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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Os custos da nova Feira Popular

17
Jun16

Há alguns anos que o tema «nova Feira Popular» é comentado pela nossa faixa política, especialmente dentro da Câmara Municipal de Lisboa. Agora surgem novas notícias que revelam que só o actual estudo para o novo parque de diversões da nossa capital já ronda os 57 mil euros. Ah pois é... Lisboa anda a esbanjar bom dinheiro com a preparação da Feira Popular que ainda levará algum tempo para ver as suas obras a arrancarem pela Pontinha. 

A empresa Jora Vision, responsável pelos estudos dos maiores parques temáticos da Europa, como é o caso da Disneyland Paris, Futuruscope, Tivoli e Legoland, foi a responsável pela formatação do que está para chegar ao nosso país, com previsão para a abertura ao público acontecer em 2018. Mas será que era necessário esbanjar tanto dinheiro para este estudo ser feito?! É certo que existe também trabalho para com a decisão do local ideal para implementar o parque com um conceito familiar e que agrade e apele a miúdos e graúdos com espaços pensados para todos e com o pensamento no turismo também. O local, as áreas dentro do espaço, preços, público e todo o projecto foi pensado ao pormenor ao longo dos últimos meses pela empresa que cobrou à autarquia lisboeta estes 57 mil euros. 

Vereadores da Câmara Municipal de Lisboa dos partidos da oposição ao PS de Fernando Medina criticam estes gastos num momento de contenção e não é para menos. Lisboa é a capital, tem tudo ao seu redor, mas gastar milhares num estudo que no final de contas não é o projecto final do que está para nascer daqui a uns tempos?! Quanto dinheiro não ficará pelo caminho até a abertura da nova Feira Popular acontecer?

Montanhas-russas, túnel da morte, carrosséis, labirintos e outras atracões estão pensadas para integrarem este parque que custará no final de contas cerca de 70 milhões de euros. Jardins, zonas de passeio e restauração estão também no projecto que deverá ter a luz verde dentro de pouco tempo para que as obras iniciem ainda este ano. 

Será que o número de visitantes e lucros irão mesmo aumentar de ano para ano como tudo indica com tanto estudo e projecto em Power Point, fazendo deste sonho lisboeta um verdadeiro sucesso no âmbito da diversão? Ou tanto trabalho dispendioso de laboratório acabará por cair numa teia de despesas e sem um grande futuro pela frente?