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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

13.07.18

Hippie | Paulo Coelho


O Informador

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Título: Hippie

Autor: Paulo Coelho

Editora: Pergaminho

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2018

Páginas: 224

ISBN: 978-989-687-505-3

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Paulo é um jovem que quer ser escritor. Deixa crescer o cabelo e parte numa viagem pelo mundo em busca da liberdade e do significado mais profundo da existência. Uma jornada que vai desde a prisão como terrorista pela ditadura militar brasileira, em 1970, enquanto viaja pela América do Sul, até ao encontro com Karla, em Amesterdão, e a decisão de partirem juntos para o Nepal no Magic Bus. No caminho, os companheiros que vivem uma extraordinária história de amor também passam por transformações profundas e abraçam novos valores para as suas vidas.

O mais autobiográfico dos livros de Paulo Coelho, que nos leva a reviver o sonho transformador e pacifista da geração hippie.

 

Opinião: Olhar para as obras de Paulo Coelho e refletir sobre a verdade das suas partilhas foi uma constante nas leituras que fiz do autor. Agora surgiu Hippie e vi uma realidade, talvez transformada para criar um outro impacto, sobre uma fase da vida de um autor que vive o dia sem receio do que está para vir. Aprender, conhecer e experimentar sob o lema da liberdade individual.

Numa narrativa com protagonistas reais, embora com nomes trocados, em Hippie o leitor é levado a partir numa viagem com o autor entre um grupo de desconhecidos com histórias para serem contadas enquanto o percurso segue e lembranças do passado se vão juntando às curiosidades do momento onde nada fica por dizer e fazer. Do sexo às drogas, das reflexões às dúvidas existenciais, o trajeto vai sendo feito entre zonas onde a ditadura impera com perseguições, medos e represálias, sem que nunca os viajantes sem medo deixarem de fazer o que pretendem, já que o seu lema é viver, aprendendo com o que os rodeia e sem deixarem nada por fazer. Em Hippie partimos da América do Sul até ao Nepal num autocarro onde diversas visões se juntam para que por vários dias vivam de forma despreocupada e de auto-conhecimento.

Um livro fundamentalmente com um relato livre, sem ação, mas com um sentido único, o da vida onde os conhecimentos sobre costumes, hábitos e tradições tão diferentes se cruzam com a forma de estar de cada um perante o acordar diário que surge para se seguir um percurso que soa a liberdade. 

Se gostei? Esperava algo melhor e que me despertasse uma maior curiosidade! No entanto no que toca à escrita, Paulo Coelho não muda e consegue recriar imaginários bem reais através de uma forma quase falada de contar a história, sem hesitações e grandes elaborações, mostrando simplesmente o fundamental mas bem descrito, acabando por criar empatia para com as personagens e locais que vão sendo visitados, sem maçar e cansar.