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O quase assalto!

Um jovem saiu da escola de condução já de noite e foi-lhe dito para esperar no portão da vivenda que servia de escola porque o pai o iria buscar logo de seguida. Mas o que o moço fez? Achou que seria mais fácil esperar na paragem dos autocarros que ficava na estrada nacional e onde mais pessoas passavam. Bem se ia lixando... Na paragem, sozinho e com a escuridão profunda, sem carros a passarem em grande quantidade e sem pessoas a circularem na rua, começou a entreter-se com o telemóvel. Nisto apareceu um outro rapaz e pediu para fazer uma chamada rápida. Achas que o telemóvel foi «emprestado»? Nada disso! O futuro condutor nunca deu o telemóvel, foi ameaçado com pancada e nisto chega uma senhora que trabalhava numa clínica dentária que ficava nas proximidades da paragem. A dita senhora rapidamente percebeu o que se passava, fez-se passar por avó de um desconhecido e disse, sem saber, que o pai do jovem já estava a chegar. E não é que era mesmo verdade? O pai do teimoso chegou, parou a carrinha e o dito teimoso entrou com a sua salvadora e seguiram viagem até deixarem a desconhecida, que nunca mais foi vista, em casa com um agradecimento. O rapaz logo ouviu um ralhete mas tudo acabou em bem e a espera pela boleia paterna nunca mais foi feita naquela paragem que ainda hoje me marca quando praticamente todos os dias passo pelo local. Não me lembro diariamente do sucedido mas por vezes lá surge esta memória do quase assalto em que nem me lembro do rosto do mau assaltante que não conseguiu levar a melhor!

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