Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Hdeusesemitos-billboard

Antigas moedas de chocolate

istockphoto-171159662-612x612.jpg

 

Memórias por vezes surgem do nada e quando estou simplesmente a olhar para o dia que já passou. Ontem surgiu-me, por mero acaso e do nada, a lembrança das antigas moedas de chocolate que volta e meia me ofereciam ou que me levavam em criança a fazer uma ou outra birra numa qualquer loja de conveniência onde as antigas redes que serviam de pacote para estes pequenos chocolates surgiam penduradas bem ao nível do meu olhar.

Como me lembro de ficar durante semanas a comer uma moeda por dia, já que era assim o contrato feito no ato da compra. Uma por dia e com controlo parental para não abusar no chocolate e das pequenas às maiores, que bem me sabia este dinheiro achocolatado, por vezes deixando a memória do bom sabor do chocolate de boas marcas que acabam por ainda hoje fazer as delicias do fãs chocolateiros deste nosso país.

No momento em que tinha moedas de chocolate, além de comer tirava a película com tanto cuidado para recortar folhas de revista e substituir o chocolate por moldes que fazia para voltar a encher a prata e poder assim ficar com moedas fictícias para as brincadeiras de casa de compras e vendas. Tudo na altura, para uma criança que gostava de inventar, servia para criar brincadeira após o consumo do produto em si.

Hoje as famosas moedas de chocolate ainda existem mas não vejo a pequenada a vibrar com a carteira chocolateira como acontecia na minha geração. A variedade agora é mais que muita e o poder de compensação para com os mais novos existe em maior escala, parecendo que nada já é dado de forma a criar significado devido a hábitos cada vez mais complexos do consumismo e facilitismo.

Agora que recordo este pequeno doce, que no meu tempo surgia em escudos, confesso que sabia bem receber por aqui uns euros extra para desembrulhar e upa que lá foram eles para uma nova vida do "já era". Eu confesso que agora já marchavam umas moedas de chocolate, aí já que já...

2 Comentários

Comentar post