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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

09.10.18

Austismo em Atypical


O Informador

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Uma boca comédia é sempre bem-vinda ao meu lote de séries e Atypical foi aconselhada e quando a comecei a ver, como é muito habitual acontecer-me, fiquei com os dois primeiros episódios em suspenso, sem saber o que pensar sobre esta comédia dramática norte-americana que aborda o autismo num jovem de 18 anos.

Da autoria de Robia Rashid, esta série exclusiva Netflix conta a história de um casal, Elsa e Doug, com dois filhos, Sam e Caisey. Se o casal enfrenta problemas no casamento, já Caisey entra na fase do primeiro amor, com as dúvidas existenciais e alterações de escola, enquanto isso Sam tudo enfrenta com as mudanças na vida dos pais, a falta da irmã que sempre foi o seu apoio e a procura de novos horizontes, tanto no emprego que mantém como nos estudos onde é muitas vezes rejeitado por ser incompreendido e pela falta de conhecimento dos outros perante o espectro do autismo. Sam entra na mudança de idade e as questões elevam-se, procurando respostas e conhecimentos para enfrentar os contratempos que lhe são colocados e viver como uma pessoa normal numa sociedade que tanta vez não entende a diferença. 

Aos 18 anos Sam vive perante uma bolha e um mundo que foi criado em seu redor. Estudando e trabalhando e enquanto vive para com uma obsessão para com a vida de pinguins que se protegem em comunidade, o que não acontece consigo, este jovem adulto decide procurar numa fase inicial uma namorada. Com a ajuda da sua psicóloga recebe aconselhamento sobre os passos a seguir, mas como as indicações da especialista Júlia e do colega de trabalho Zahid são muito comportamentais, os problemas surgem e tudo parece atrapalhar ainda mais o desenvolvimento de Sam. 

Uma série com um elenco central pequeno, bem trabalhada e acima de tudo com um texto bem demonstrativo do que uma família enfrenta quando existe um caso de autismo pelo meio. O problema não é só pessoal e de quem está mais próximo, tendo de existir um apoio de todos, da sociedade, das instituições, porque um autista tem direitos como todos nós, frequentando todos os locais como qualquer outra pessoa que se adapta com uma maior facilidade às divergências do dia-a-dia.

Após os episódios iniciais, entrei no mundo de Sam e aconselho a que vejam Atypical, uma série com duas temporadas já disponíveis, com dez episódios de meia hora cada. Rápida, didática e que une a comédia ao drama de forma bastante simples e eficaz.