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O Informador

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Olga | Bernhard Schlink

25
Jul19

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Título: Olga

Título Original: Olga

Autor: Bernhard Schlink

Editora: Edições ASA

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2019

Páginas: 272

ISBN: 978-989-23-4552-9

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Na viragem do século XIX, Olga vive com a avó numa aldeia a leste do império alemão. Órfã e habituada a uma vida dura, tem no inquieto Herbert o seu único companheiro de brincadeiras. Herbert é oriundo de uma família abastada e tem o seu futuro planeado há muito; nele não se inclui uma mulher sem berço e sem meios. No entanto, os dois apaixonam-se e resistem, alimentando a ligação em encontros secretos e desesperados. Até que Herbert decide tomar as rédeas do seu destino num ato de insubordinação que, mais uma vez, não inclui Olga. Vítima da febre expansionista alemã, o jovem decide partir à aventura – primeiro em África e depois numa expedição ao Pólo Norte, da qual não regressará. O tempo passa, mas Olga nunca para de escrever a Herbert, no Ártico, vertendo sobre o papel o seu amor e a sua fúria pelo sacrifício feito em nome da pátria. 

Anos mais tarde, Olga conta a sua história. É a história de uma mulher forte, apaixonada e em colisão com os preconceitos do seu tempo. 

Com a nostalgia e a mestria que lhe são características, Bernhard Schlink fala-nos da alma alemã e das vicissitudes de um amor interrompido pela ambição de uma nação. E apresenta-nos a Olga, uma figura literária inesquecível.

 

Opinião: Olga promete inspirar pelo romance e por um passado que marca o presente. Num grito de emancipação em tempos turbulentos na antiga Prússia e nos tempos entre a Primeira e Segunda Guerra Mundial, a esperança de uma mulher que continua a acreditar sem nunca o deixar de fazer, contrariando as condições e os factos da vida está em destaque nesta narrativa de Bernhard Schlink. 

 

Destacando o amor de uma vida com Olga, as aventuras do descobridor Herbert com as viagens pelo Pólo Norte e América do Sul e a história de África, nesta narrativa as palavras surgem com fluidez e de forma corrida, com boas descrições de personagens, locais e acontecimentos, apontando pela negativa o facto de repetir por vezes o que já foi dito anteriormente, um pouco como uma tentativa de adiar o avanço dos acontecimentos.

Este romance de Schlink é constituído por duas partes distintas e que compõem, entre tempos diferentes entre o início narrado por Olga e Herbert e posteriormente entrando Ferdinand para relatar ao leitor o que existe ainda para perceber. O menino que se tornou amigo de Olga com o tempo tem a função de mostrar as cartas que a própria enviou para Herbert e que nunca chegaram a ser lidas, dando assim a conhecer ao leitor as palavras deixadas por uma mulher solitária e cheia de esperança que sempre acreditou no amor eterno. 

No geral não posso dizer que não tenha gostado, mas confesso que Olga não foi dos livros que mais me tocou pelos últimos tempos. Tudo pareceu muito vago, podendo a história ser um pouco mais pesada, lamechas e sensível de modo a que o leitor pudesse acolher esta mulher.