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O Informador

07
Jun16

Pai Nosso

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Autor: Clara Ferreira Alves

Data: Novembro de 2015

Editora: Clube do Autor

Número de páginas: 480 páginas

Classificação: 2 em 5

 

Opinião: Se o título está perfeito, já a narrativa de Pai Nosso parece um cadeado onde a chave anda desaparecida num palheiro! Clara Ferreira Alves é uma mulher misteriosa e opinativa, mas passar isso para um romance foi arriscado e não correu assim tão bem!

Ao longo desta obra romanceada a que o leitor tem acesso a dúvida persiste do início ao fim... Será que a personagem central não se trata no final de contas da representação da autora? Página após página fui ficando claramente com a sensação que Pai Nosso não passa de um relato vivido pela sua autora, com vários pontos ficcionais misturados com a realidade, servindo assim ao leitor a sua experiência em formato romance. Não estará Clara a fazer-se passar pela personagem Maria?! Suspeitas bem fortes de que a resposta é afirmativa!

Falando agora do conteúdo da obra... Ao longo da leitura fui ficando baralhado com o ritmo com que tudo acontece. Tão depressa se está a viver uma noite quente num hotel em Bagdade como na página seguinte já nos encontramos com Maria em Lisboa para logo depois voltar atrás no tempo e passar a acção para o Paquistão. Ao longo de Pai Nosso vejo um fio condutor mas não o consegui perceber como leitor, ficando sempre baralhado e com vontade de deixar o livro a meio por não conseguir tirar pontos positivos e finais completos quando tudo se vai encaminhando para o término. 

No que toca à linguagem outra grande questão... Já não basta o puzzle temporal e de espaço e ainda é pedido ao leitor que fique baralhado com o recurso a vocabulário que tende a exigir umas pesquisas rápidas, causando pausas na leitura. Seria mesmo necessário? Não!

Vejo que Pai Nosso é um livro destinado a um determinado tipo de leitores, não agradando a todos nem à maioria, o que pode ser uma boa critica. A mim não convenceu, mas há quem goste!

 

Sinopse: "Porque tens medo desta história? Porque não sei se consigo contá-la direito." 

Neste livro, Beatriz, uma professora de estudos do Médio Oriente em Inglaterra, conta-nos a história de Maria ou Marie ou O Fantasma, fotógrafa de guerra de origem portuguesa que se tornou um ícone mundial.

Maria testemunhou tudo o que havia para testemunhar nos conflitos religiosos que assolam o mundo há mais de vinte anos, com relevo para a crise do Médio Oriente. Como foi possível chegarmos a este estado? Israel, Iraque, Afeganistão, Turquia, Síria, Marrocos, Nova Iorque, Londres, Paris, Lisboa. Geografias que se cruzam sucessivamente e onde se projetam acontecimentos inesperados.