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Universitários-billboard

Pandemia que tranca portas

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Cheguei a casa perto do momento do horário de recolher obrigatório, estacionei na adjacente da rua onde habito, desliguei o motor e fiquei a olhar em diante, entendendo que numa avenida de aldeia onde dia e noite sempre ia existindo movimento, com ou sem viatura, tudo naquele momento noturno parecia deserto, como se todas aquelas ruas e mesmo casas estivessem abandonadas num mundo ao estilo da mítica série The Walking Dead. 

Refleti por rápidos momentos na diferença, com um ano, entre o mesmo espaço e as mesmas pessoas, antes e após uma pandemia nos afetar e transformar pequenos pormenores em momentos distantes. A desvalorização que era atribuída a grandes feitos individuais e que agora são tão essenciais para que o discernimento pessoal continue a resistir a quedas sucessivas em depressões, afastamentos e ruturas. 

Chega a arrepiar percorrer cada estrada, passar ao lado de candeeiros e canteiros, portões e gatos que dormem pelos muros e perceber que o silêncio da rua é uma pura reflexão do que se passa dentro de cada casa onde parecemos como que semi presos nas nossas próprias vidas, na maioria dos casos sem quintal e mesmo sem varandas. Todos seguimos uma linha de pesar, tristeza e medo, fechados em casa, precisando de entoar de novo aquele grito de liberdade e não o poder fazer enquanto um malvado vírus não for retraído e levado a ser convidado a fazer o seu percurso inverso.

 

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