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O Informador

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08
Jun20

Causas e justiça no Big Brother

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A gala de todos os julgamentos no Big Brother, segundo anunciaram, começou e com algumas alterações para com as semanas anteriores. No entanto o mais importante foi mesmo a justiça feita com a saída do Hélder por vontade do público, mas lá chegaremos. Já saiu tarde, mas como eles dizem dentro da casa, o público vê tudo e sabe distinguir o bem do mal. 

Com público em estúdio, o que permite outro entusiasmo e perceção das reações, e com A Pipoca Mais Doce a assumir o seu lugar de comentadora aos Domingos como estava previsto de inicio e com a língua bem afiada como nós tem habituado, a gala iniciou com a passagem de imagens que colocaram concorrentes em destaque pelas atitudes da semana. Uns contra outros e todos contra todos é o lema que o Big Brother que os implementar na casa mas parece que alguns concorrentes ainda estão na paz e amor quando são lixados pelas costas pelos supostos amigos.

Para este início de noite quem melhor para começar em grande destaque? Teresa, a concorrente mais velha que neste momento consegue dizer o que quer sem medo do que os outros possam pensar. A Teresa entrou depois, sendo uma pessoa complicada de analisar no jogo, mas fundamental para mexer com a casa neste momento onde é preciso mexer para dar que falar e quem já andou nos bastidores de reality shows sabe bem o que tem de ser feito para dar nas vistas pelos melhores ou piores motivos. Maturidade ou intenção de criar show? A Teresa sabe ter destaque, sabendo jogar, levando quem quer ao limite como aconteceu no que resultou na expulsão de Pedro Soá. Podia a Teresa ser uma concorrente mais calma e apagada? Podia mas talvez se não tivesse criado guerras internas não conseguiria permanecer no jogo até ao momento por vontade do público. A Teresa não está entre os meus concorrentes preferidos mas também não andam no topo da tabela dos que desejo ver fora da casa. Por agora que fique uns tempos para continuar a 《dar canal》 com as suas inimizades.

Um dos momentos caricatos está do lado de Jéssica que em conversa com Pedro Alves ao longo da semana afirmou que Slávia a dar uma aula parecia um touro mas quando confrontada por Cláudio Ramos deu a volta ao dizer que se estava a chamar a si própria um touro. O apresentador insistiu muito pouco no tema perante o qual todos percebemos que o falso casalinho deu a volta para ficar bem na imagem, mas somente quem não quiser ver aceita esta justificação da Jéssica que entrou no Big Brother a pensar que estava no Love On Top e que tinha de encontrar logo nos primeiros dias o seu quebra nozes. Ainda dentro do casal fake, lá voltou o ciúme para com o Diogo. Será que com um mês de jogo ainda não perceberam que o Diogo tem um modo de estar na vida diferente da maioria dos concorrentes que se encontram na casa? Será que o Pedro Alves, Jéssica, Sónia e mais uns quantos não conseguem perceber que todos somos diferentes e que cada qual tem o seu modo distinto de estar na vida e assumir os seus atos e compromissos? Não somos todos iguais, identifico-me um pouco com a linha demonstrada pelo Diogo e aplaudo o facto de ver a banda passar para o criticarem e deitarem abaixo enquanto se ri para si e vai seguindo de cabeça erguida no jogo porque cá fora o público percebe as diferenças e não aceita irmandades siamesas.

Ao longo da noite existiu espaço para destacar o pedido de casamento a Noélia, feito via área ao longo da semana e com o companheiro da concorrente em estúdio para de confirmar o pedido com anel de noivado, exigindo assim que a concorrente fosse ao confessionário, o que parecia estar difícil ao longo das últimas semanas como uma autêntica injustiça. Noélia fez ainda a curva da vida como Jéssica na semana anterior, criando um dos momentos emotivos da noite revelando o seu passado com a morte de um irmão e posteriormente do pai umas semanas antes da entrada na casa da Ericeira. Não escondo que a Noélia tem ganho a minha preferência desde que entrou no jogo e toda a sua estadia e forma de estar têm mostrado que esta concorrente pode e merece chegar longe no reality show pelo que é na casa, provando que o presente genuíno é uma total reflexão do seu passado. 

Votações fechadas e eis que, como destaquei no início, o Hélder foi o concorrente convidado pelo público a deixar o jogo. Justiça foi feita perante uma pessoa com mau carácter, com uma forma de estar na vida algo provocadora para as atitudes que tem para com as mulheres e mesmo com pensamentos retrógradas para com temas como o racismo e a homossexualidade. O Hélder saiu finalmente, uma altura em que se achava entre os preferidos do público por pensar que tudo o que fez e disse foi bem visto pelos espetadores do programa. As pessoas não aceitam comportamentos machistas nos tempos que correm, para mais num homem com 39 anos com atitudes de miúdo, com vozes irritantes de desenho animado para parecer engraçado, com necessidade de criar brincadeiras para se tentar destacar mas somente conseguiu com tudo isso mostrar um lado menos bom da pessoa que diz ser. Desde o início que não me convenceu pela forma de falar das concorrentes e do seu passado amoroso e com o tempo a passar a imagem criada do Hélder sempre se veio a deteriorar. Da primeira vez o público ainda lhe deu, não sei como, uma oportunidade para se mostrar, mas agora já não existiu hipótese e a saída aconteceu. Dentro da casa ficaram os seus queridos amigos Daniel Monteiro, Pedro Alves, Sónia e Jéssica, principalmente, numa azia descarada quando viram Diogo e Ana Catharina entrarem quase de seguida. A discussão entre estes concorrentes revoltados, por se acharem os melhores, e os restantes irá acontecer muito certamente pelas próximas horas e quero ficar a aplaudir para ver tanto ignorância a ser dita por parte de jogadores que ao final de um mês ainda não perceberam que o jogo está do lado oposto ao que defendem.

Após a saída aplaudida do Hélder chegou a vez de eleger o novo líder para os próximos dias e desta vez não existiu manipulação como na semana anterior com a eleição do bronco bombeiro Monteiro. Com uma prova de equilíbrio, Angėlica acabou por ser a eleita como líder da semana e acredito que este apontamento ao longo da semana possa dar à venezuelana a hipótese de sobressair no jogo pela positiva ou pelo contrário, e se algum dos outros concorrentes estiver com intenção de criar embate, tentar levar Angėlica ao limite para se perceber a víbora e maldade que existe. Até agora Angėlica não foi nomeada para passar pelos pingos da chuva, mas pela minha opinião, esta é uma concorrente que não me inspira confiança.

Como previ, e com a saída do Hélder somente restaram quatro homens em jogo, optando o Big Brother de forma previsível, a bloquear os concorrentes masculinos, acabando por lançar para votação do público um lote somente no feminino. Confesso que não concordo com esta opção mas entendo. As concorrentes têm ido a votos, se não saem é porque o público gosta delas, sendo talvez interessante ver  um reality show maioritariamente protagonizado por mulheres, mas a vontade do público tem sido essa, mas aceito a mexida no jogo que a produção fez. Com isto a questão levantou-se com a Ana Catharina a não querer nomear mulheres e debatendo em direto com o Cláudio Ramos e com o Big Brother a sua permanência no jogo por não querer nomear. O Big Brother optou por lhe dar nomeação direta por não obedecer às regras e não nomear, mas do meu ponto de vista, e uma vez que a própria Ana revelou preferir sair, então saia e não criava esta falta de disciplina para seguir as regras, criando um possível início para outras situações do género de quem não quiser nomear não o fazer e ficar automaticamente nomeado, o que não me parece ser o procedimento correto. Com as nomeações feitas e com Ana Catharina automaticamente nomeada o lote ficou composto por Noélia, Slávia e Soraia.

No geral uma gala melhor conseguida, com maior ênfase também em estúdio com guerras familiares a defenderem os concorrentes na casa. Público, comentadores, troca de galhardetes entre apoiantes e as tentativas de criar guerras dentro da casa pelos próximos dias, a gala do Big Brother aqueceu, emocionou e deu que falar. Cláudio Ramos ganhou com tudo isto e não se notou tanto nervosismo como nos Domingos anteriores, estando bastante mais à vontade, sem aqueles momentos dispensáveis com cantorias e tentativas de ter piada. No geral o serão de Domingo do Big Brother correu melhor e agora, por justiça, e mesmo que goste dela, que saia a Ana Catharina por não seguir as regras do jogo nas nomeações por teimar em não nomear mulheres. 

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