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O Informador

Melhor do que Falecer

Ricardo Araújo Pereira já não tem nada para provar e mais uma vez regressou a fazer o que bem sabe e em grande. O rápido programa Melhor do que Falecer já estreou no serão da TVI e na primeira sessão provou para o que vem e qual o seu futuro compromisso com o público.

Fazendo uma voltinha pela Mixórdia de Temáticas que tem pela Rádio Comercial agora passada para o ecrã e aliando a isso novos momentos, o humorista idealiza, escreve e é ator neste Melhor do que Falecer. Um formato que não é mais um programa de humor fácil e que puxa por um público que não é o tradicional do canal onde está a ser transmitido, no entanto percebe-se qual a intenção desta contratação e da escolha do projeto que agora está no ar. Leve mas com a atenção minuciosa do telespetador ao longo dos seus cinco minutos, com boa imagem, qualidade de texto e humor certeiro como já é hábito no Ricardo.

Não sei até que ponto o programa vai ter sucesso no pequeno ecrã. Já o está a ter pelas redes sociais desde que foi anunciado à imprensa que fez manchetes com este regresso tão desejado, agora não sei se após o Jornal das 8 da TVI o mesmo vai resultar, acreditando antes que o seu sucesso venha a ter maior visibilidade através dos vídeos publicados posteriormente pelo Youtube e pelo site pertencente à Media Capital.

O que dizer de mau sobre esta aposta? Não nos podemos queixar porque o que é certo é que qualquer coisa acaba por ser Melhor do que Falecer ou não!

Gostei da estreia, mas tenho a confessar que esperava um pouco mais! Ah já agora, acabei de ver alguém que «Visto de trás parece uma velha...»!

Já ninguém esconde consumo de drogas

Há uns anos era quase impensável ouvir alguém confessar que consome ou consumiu algum tipo de drogas. Agora este assunto é falado em qualquer local, revela-se o que se toma e não existem opressões e medos.

Lembrei-me de falar deste tema ao ler uma grande e boa entrevista que o ator Miguel Guilherme deu à revista Maxim deste mês. O ator revela que já experimentou «charros e cocaína, mas sempre de forma recreativa. Os charros dão-me paranóia». Contando que se iniciou no mundo das drogas depois dos trinta, Miguel Guilherme afirma que experimentou, divertiu-se com isso, mas que se desviou dessa «trajetória a tempo. Houve uma fase de diversão, mas depois aquilo já não bate, deixa de ser divertido e nem se consegue trabalhar assim».

É um facto que agora as drogas já circulam na sociedade como quase o tabaco anda por aí à venda. A qualquer canto de vários locais das grandes cidades se consegue identificar facilmente quem vende e quem quer mostrar que tem algo para vender. Não me choca nada este tipo de afirmações que os conhecidos fazem, já que assumem o que fazem sem medos. O medo já não existe nos dias que correm entre nós e isso tem-se feito notar cada vez mais, sendo este um bom exemplo disso.

Miguel Guilherme sempre foi visto por mim como um bom ator, um ator sem medos, um homem de desafios e capaz de surpreender quando não se espera. Aqui voltou a mostrar isso mesmo. Estando numa fase calma da sua carreira, onde tem entrado nos últimos tempos em novelas, tendo contratado de exclusividade para com a TVI, Miguel Guilherme mostra que nada mudou em si e que está aí pronto para enfrentar quem e o que aparecer na sua vida, afirmando o que quer e o que se sente.

A sociedade em que vivemos hoje não é mais a mesma que existia há uns anos e através deste tipo de revelações consegue-se ter bem essa noção.