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O Informador

03
Ago20

No Big Brother venceu a verdade!

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A edição comemorativo do Big Brother chegou ao fim em bom tempo. Mais de oitenta dias depois os últimos concorrentes deixaram a casa com a vitória a ser atribuída a Soraia com 31% dos votos. 

Numa última gala intitulada como Última Noite, os dois intrusos do jogo nas últimas semanas foram convidados a saírem da casa logo no início da noite, com a viagem para dois pela ilha da Madeira a ser atribuída a Daniel Monteiro que venceu assim os desafios que o Big Brother lhe foi colocando frente a Hélder. Como sempre disse, não concordei com estas entradas de ex-concorrentes de novo na casa, ainda para mais para fazerem pior figura da que já tinha feito quando estavam em jogo. 

Com isto a verdadeira noite da grande final começou com o desfilar dos concorrentes pelo confessionário para verem os seus melhores momentos ao longo dos meses de programa e para uma ligeira e rápida conversa com o Cláudio que se manteve durante grande parte da noite em ponto de rebuçado mesmo à beira das lágrimas. Sandrina, a boa disposição da casa com um último confessionário calmo e sentimental e com um vestido recheado de brilhantes. Diogo, alegre e bem disposto por estar na final e sem descartar o «tu cá tu lá» com o Cláudio e a apresentar-se de forma bastante descontraída de t-shirt para o dia decisivo desta edição do reality show e a aproveitar os minutos a que teve direito como puxar pelo número de telefone para que o público votasse em si, fazendo o que os outros não se lembraram, estando mais um vez a mostrar que está em jogo e que pensou em todos os pormenores para chegar onde chegou. Soraia, que foi apelidada como «uma pessoa que não existe» por ser uma concorrente tão boa e pura ao longo de todo o tempo de programa, com um coração enorme para todos e sem querer confusão à sua volta a mostrar até ao momento final a sua gentileza. Ana Catharina, que sempre defendeu as suas causas a chegar até ao final por lutar pelo que acredita, mostrando não querer somente ser uma amiga do Diogo, ficando com a pequena coelha para si, e provando até ao fim que a sua estadia no Big Brother foi «mara» e que ficaria na casa por mais uns tempos. Preparada para voltar ao trabalho está a Noélia, a patroa que nasceu para trabalhar e ordenar, a combater quase todas as semanas as nomeações e a ser a verdadeira vencedora dos serões de Domingo ao ultrapassar todas as barreiras que os colegas de casa lhe colocaram pela frente até chegar ao final, sendo a combatente e recordista por ser a mais sacrificada com semanas e semanas sem saber se iria permanecer no jogo. A miss Iury chegou divertida, mostrou ter opinião e apagou-se quando se apaixonou pelo controlador Daniel Monteiro, perdendo muito jogo e fazendo-se de parva quando as conversas não lhe agradavam, oscilando o seu jogo bastante e de forma desnecessária, o que só a prejudicou. 

Momento da decisão! Primeiro revelo o que seria o meu top entre os seis concorrentes finalistas. Soraia, Diogo, Noélia, Ana Catharina, Sandrina e Iury, embora os três primeiros lugares pudessem rodar entre si que ficaria satisfeito na mesma. Na verdade o sexto e quinto lugares ficaram entregues à Sandrina e Ana Catharina, respetivamente, ficando algo surpreso por achar que a Sandrina, com a sua falsa personagem cómica e esquecida, para não dizer mesmo burra, pudesse ficar numa posição mais cimeira, mas sem disputar o primeiro lugar. Já a Ana Catharina ficou dentro do esperado, mesmo apoiando o seu jogo e as suas causas, mas nunca acreditei que a concorrente subisse aos três primeiros lugares, embora tenha sido uma concorrente que adorei mas que nunca teve força para se afirmar como os que foram mais longe dentro das preferências na final. A quarta posição ficou entregue à Iury sem grande espanto porque sem a Ana e a Sandrina, seria de esperar que este lugar fosse entregue à miss que mostrou ser mais que isso mas que também estragou o seu jogo por se colar demasiado a uma relação pegajosa. E ficaram os meus três sensatos favoritos a disputar e bem o prémio final. Tenho a certeza que nunca gostei de ver uma tripla de finalistas tão perfeita no sofá em espera entre amigos pela decisão final. Qualquer um dos três, Diogo, Noélia e Soraia, podia ganhar e os três foram mesmo os mais votados na última semana de Big Brother. O terceiro classificado foi a Noélia, tal como previ, tendo a concorrente gerado um momento que só ela podia dar mesmo no final, isto porque colocou a máquina de lavar louça mesmo no minuto antes de deixar a casa a funcionar para deixar tudo limpo e lavado com o término do programa. Intervalo e com Diogo e Soraia a despedirem-se da casa onde viveram mais de três meses quase isolados do mundo, isto porque esta edição falhou em vários pontos para o contacto de vários concorrentes com o exterior. Os vencedores, os resistentes, o jogador e a pureza, qual dos dois sensatos irá vencer o Big Brother 2020? A expetativa aumentava mas qualquer um seria um justo vencedor!

Em espera pela chegada dos dois finalistas a estúdio o tempo foi sendo ocupado com os melhores momentos de todos os concorrentes, os piropos e pérolas do Big Brother e o ponto alto que sempre todos queremos ver em casa, os momentos em que o apresentador cometeu gaffes, brincou, cantou e ralhou. Cláudio Ramos no seu melhor, numa evolução da estreia até ao final impressionante onde conseguiu convencer, impor respeito, brincar e guiar os concorrentes ao longo de toda a edição do programa. 

E chegou o momento de se perceber que a Soraia é a grande vencedora da edição do Big Brother 2020. Uma vitória da simplicidade, pureza, gratidão e integridade! Fiquei mesmo contente com um final onde qualquer dos três concorrentes mais fortes podia sair vencedor pelas suas devidas qualidades ao longo do jogo. Uma noite em grande dentro dos possíveis festejos, uma vencedora que está do lado da luz e que mereceu o primeiro lugar neste Big Brother que me fez companhia ao longo dos últimos meses e que gerou bastante controvérsia pelos temas que foram debatidos para além dos muros da casa da Ericeira. 

Celebrizando a frase «aceitem que dói menos» como A Pipoca Mais Doce se referiu a esta edição do programa, a noite foi recheada de sentimentalismo com um Cláudio Ramos a mostrar um misto de felicidade e nervosismo, uma Ana Garcia Martins imparável com os seus comentários a suscitar alguns confrontos em estúdio, uma Marta Cardoso em modo comentadora de diálogos curtos e assertivos, concorrentes bastante emocionados na saída, ex-concorrentes com ar de frete e castigo e muito desalento nos seus rostos por perceberem quem ia ficando no lote final para vencer o programa e familiares e amigos em ânsias para poderem voltar a ter os concorrentes nos braços e por perto. 

Acabou a primeira edição do regressado Big Brother à televisão portuguesa. A famosa Voz de outros tempos fechou as portas da casa da Ericeira para a preparar até meio de Setembro onde irá receber novos concorrentes que se esperam tão ou mais polémicos que esta fornada que ainda agora fechou o jogo. Que saudades de assistir a um verdadeiro reality show, que com várias falhas entre produção e concorrentes, conseguiram entreter, começaram de forma morna e cavalgaram para a liderança. Agora vem a pausa que sempre faz bem para que os novos rostos cheguem no que promete ser a edição da Revolução! Como a Voz referiu quando apagou as luzes da casa, «Setembro é já amanhã!», referindo-se ao mesmo tempo à expressão que Cristina Ferreira tem adotado desde que anunciou o seu regresso à TVI que promete trazer consigo várias alterações dentro do canal. 

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