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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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19
Set18

Credores | Teatro da Trindade

| O Informador

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Credores, escrito por August Strindberg em 1888, ano em que escreveu também Menina Júlia, centra-se na frágil relação de um casal, ameaçada pela chegada de um estranho.

Adolfo é um jovem pintor muito devoto à sua mulher, Tekla. Depois de se tornar amigo do professor Gustavo, o tal estranho, Adolfo vê-se enredado numa teia que o faz duvidar do carácter da sua própria mulher.

A peça expõe conflitos e questões que, mesmo após 130 anos, continuam atuais. Despe-nos daquilo que é o mais importante da nossa existência - o nosso posicionamento numa relação a dois, o modo como habitamos esse amor e estabelecemos esse equilíbrio em constante dinâmica. Apesar do tempo passado, a narrativa dialoga bem com a época contemporânea, característica que comprova o lado visionário do dramaturgo sueco.

 

Texto August Strindberg

Tradução João Paulo Esteves da Silva

Encenação Paulo Pinto

Com Ivo Canelas, Paulo Pinto e Sofia Marques,

Cenografia / Figurinos Ana Limpinho 

Desenho de Luz Daniel Worm

Assistente de Encenação Nelson Cabral

Produção Executiva Patrícia Costa

Coprodução Teatro da Trindade INATEL e C.R.I.M. Produções

Apoios Fundação GDA, C.M. Lisboa e Polo Cultural Gaivotas

Escrito há mais de 130 anos, o texto Credores, da autoria do sueco August Strindberg e traduzido por João Paulo Esteves da Silva, é agora levado a palco no Teatro da Trindade através das interpretação de Ivo Canelas, Sofia Marques e Paulo Pinto, que também é o encenador do espetáculo.

Com base em três personagens que nutrem vários sentimentos ambíguos consigo próprios, este enredo desenvolve-se em torno de um casal que vive muito do ciúme e da falta de vontade. Adolfo é um pintor que tem na sua mulher Tekla a sua grande devoção. Tudo já não está bem entre o casal quando surge um ex-marido, Gustavo, que aparece para abanar com uma relação já de si frágil e que parece tão desequilibrada como estes três seres que vivem para cobrarem aos outros os seus males, julgando e colocando as forças negativas sobre quem lhe é mais próximo, magoando e desvalorizando.

16
Set18

BOCAge | Magiabrangente

| O Informador

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Poderiam ter sido de uma mulher, aquelas palavras que muito magoam quem as escuta. Poderiam ter sido ditas a cantar, por um bom e belo trovador, talvez assim nos entranhassem mais e as estranhassemos menos. Mas as palavras ditas, a cru, sem receio de alheios e freios, é o que as faz serem apetecidas e repetidas e vomitadas e gozadas em voz alta e não entre dentes cerrados. Venham, calem-se e escutem!

E, se do amor já ouviram mentiras, aqui do amor ouvirão verdades. A Bocage faremos um brinde. Não fosse ele o melhor e mais honesto homem para se amar.

Rita Ribeiro, Sandra José e Mafalda Rodrigues sobem ao palco do Teatro Armando Cortez com BOCAge, uma comédia de escárnio e bem dizer para celebrar e brincar ao poeta.

Num texto bem conseguido da autoria de Sandra José, vida e obra de Bocage são lembrados através de um trabalho que pretende além de mostrar os conhecimentos do poeta português do século XVIII, achincalhar a sociedade atual através de um texto intemporal onde a critica mordaz, a hipocrisia e as diferenças são destacadas num texto protagonizado por três mulheres perante um público que assiste ao percurso de homem que gostou bastante de mulheres que agora em palco se defendem, mostrando o que muito aconteceu de mau pelo uso e abuso para além da força. Ruivas e de lábios vermelhos, as três mulheres simbolizam o poder feminino capaz de enfrentar as verdades, proclamar tal e qual como se pensa e não se ousa dizer. Os textos perdidos, as palavras desviadas, os poemas mal interpretados de forma propositada para que bem agradasse a cada singular leitor. 

A obra de Manuel Maria du Bocage é recontada em BOCAge, um espetáculo que segue dos oito aos oitenta com apontamentos musicais onde vão sendo inseridos trechos cómicos mas tristes, sensualidade agonizante, choro irritante, religião de bradar aos céus, palavreado brejeito mas bem real no momento de chamar as coisas pelos nomes e acima de tudo muita polémica. O público que marca presença perante esta peça pode aplaudir um trabalho de memória de quem deixou obra refletiva e que tem ficado esquecido na memória de todos, ou quase todos, nós. 

14
Set18

Convites Duplos | Eu Saio na Próxima e Você? | 19-09-2018

| O Informador

Um Homem e uma Mulher conhecem-se no metro em Lisboa nos anos 70 do século passado, começam a conversar e decidem voltar a encontrar-se e após um mês de contactos casam-se. Mas o matrimónio está condenado ao fracasso. Ambos se dirigem ao público apresentando as suas razões do falhanço da relação evocando recordações, personagens do passado e experiências que os marcaram e que influenciaram comportamentos posteriores.

Estreou em Abril e desde então que Eu Saio na Próxima e Você? tem mantido a sala do Teatro Politeama esgotada, de Quarta-feira a Sábado, pelas 21h30 e ao Sábado e Domingo com matiné pelas 17h00. João Baião e Marina Mota estão sozinhos em palco, interpretando várias personagens ao longo de duas horas e meia através de um texto de Adolfo Marsilhach com adaptação de Filipe La Féria.

Mostrando a sua versatilidade unida à amizade que os une, João e Marina brilham e levam o público do Politeama à gargalhada fácil ao longo deste espetáculo que se faz de vidas, experiências e sentimentos. De riso e aplauso fácil, Eu Saio na Próxima e Você? consegue também ter os seus momentos mais sensíveis, puxando pelo outro lado da plateia que pode saltar do riso para a lágrima num instante. 

Eu Saio na Próxima e Você? é acima de tudo uma comédia com dois bons atores em palco e num texto ao modo do que Filipe La Féria já habituou o seu público fiel. Eu vi e sai na próxima e tu vais poder também encontrar a próxima paragem no Teatro Politeama. 

Para que todos possam ter a sorte de assistir a esta divertida comédia tenho cinco convites duplos para vos oferecer para a sessão de Quarta-feira, 19 de Setembro, pelas 21h30. Este passatempo irá estar disponível até às 18h00 de dia 18 de Setembro, Terça-feira, e nesse mesmo dia serão revelados os nomes dos vencedores nesta mesma publicação, sendo o sorteio feito através do sistema automático random.org. Os premiados serão contactados via email com as recomendações para o levantamento dos convites duplos acontecer nas melhores condições. Para a participação ser válida tens de seguir os passos que se seguem...

23
Jul18

Rabo de Saia | UAU

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Manel tomou uma decisão radical: mudou de sexo. Ser homem já não era nenhum mistério para o Manel: os 40 revelaram-se mais de crise do que ternura; os 50 trouxeram-lhe ainda mais loucura e agora, questionado sobre o que fazer com uma choruda herança, percebeu já ter vivenciado tudo o que os cromossomas XY lhe podiam oferecer.

A grande frustração foi durante toda a sua máscula existência não ter sido capaz de decifrar o maior enigma de todos os tempos: ser mulher. Para a missão ser bem-sucedida conta com os amigos de sempre, que entre o choque, a ganância e a atracão, esforçam-se por lembrar que aquele belo rabo de saia ainda ontem só usava calças, confrontando-se hilariantemente com os seus próprios preconceitos, desejos, traumas e identidade.

Quim (António Melo), António (Fernando Ferrão) e Xavier (Joaquim Nicolau) recebem uma mensagem escrita de Manel (Almeno Gonçalves), o amigo de sempre, para que em hora marcada se encontrem na Sala de Espera de um Hospital porque existe algo para ser contado. À vez, todos chegam ao local combinado e a dúvida surge. O que Manel tem para lhes contar? Estará doente? Será algo grave que o possa levar à morte? Ao mesmo tempo que as questões se levantam enquanto esperam, verdades sobre o passado e o presente de cada um vão sendo reveladas a três sobre os quatro. Porém pouco falta para surgir Manel na Sala de Espera, ou será a nova Manela, a Tânia ou a Rute? A mudança de sexo surge de forma inesperada e as questões sobre as razões aparecem na mente de cada um. 

Numa divertida comédia, que do meu ponto de vista tem no momento da revelação algo forçado pelo facto dos três amigos de Manel não o reconhecerem logo como mulher, o quarteto regressa assim aos palcos para continuar o que foi feito em Crise dos 40 e Loucura dos 50. As amizades de longa data revelam-se cheias de altos e baixos, com passagens menos boas intercaladas com a felicidade de cada um. Os casamentos que viraram divórcios, as traições transformadas em conversas engraçadas, os embaraços com a justiça e os problemas financeiros. Em Rabo de Saia existe espaço para comentar a amizade enquanto são revelados os pontos fortes que unem estes quatro homens, agora três e uma mulher.

18
Jul18

Convites Duplos | Rabo de Saia | 21-07-2018

| O Informador

rabo de saia.jpg

Manel tomou uma decisão radical: mudou de sexo. Ser homem já não era nenhum mistério para o Manel: os 40 revelaram-se mais de crise do que ternura; os 50 trouxeram-lhe ainda mais loucura e agora, questionado sobre o que fazer com uma choruda herança, percebeu já ter vivenciado tudo o que os cromossomas XY lhe podiam oferecer.

A grande frustração foi durante toda a sua máscula existência não ter sido capaz de decifrar o maior enigma de todos os tempos: ser mulher. Para a missão ser bem-sucedida conta com os amigos de sempre, que entre o choque, a ganância e a atracão, esforçam-se por lembrar que aquele belo rabo de saia ainda ontem só usava calças, confrontando-se hilariantemente com os seus próprios preconceitos, desejos, traumas e identidade.

Horários:

6ª a sábado às 21h30

Preços: 1ª plateia 19€ / 2ª plateia 16€

O Verão trouxe consigo até ao Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa uma nova comédia. Rabo de Saia estreou no início de Julho e promete muita gargalhada. 

Contando a história de quatro amigos, Quim (António Melo), António (Fernando Ferrão), Xavier (Joaquim Nicolau) e Manel (Almeno Gonçalves), percebemos que iremos encontrar também Manela, ou será antes a Rute ou a Tânia? O nome não está escolhido, mas o certo é que Manel já não o é.

Rabo de Saia pode ser visto até ao final de Julho, de Sexta-feira a Domingo, onde o quarteto de atores bem conhecidos do público conquista como já havia acontecido com trabalhos teatrais como a Crise dos 40 e Loucura dos 50. Agora eles têm um belo Rabo de Saia pelo meio e o humor está garantido ao mesmo tempo que questões como a amizade, o amor, a família e o trabalho são colocadas quando de um momento para o outro ele passa a ser ela. Este é um verdadeiro cocktail de emoções em palco servido entre amigos. 

Para vos presentear tenho dois convites duplos para vos oferecer destinados à sessão de 21 de Julho, Sábado, pelas 21h30. Este passatempo irá estar disponível até às 12h00 de dia 20 de Julho, Sexta-feira, e nesse mesmo dia serão revelados os nomes dos vencedores nesta mesma publicação, sendo o sorteio feito através do sistema automático random.org. Os premiados serão contactados via email com as recomendações para o levantamento dos convites duplos acontecer nas melhores condições. Para a participação ser válida tens de seguir os passos que se seguem...

12
Jun18

Pela Água | Teatro Aberto

| O Informador

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O Teatro Aberto apresenta Pela Água, um texto de Tiago Correia, vencedor do Grande Prémio de Teatro Português em 2016, com encenação e dramaturgia a cargo de Tiago Torres da Silva e interpretação de Fernando Luís, Miguel Nunes e Teresa Sobral. Podemos viajar pelo pensamento humano e conhecer perspetivas distintas de uma história transformada em duas mas que culmina num só desfecho através da vivência de dois homens tão diferentes mas paralelamente semelhantes?

Pela Água junta duas personagens masculinas num só local, um espaço que serve de viagem de encontro entre duas gerações distintas onde estes dois homens se auto intitulam como o Velho e o Jovem. Ambos têm algo em comum, uma mulher pela qual se debatem pelos verdadeiros sentimentos que cada um nutria por quem já não se encontra presente. Após a morte da amada, quem mais amou esta mulher ausente das suas vidas mas bem presente em pensamento?

O debate entre as deambulações onde as recordações e os confrontos existem sobre o que cada um sentiu no período em que viveu fisicamente uma paixão que pertenceu a outro. Poderia a mesma mulher amar ao mesmo tempo dois homens distintos, com formas de pensar e estar na vida tão diferentes onde nem os objetivos se conseguem cruzar?

Viajando pelas memórias, percebendo os vários pontos de união entre cada história, o que afastou e uniu dois amantes ao longo do tempo. Os primeiros conhecimentos de um homem mais velho para com a sua esposa que acabou por encontrar num jovem o que não tinha uns anos após o início do casamento. As diferenças de dois seres que amam a mesma mulher e que se entregam de forma tão diferente mas ao mesmo tempo semelhante à mesma amada, encontrando e dando carinho, conhecendo as dores e as mazelas do presente e acompanhando uma vida que nunca foi escondida. 

Sabendo ambos que a iriam perder, quem tinha mais obrigação de cuidar como se a companheira lhe pertencesse de forma total e quem usufruiu do tempo, da companhia, sem pensar no amanhã, sem encargos e somente com o pensamento no presente libertador?

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