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O Informador

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25
Abr20

Feminismo a mais

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Os últimos anos têm sido marcados por sucessivos movimentos feministas pela luta da igualdade de sexos. No entanto ninguém fala dos preços praticados na «noite» onde mulheres são claramente favorecidas no que toca a preços de entradas e consumos. Nesse campo já não existe feminismo a mais ou somente não convém comentar este tema?

Quem sai pela noite em Portugal sabe bem do que estou a falar. Quantos bares e discotecas não praticam preços distintos entre mulheres e homens? Locais em que existe consumo obrigatório para homens e onde mulheres entram, por vezes até com oferta de bebidas, e sem terem de pagar rigorosamente nada.

Como poderemos apelidar este fenómeno nos tempos que correm? Do meu ponto de vista, pelos variados locais onde esta diferença de sexos é praticada o que existe é um poder de atração para que o público feminino funcione como um chamariz junto do sexo oposto. Se elas não pagam, eles sabem que é por esses locais que existirá muita mulher junta, levando-os até ao local, entrando com pagamentos obrigatórios e consumos elevados para poderem frequentar o espaço em boa companhia. Será que não entendem que não pagam, mas estão a ser tratadas como um isco para chamarem outros, sendo como que servidas de bandeja como paisagem para os homens que muitas vezes procuram na noite companhia ou atenção por umas horas?

Se existe uma clara exigência de igualdade, o que é aceite, também convém que tudo seja feito de forma a declarar que homens e mulheres devem receber o mesmo, pagar o mesmo e desfrutar das mesmas condições a que possam ter acesso.

Quantas mulheres já ouviram queixar-se sobre os pagamentos no mundo da noite? Quantas discordam por não pagarem e verem os seus companheiros de saídas a puxarem pela carteira para entrarem em certos locais? Se fosse ao contrário claro que todas protestavam, mas como estão do lado das ofertas não se queixam e ainda brincam com a situação.

Então, em que ficamos? Igualdade total ou somente para o que convém?

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