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Abr20

O Rinoceronte do Rei | Sérgio Luís de Carvalho

Clube do Autor

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Título: O Rinoceronte do Rei

Autor: Sérgio Luís de Carvalho

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2019

Páginas: 296

ISBN: 978-989-724-485-8

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Esta é a história do rinoceronte que chegou a Lisboa em maio de 1515 e que espantou toda a Europa. Esta é a história do seu tratador indiano e de Esperança, de Modafar, o sultão de Cambaia, do impressor morávio do rei de Portugal e do pintor alemão que se embasbacou com o dito bicho e o celebrizou. Esta é a história do capitão Rusticão, de um frade piedoso e do seu cão, de duques homicidas, de índios canibais, de mercadores e de escravos, de imperadores e de papas, de reis invejosos, poderosos e deprimidos e de médicos italianos que escreviam má poesia. Esta é a história dos lisboetas de quinhentos, dos ricos aos pobres, das viúvas alucinadas aos marinheiros, dos oficiais aos arquitetos.

No início de 1515, um rinoceronte chega a Lisboa, enviado por Modafar, sultão de Cambaia, para el-rei D. Manuel I. O bicho faz sensação no reino e em todo o continente. É a primeira vez que um rinoceronte aporta à Europa. Estamos no auge da expansão portuguesa e na cidade, particularmente na afamada Rua Nova, exibem-se todas as novidades do mundo, desde tecidos a madeiras, desde animais a joias, desde a pedra bezoar à planta do dragoeiro.

Com o rinoceronte vem um jovem tratador indiano chamado Océm, que cedo Océm se apaixona por uma escrava moura, Esperança, famosa pelas artes boticárias. Mas Esperança pertence ao mais rico nobre do reino, famoso pelo mau-feitio e pela soberba: o Duque de Bragança. 

Embasbacado pelo rinoceronte, Valentim Fernandes, o maior impressor do reino, dele dá conta ao seu amigo Durer, descrevendo-o entusiasticamente em cartas. Durer tinha acabado de perder a mãe, cujo amor pelos bichos era bem conhecido. Fascinado, o artista decide pedir mais descrições para gravar o rinoceronte e dedicar à mãe a sua nova obra.

O Rinoceronte do Rei é baseado em factos e personagens reais e narra a história da primeira imagem global que mudou a História da Europa.

 

Opinião: Se existe livro que surpreende após meses de hesitação, O Rinoceronte do Rei é um bom exemplo disso. Num romance histórico que une ficção com factos e personagens reais, esta obra de Sérgio Luís de Carvalho começa com a oferta de um rinoceronte ao Rei D. Manuel I. Ganda chegou a Portugal, causando grande burburinho e curiosidade por parte de muitos, inclusive vários Reis europeus e do Papa Pio X. Muitos ficaram a conhecer este animal de grandes portes que viajou até Portugal e não só aos cuidados de Océm, um jovem indiano que ficou destinado a cuidar de Ganda. A partir daqui a história começa a ser contada.

Entre um romance conturbado mas com uma beleza que o transforma entre o indiano e a escrava Esperança de seu nome, numa bonita história de amor, O Rinoceronte do Rei percorre locais sagrados de Lisboa, mostrando avenidas e recantos da capital, zonas que marcaram a história do país e onde muitos desembarcaram e entraram em longas aventuras para desbravarem um caminho entre descobertas e incidentes. Num recontar da História de Portugal entre personagens reais e criações onde situações foram inspiradas e outras narradas de raiz, este romance é uma verdadeira aula de história.

Contada de forma simples mas bem explicativa sobre factos importantes do nosso passado, a narrativa foi tornada real sem cansar, sem criar demais, contando o essencial e sabendo colocar cada envolvido no seu lugar para que o leitor não se perdesse. Este é realmente daqueles livros que surpreendem pela forma inesperada com que consegue conquistar pela simplicidade com que toda a História do país é contada em paralelo com um romance que suscita alguns suspiros até ao final.

 

 

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