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O Informador

A terapia, o sexo e os olhares

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Imagina-te num espaço Drive das conhecidas cadeias de comida pronta e rápida com as várias etapas do processo desde o pedido, passando pela janela do pagamento até ao momento da recolha. E foi neste momento que tive uma situação assim que meio estranha!

Estava eu em espera, de podcast ligado no carro e a beber água do meu cantil portátil que me acompanha quase para todo o lado, acabando por me distrair da janela de onde surgiria o meu pedido quando do canto do olho percebo que tenho uma pequena e roliça rapariga, de olhos esbugalhados com o braço a ser espetado com o copo da bebida em direção à minha cara. Olhei assustado quando vi algo a surgir na minha direção mas a moça tinha um ar tão de desenho animado incomodado que pensei se eu próprio teria feito ou dito alguma coisa sem me aperceber para suscitar espanto do outro lado ao ponto de ver uns olhos arrebitados, meio que esbugalhados, na minha direção, como se tivesse de frente aquela pessoa um ser alienígena.

Fiz a recolha rapidamente e meio que incomodado, a sentir-me bastante observado e assim que coloquei o pé no acelerador percebi de onde poderia vir aquele ar de espanto... Afinal de contas estava a ouvir o podcast Terapia de Casal, do Guilherme Fonseca e da Rita da Nova no exato momento em que liam um email de um dos seus ouvintes e davam conselhos sexuais sobre a questão que lhes tinha sido colocada. Aquela rapariga deverá ter ficado chocada por estar a ouvir falar de sexo sem problemas no rádio do carro e com o som mais elevado. Existe algum problema nisso ou infelizmente ainda existem jovens com uma mente tão fechada que certos temas continuam a não existir nas suas conversas do dia-a-dia?

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