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O Informador

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05
Mai20

Primeiro dia de Calamidade

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Terminei as consultas hospitalares que surgiram após ter ido até às urgências e onde me detetaram uma bactéria ocular que me fez andar em tratamento por duas semanas onde no início o tratamento custou a fazer efeito por ter sido vagaroso mas eficaz. Felizmente que em duas semanas exatas tudo ficou resolvido, conseguimos que a situação fosse melhorando e ficasse finalizada. Apanhei ótimos profissionais no serviço de oftalmologia e com o tempo, que logo me indicaram que iria demorar, as coisas foram correndo, mostrando que nem tudo se consegue com pressa, sendo necessário o poder da paciência, da exatidão e da vontade para que tudo dê certo. 

Passada a situação, que me fez pensar o pior por ter pesquisado os sintomas e sinais antes de partir para o hospital, hoje quero falar da saída de emergência e entrada em estado de calamidade a partir do passado dia 03 de Maio do país. Isto porque curiosamente foi na Segunda-feira, dia 04, que fui para a consulta final e só posso dizer que ao entrar no Hospital só apeteceu subir as escadas para o piso onde iria ter a consulta, ficar bem quieto com as minhas coisas em espera para ser consultado e longe de todos. Claro que não foi isto que aconteceu!

Ao contrário dos dias anteriores em que tive de me deslocar ao serviço tudo parecia tranquilo, a ala central hospital praticamente vazia, entrar, subir, marcar a consulta e esperar numa sala de espera com espaço e com três ou quatro pacientes. No dia 04, em que muitos serviços médicos começaram a entrar na rotina habitual com as consultas a voltarem ao normal, tudo mudou. A partir do momento em que passei as portas do Hospital fui invadido por uma auxiliar que me indicou que não podia subir para o serviço destinado sem ir ao balcão central. Tirei a senha e esperei bem longe do ecrã de chamada, porque os lugares são escassos, até que fui chamado, fui ao balcão e indicaram-me o que já tinha dito à auxiliar que me abordou de início, «se é para marcar consulta tem de subir para o piso», e «sim, foi isso que informei a sua colega que não me deixou passar». Lá veio a colega que acabou por perceber que a sua pressa e estado de nervos sem me ter ouvido não valeram a pena. Cheguei ao balcão habitual e nova fila. Esperei uns minutos e lá passei para a sala de espera que já não contava com as poucas pessoas de outrora, tendo encontrado sim uma sala cheia, com lugar ocupado e o seguinte com aviso para não sentar para que não existam proximidades. Só pensava que ia demorar mais tempo em espera, mas curiosamente fui atendido rapidamente e na hora indicada, fiquei descansado e sem ter de voltar, se tudo correr como previsto, a nova consulta de revisão. Enquanto esperei as auxiliares falavam alto na sala de espera para que as pessoas não andassem em pé desnecessariamente, isto ao mesmo tempo que perguntavam quem estava para que serviço e doutor, tentando também ligar ecrãs de senhas que têm estado desligados nas últimas semanas, mas tudo num modo muito efusivo como se estivessem a tentar travar uma luta de almofadas entre pequenos seres humanos.

O que é certo é que no primeiro dia útil do início da entrada na nova normalidade, tudo parecia um stress no serviço hospitalar pelos corredores onde auxiliares e técnicos se estavam ainda a organizar consoante as novas regras instauradas há alguns dias mas onde, como sempre, tudo parece ficar para a última da hora. Felizmente que me livrei da continuação da confusão naquele primeiro dia de estado de calamidade.

Protejam-se!