivo em Portugal. Reflexão, emoção, pensamento e aplausos são quatro das características com o que público se vê confrontado consoante a história vai sendo contada. E se tudo aquilo nos acontece a nós ou a alguém que nos é próximo? E se...? E se...?

Quase Normal, para ver de Quinta a Sábado, pelas 21h30 e ao Domingo pelas 17h00 no Auditório do Casino Estoril. Vale a pena ver num bom momento de distracção para uma posterior reflexão! Muitos Parabéns a toda a equipa!

Sinopse: Next to Normal – “QUASE NORMAL” é um musical rock escrito por BrianYorkey e com música de Tom Kitt. Entre os ingredientes principais de um musical que vão desde a comédia ao drama, conta a história de uma mãe que luta contra a sua bipolaridade e os efeitos que esta doença e as tentativas da sua cura tem sobre a família. O musical também se debruça sobre outras temáticas como a perda, suicídio, uso de drogas, as éticas da psicologia moderna e o submundo da vida suburbana. O musical estreou-se Off Broadway em 2008 e venceu o prémio dos OuterCritics'CircleAward para BestScore (Melhor Partitura) bem como duas nomeações para os Drama DeskAwards nas categorias de Melhor Actriz e Melhor Partitura. Após a sua temporada Off-Broadway, foi apresentado na Arena Stage em Washington até finalmente chegar à Broadway em 2009.

Foi nomeado para 11 Tonys vencendo 3 – Melhor Partitura, Melhor Orquestração e Melhor Actriz. Venceu também o Prémio Pulitzer para Drama em 2010 sendo o oitavo musical de sempre a receber esta honra.

É unanimemente considerado um “poderoso musical rock que lida com questões de doenças mentais numa família suburbana, alargando assim a panóplia de assuntos que podem ser explorados em musicais”

Tradução: Henrique Feist

Interpretação: Lúcia Moniz, Henrique Feist, Mariana Pacheco, Valter Mira, André Lourenço, Diogo Leite

Encenador: Henrique Feist

Cenografia: EPC

Fotografia: Nuno Silva - Artepertinace

Produção: Artfeist Produções Artísticas

Ficha Artística: Direcção Musical - Nuno Feist

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