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O Informador

Barulhos na aldeia

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No centro da aldeia, onde estaciono o carro por viver numa rua paralela mais estreita só de passagem em que não dá para parar o veículo, vivia uma pacata família de emigrantes numa casa bem pequena e durante uns bons meses a vizinhança mal dava pelo agregado por viverem dentro das suas paredes, fazendo a sua pacata vida entre casa e o trabalho e pouco mais. Agora, de há umas semanas para cá, com a separação do casal e com a saída de um dos membros, as visitas adensaram-se e o barulho tem sido uma constante!

Não sei o que se terá passado mas com a separação, de um momento para o outro aquela mesma casa que parecia viver no sossego, virou ponto de encontro para amigos e familiares. Um entra e sai constante de pessoas, música com o volume acima da média e para toda a rua poder ouvir, portas e janelas abertas, conversas até altas horas da noite a bom som e por aí fora. 

A pacatez virou confusão e desagrado, o que não é bom, para mais no centro de uma aldeia onde todos passam e tudo se ouve no que pretende ser o silêncio de descanso da noite e está transformado por vezes em barulho desenfreado e desrespeitador. Será que as pessoas mudam assim tanto quando se separam para do silêncio se transformarem em arruaceiros sonoros?

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