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O Informador

Desânimo

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Ando desanimado nesta vida de tropeções que mais parece uma autêntica montanha russa de emoções que se atropelam entre si pelo simples facto de não existir explicação plausível para este sentimento turbulento que me faz companhia sem que o tivesse convocado de livre vontade em algum momento. A vontade de reação, essa parece estar na casa do lado, já que por aqui a força para seguir em frente é muitas vezes deixada para trás na espera de que o amanhã será melhor, ou talvez, numa tentativa vã de acreditar que se está bem quando não é isso que acontece. 

Por estes dias a vontade para fazer simples coisas que me ajudam a ocupar o dia a dia de livre vontade parece andar desaparecida. Aquela vontade para ler, escrever por aqui ou pelas folhas que vão ficando guardadas entre páginas, de ver uma série, aproveitar o direto na televisão ou até simplesmente existir neste momento tem de ser forçada, não sentido aquela força para fazer o que quer que seja porque apetece, mas sim por ser uma necessidade para que esteja na minha, ocupado e dentro do que gosto de fazer.

Sinto-me cansado, sem me querer ocupar, no entanto sei perfeitamente que quanto mais desocupado fico pior para o meu próprio pensamento que acaba por seguir por caminhos que não se revelam positivos. O tempo livre que deixo que exista faz-me pensar, sem refletir, mas só pensar e isso de momento é um problema que não me está a ajudar a chegar a levar a lado algum.

É o não saber estar, não saber lidar e principalmente o não saber esperar, sendo impulsivo e cheio de crenças de que tudo tem de ser resolvido agora, sem esperar pelo amanhã, acabando por transformar essas minhas pressas em frustrações embrulhadas entre a raiva própria e a tristeza. 

Eu sei que isto vai passar, sei que com força de vontade para superar as barreiras que tudo se vai alinhando, mas tenho de deixar de acreditar que a pressa é a melhor amiga da perfeição e confiar no tempo, nos silêncios e fundamentalmente em mim como o principal ponto de referência para conseguir dar a volta a este estado de desânimo que me apanhou e tem atrapalhado.