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O Informador

13
Jul20

Cláudio Ramos espalha chá no Big Brother

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A duas semanas do final da edição que assinala o regresso do Big Brother à televisão portuguesa, Endemol e TVI decidiram demoninar a noite do passado Domingo com a gala das Verdades e Mentiras. 

Alexandre Monteiro, um suposto especialista de interpretação de sinais e comportamentos esteve em estúdio, e nestas coisas não sou um grande apreciador e de todo um convicto nato, sendo mesmo bastante reticente com tudo o que estes especialistas revelam de momentos como se todos reagissemos da mesma forma. Alguns concorrentes foram sendo convidados a entrarem na sala da expulsão para responderem a questões colocados por Cláudio Ramos enquanto em estúdio o dito especialista analisava cada movimento dos concorrentes que iam sendo questionados. Daniel Guerreiro foi o primeiro a entrar na suposta máquina da verdade humana e o que é certo é que este especialista não disse nada demais para além do que a maioria tem comentado. Um aproveitamento por parte do Guerreiro com o facto da Soraia estar apaixonada, um contraste grande de uma semana para a outra por perceber que a concorrente é sempre salva pelo público antes de si e neste momento em que está nomeado, com a final bem próxima, é necessário dar tudo para permanecer e chegar ao patamar a que a maioria dos concorrentes que entram num reality show querem alcançar. 

Diogo confrontado por não respeitar as regras do jogo e não embarcar nas provas e vontades da produção foi chamado para se justificar em direto pelos seus comportamentos que acabam por demonstrar uma certa oposição com as ideias do próprio Big Brother. Optou por não fazer a Curva da Vida como os colegas têm feito e com os quais até se tem acabado por emocionar. Foi convidado a olhar para o espelho e refletir sobre a sua presença no jogo, tendo também recusado. Na prova semanal criticou e optou por se isolar, criando justificações para não acompanhar os colegas nas propostas dadas pela produção. Diogo rejeita várias provas atribuídas pela produção, mostrando querer controlar o conteúdo do programa, tal como Cláudio Ramos sugeriu quando o confrontou com esta falta de aptidão do concorrente para aceitar o jogo que lhe é imposto e que tem contornado, muito a meu ver, tal como já referi através de outros concorrentes, por a produção estar muito sujeita ao que os protagonistas querem devido à falta de capacidade de poderem entrar novas pessoas na casa de um dia para o outro como acontecia com outras edições do formato, em que a liberdade de entrada era praticamente rápida. Brilhantemente o apresentador questionou, atacou o Diogo, defendendo que o concorrente não foi para a casa passar férias, existindo um jogo em que outros concorrentes podem não apreciar esta desigualdade de uns para com outros. Gosto do Diogo como concorrente e tem estado há muito como um dos meus preferidos, mas a verdade é que estes pontos de não seguir as ideias da produção de forma sucessiva também não caem bem e acho bastante aceitável a produção ter mostrado o outro lado do concorrente perante a sua forma de estar na casa.

Esta semana foi a Soraia a mostrar a sua curva da vida, muito com base na relação com o irmão que sempre protegeu. Um momento que já não é surpresa porque a história de vida da Soraia foi contada desde cedo pela concorrente dentro da casa, no entanto acabou por ser um dos pontos chave da noite, mesmo sem existir aquele impacto da surpresa. Soraia chorou no confessionário, a mãe emocionada no estúdio, o Cláudio lacrimejou e até em casa soltei umas lágrimas, mesmo já conhecendo toda a história emocional dos altos e baixos da vida da Soraia. 

A Revelação anunciada ao longo da semana foi feita e eis que os nove concorrentes que já saíram da casa vão poder voltar a jogo, não para ganharem o prémio final, mas para mexerem com a casa com as ordens do Big Brother. Que ideia absurda foi esta a duas semanas do final? E onde está o tempo de quarentena para poderem entrar no jogo assim de forma tão rápida a favor das audiências num autêntico vale tudo por parte da produção. Não concordo com este regresso de dois concorrentes que já estiveram em jogo, sejam eles quem forem. Se saíram e estão cá fora que assim se deixem ficar, não fazem falta alguma na casa da Ericeira, muito menos nesta reta final onde os sobreviventes se mantém por mérito e não precisam de companheiros de casa que já foram retirados por vontade do público, já que os desistentes e expulsos, Sónia e Pedro Soá, não podem regressar. Não consigo concordar com esta decisão e acho um enorme erro dentro das regras do jogo que são alteradas, a favor das audiências, quando assim o entendem. 

E o que melhor poderia ser ver que o veneno da Teresa ao longo da semana ser revelado num frente-a-frente com o Diogo? Poderia ser interessante mas após as imagens serem mostradas os dois concorrentes acabaram por ter um discurso de paz e amor numa demonstração descarada de provocação para com a produção do programa. A ação do Big Brother naquele momento foi praticamente nenhuma, como tem sido ao longo das últimas semanas. Já o Cláudio intrometeu-se na conversa e atacou os concorrentes com o que todos pensamos naquele momento de fantasia que Diogo e Teresa protagonizaram no que deveria ser um frente-a-frente e onde só mostraram que faziam da produção o que queriam. Cláudio disse aos concorrentes que não o fazem de parvo e que deviam fazer as malas e irem para casa, tendo dito tudo e com os modos certos. Aplaudo um apresentador sem medos e a enfrentar os concorrentes que estão em jogo como se tivessem numa colónia de férias em liberdade e sem qualquer respeito pelas regras que lhes foram impostas logo na entrada da casa. Se Endemol e TVI tivessem a mesma coragem para enfrentarem os concorrentes como o Cláudio tem demonstrado o jogo tinha sido diferente logo desde o início da edição e muitos dos erros não tinham sido cometidos pelo deixa passar porque todos têm direito a errar e a fazerem o que querem contra as regras do formato porque estamos em modo de pandemia. 

BB Play com direito a Verdades e Mentiras com o Pedro Alves, Iury e Sandrina a serem desmascarados quando tiveram no quarto do líder a conversar de forma a rebaixar o Diogo, Ana Catharina e Noélia, como se eles fossem os bons e os outros os maus da fita. Os concorrentes como não ficaram contentes com o chá do Cláudio uns minutos antes voltaram ao tema e eis que voltaram a levar com a opinião do apresentador por serem pessoas que não sabem estar no jogo. O apresentador voltou a demonstrar desagrado, deu-lhes na cabeça e mostrou claramente que estes concorrentes são tão nulos que podiam sair da casa naquele exato momento. Todos tentaram defender o grupo e o Cláudio atacou com unhas e dentes, mostrando todo o desagrado que também nós, enquanto público, sentimos com este grupo que se critica na costas e que ao Domingo quando são confrontados parecem os melhores amigos de infância. Incoerência até mais não num jogo mais que viciado pelos próprios supostos peões que controlam e fazem o que querem. 

O momento nojo da noite foi protagonizado pela Iury e pelo Daniel Monteiro que do alto da varanda a pediu em namoro, entre a choradeira dela e o estatuto quase imperial dele, o momento foi tão esperado e encenado que não surpreendeu, sendo um pedido de namoro, da varanda para o jardim, um sim, um «amo-te» e um até já. Nada surpreendente num momento a virar ao popularucho que dispensava se as regras do contacto com o exterior fossem reais, mas como todos podem comunicar, enviar mensagens e ver quem querem já nada consegue surpreender! Coitaaaaados!

Novo confronto, desta vez entre Noélia e Sandrina, e desta vez levaram a tarefa a sério. Viram um vídeo editado de várias conversas, falaram sobre as mesmas, Sandrina justificou-se por não sentir carinho e reciprocidade por parte da Noélia para consigo. Já a algarvia referiu gostar da alentejana, mas não se conseguindo identificar por levar tudo mais a sério, enquanto que a Sandrina está mais virada para a brincadeira. Todos teremos de estar com os outros da mesma forma nesta vida mesmo quando não nos conseguimos identificar? A Sandrina tem de entender que não pode ser amiga de toda uma sociedade por existirem feitios e formas de estar distintas, não sendo possível nos identificarmos com todos e mais alguns, sendo sempre normal existirem os próximos e os outros. Cresce Sandrina e percebe que na vida as escolhas de quem queremos por perto existem e são essenciais!

A expulsão, desta vez com o público a votar nos preferidos, surgiu já bem perto da meia noite com os quatro nomeados ainda em suspenso. Com 31% e 27% ficaram, respetivamente, o Diogo e a Noélia. Na terceira posição com 22% ficou a Teresa, acabando por ser o Daniel Guerreiro a abandonar o jogo com 20%. Confesso que não esperava de todo esta proximidade entre as votações e muito menos que a Teresa permanecesse em jogo. O público é que decide, a alteração de atitude do Daniel na relação com a Soraia esta semana não foi vista com bons olhos e a permanência do mentalista em jogo terminou à beira do fim. Mais uma vez e pela terceira semana seguida os casais a serem separados no jogo, mostrando que não é por jogarem a dois que conseguem chegar à final de um qualquer reality show. O Guerreiro chegou a estar entre o meu top três, no entanto nas últimas semanas foi perdendo o seu lugar pelos atos e formas de pensar para com o grupo. Não esperava esta saída por achar que a Teresa nutria mais ódios de estimação fora da casa, mas a vida acontece com as cobras a serem necessárias dentro destes jogos mesmo até roçarem o último dia e assim parece que será com a concorrente a chegar longe mas a não ser das preferidas para triunfar pelo último capítulo. 

A noite continuou com o lançar a bola ao alvo como prova do líder e eis que ganhava o que conseguisse aproximar a bola do centro do alvo, vencendo o Diogo a prova, voltando assim a ser líder pela terceira vez e ficando imune nas nomeações de onde saíram Noélia e Teresa com quatro votos, Ana Catharina, Iury, Pedro Alves e Soraia com dois, sendo que o líder teve de salvar dois destes quatro concorrentes, escolhendo assim que ficariam a votos a Noélia, a Teresa, a Iury e o Pedro Alves. Desta vez a minha aposta de saída recai no Pedro Alves, no entanto como a votação é no favorito fico bastante indeciso desta vez entre a Teresa, a Iury e o Pedro, estando do meu ponto de vista a Noélia como favorita entre os quatro. 

No meio de tudo isto a Ana Catharina interrompeu as nomeações para dar uma direta para firme contra as palavras da Teresa que afirmou durante a semana que a concorrente brasileira abria as pernas facilmente pelo jogo. Ana Catharina guardou a resposta em espera que a chamassem à ação e como não foi chamada fez-se ouvir a meio das nomeações e arrumou com a conversa com uma expressão de que as pernas são dela e que as abre onde, quando e para quem quer, e que ninguém tem que comentar o que faz, deixando Teresa de trombas por receber o comentário de forma bem direta. A brasileira calada absorve e quando tem de arrumar arruma e bate forte lá dentro, mostrando que não anda a ver passar aviões como uns e outros. Com isto, no momento em que Teresa foi ao confessionário nomear o Cláudio aproveitou o momento para mencionar o que foi dito e pedir para que a concorrente refletisse sobre o que disse e falasse com a Ana Catharina por ser uma frase feia perante todas as mulheres. Mais uma vez o apresentador a não falhar na hora de dar o seu chá!

Uma gala que tentaram ser polémica, escolhendo mal alguns dos protagonistas da noite que não deram o dito canal a bem do apelidado por «paz e amor». O jogo é o jogo e todos devem dar a sua opinião quando a mesma é pedida. Qual a razão de mostrarem uma coisa no dia de destaque do programa quando ao longo da semana se provocam e chateiam de forma mútua? Concorrentes com noção de jogo são necessários para a próxima edição do Big Brother, já que este casting prometeu e defraudou, não por culpa dos escolhidos mas sim da produção que os deixou reinar.

 

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