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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

13.03.18

Ainda sou do Tempo | Cassete de vídeo


O Informador

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Trinta é o número de anos que usufruem da minha pessoa! E agora posso sempre dizer que «ainda sou do tempo» das cassetes de vídeo que tantas horas me entreteram pelas tardes de fim-de-semana e nas férias escolares. 

Algumas eram compradas, poucas e em datas especiais porque nunca fui criança de ter tudo o que pedia para «não estar mal habituado» e assim é que deve ser. Mas a maioria eram alugadas por um prazo de uma semana, se a memória não me falha, no clube de vídeo da vila mais próxima da aldeia. Lembro-me como se tivesse agora a entrar naquela loja, geralmente aos Sábados à noite, com a cassete da semana anterior para entregar e escolher o filme, em semanas com períodos prolongados em casa eram os filmes, que me acompanharia pelos dias seguintes. Por vezes via o mesmo filme duas e três vezes na mesma semana para o aproveitar bem e quando eram as películas Disney então era uma maravilha. 

Existia magia em assistir a um novo filme todas as semanas e aquele momento de ir com a cassete entrega-la no balcão e saber que logo de seguida poderia escolher outra criava, enquanto criança, uma sensação mágica porque dentro da rotina sabia sempre que acontecia e eu gostava de andar em torno da estante a ver as capas, a ler os títulos e as apresentações dos filmes. As novidades que iam surgindo geralmente desapareciam rapidamente da estante e era quase um milagre, não o de Fátima, apanha-los logo pelas primeiras semanas, mas quando conseguia perceber que existiam películas que ainda não tinha visto ficava feliz, talvez arregalasse os olhos e os óculos tremessem até de alegria. 

Cresci, a cassete de vídeo deu lugar ao dvd e agora nada disso é necessário. Há uns tempos, pouco tempo por sinal, ainda andava pela sala de estar o aparelho mágico que me ajudava a entreter quando absorvia cada cassete e me fazia sentar no sofá, calado como um rato a desfrutar de comida que rouba clandestinamente. 

É bom recordar estes momentos que hoje não existem, lembrando-me também do rebobinador de cassetes que tinha em formato de carro fórmula um e que nuns cinco minutos deixava de novo o filme pronto para ser visto. 

Lembranças que não passam de lembranças felizes!