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Imobiliário resiste à Pandemia

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Imobiliário em Lisboa resiste à Pandemia

Com a pandemia a fechar empresas de todas as dimensões e milhões em casa, muitas das previsões apontavam para um cataclismo económico transversal a todos os segmentos económicos.

Com efeito, o seu impacto não tardou em sentir-se na vida de todos em aspetos que vão desde as mais simples ações do quotidiano até aos grandes desafios da economia que diariamente se colocam.

No meio do caos mundial, algumas notas positivas neste campo em Portugal. Enquanto negócios fecham, transportes param e as vidas ficam em suspenso, o mercado imobiliário continua a dar sinais positivos.

 

A Era Dourada

O mais recente barómetro imobiliário revela uma incontornável resiliência no que toca aos preços de venda no imobiliário de Lisboa. Se os últimos anos revelaram números de crescimento sem igual, as primeiras medidas de confinamento vieram colocar essa tendência sob enorme pressão.

Invariavelmente, 2019 foi um ano ímpar em praticamente todos os aspetos ligados à economia, não apenas em Portugal, mas também a nível global. Como resultado, o ano em causa foi o mais próspero da história da humanidade.

A enorme imprevisibilidade a que o mundo foi sujeito logo no primeiro trimestre de 2020 teria aparentemente tudo para destruir o que havia sido alcançado nesses anos dourados, mas acabou por não ser bem assim.

 

Números que Impressionam

Um dos efeitos mais notórios da pandemia foi o aumento da procura em áreas do interior do país. Com o mercado agora em busca de uma mudança de paradigma em muitos casos assentes no teletrabalho, será uma tendência interessante a observar nos próximos meses/anos.

A capital manteve uma posição invejável apesar dos desafios. O preço médio de venda de um imóvel fixava-se em dezembro de 2019 nos €551.607 e, após um atribulado ano para todos, ficou nos €557.595 (dezembro de 2020).

Olhando para os números agora disponíveis em maior detalhe, surgem evidências pertinentes de reter. Contra todas as expetativas, os preços de venda aumentaram 11,3% entre Março e Abril de 2020 em pleno confinamento. Esta tendência manteve um crescimento de 7,2% logo após o final deste período. No mínimo, revelam uma resiliência ímpar num segmento que normalmente seria severamente afetado por um cenário como o atual. A manutenção de sistemas de apoio social como o layoff e taxas de juro em baixa garantiram um muito necessário fluxo de oxigénio ao sector.

Existe também a consideração e perspetiva de que a pandemia, apesar de fustigante a nível económico e de duração imprevisível, será apenas temporária. O imobiliário subsiste, em muito, de investimentos a longo prazo que em muito suplantarão este momento incerto.

 

O Sentido Oposto

No segmento do arrendamento observa-se atualmente uma variação em sentido contrário do mercado de venda. Esta resulta em muito de uma disponibilidade excessiva de alojamento que estava destinado à procura turística, agora praticamente inexistente.

Como tal, os preços revelam um decréscimo de 13,9% ao longo de 2020. O valor médio de arrendamento era em dezembro de 2019 de €1.531, fixando-se nos €1.319 volvido um ano.

A evolução de valores praticados reporta quebras de -9,8% e -10,5% durante a primeira fase de confinamento, agravando-se para -16% após terminadas as restrições mais agravadas de 2020.

Aguardemos pelo decorrer de 2021 e pela prestação deste segmento-pilar da economia nacional perante os desafios que este ano ainda encerra.