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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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Outubro de Natal

Publicado por O Informador, 18.10.19

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Estamos em Outubro e o certo é que neste momento as superfícies comerciais já se estão a antecipar à grande época natalícia que por aí está para chegar. Anteriormente, e não assim há tantos anos, Dezembro é o mês de todas as compras, os primeiros dias para embelezar a casa, começar a pensar nos presentes, correr para as lojas, preparar a lista de compras para as refeições dos dias natalícios e a noite de 24 chegava, a família se unia e o 25 seria sempre um prolongamento da noite mais tradicional e familiar.

Os tempos foram-se alterado, a lei da concorrência comercial adensou-se e o Dezembro esticou para Novembro e este ano, não me lembro bem se será o primeiro, em pleno meio mês de Outubro encontrei decoração de Natal já a fazer parte de grandes lojas de decoração. Os supermercados também já começaram com as grandes promoções de brinquedos que ficaram do ano passado para que depois nas semanas derradeiras de Natal as novidades possam encher prateleiras com preços mais elevados. 

Portugal começa a vibrar com a época natalícia cada vez mais cedo, faltam mais de dois meses para que o bacalhau e o peru sejam servidos como reis da mesa e os presentes sejam abertos antes de seguir para a Missa do Galo mas o comércio não perdoa e se é necessário vender e antecipar o que a concorrência está a preparar, então que comece o Natal.

Vamos abrir um negócio?

Publicado por O Informador, 15.10.19

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Enquanto assistia ao final do serviço noticioso num dos canais generalistas em que os destaques vão geralmente de encontro à promoção de eventos e sobre boas referências de produtos e do país, era dado a conhecer ao telespetador que nos últimos meses foram pedidas autorizações para abertura de mais de uma centena de novos espaços hoteleiros, o que sucedeu também com a área da restauração e todo o comércio que pode estar ligado ao consumo e cada vez mais ao turismo em Portugal. Algo que me deixou a pensar sobre toda a parafernália que é necessária para abrir, por exemplo, um restaurante ou mesmo um café, com todas as condições legalmente exigidas e os equipamentos necessários para que nada falhe, mesmo com recurso a equipamentos hoteleiros usados e em perfeito estado para ajudar nos primeiros tempos de qualquer negócio.

Com isto cheguei à conclusão que pelo nosso país, fazendo uma viagem por diversas lojas com serviços online, a ajuda para sonhar, acreditar e concretizar começa desde o primeiro ponto. Existem empresas com capacidade para apresentarem, através de profissionais especializados, as melhores ideias e soluções de mercado para tornarem um projeto viável e com capacidade de financiamento, o que ajuda a colmatar os gastos iniciais que qualquer novo negócio acarreta e que nem sempre tem o retorno inicial que é necessário para se aguentarem com as despesas. Um bom sistema de refrigeração é um dos pontos fundamentais para um espaço de restauração que se queira competitivo e pronto para as épocas altas e baixas onde a clientela pode oscilar bastante. Um ponto fulcral também é o uso de um bom fogão industrial, deixando de lado a ideia que um restaurante para ter sucesso se consegue aguentar com os serviços mínimos na cozinha. Isso já não acontece e tudo tem de estar preparado no mais ínfimo pormenor porque a concorrência aperta e só os melhores e mais rápidos a servirem conseguem atrair o cliente para futuras visitas.

Évora diz adeus aos Cartuxos

Publicado por O Informador, 10.10.19

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Terça-feira, 08 de Outubro de 2019, assinala o dia em que o Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli, mais conhecido como Convento da Cartuxa, viu os quatro monges Cartuxos que restavam a viver no local partirem para Barcelona. As causas da mudança são simples e devem-se essencialmente às idades avançadas dos mesmos, dois octagenários e dois nonagenários, e também à falta de vocações para os ajudar a suportar a vivência dentro do mosteiro. Os quatro restantes Cartuxos que residiam em Portugal deixaram assim as suas vidas dentro do Convento da Cartuxa com cerimónias que se realizaram ao longo de três dias para que tudo fosse feito dentro dos parâmetros e os momentos finais acontecessem na celebração da solenidade do fundador, S. Bruno.

É bom lembrar que a vida cartusiana teve início em Portugal em 1587 pela mão do Arcebispo de Évora D. Teotónio de Bragança que fundou neste mesmo local a comunidade cartusiana eborense. Mais tarde, já em 1597, foi em Lisboa que se abriu um segundo mosteiro, Nossa Senhora do Vale da Misericórdia. Em 1834 ambos os mosteiros foram encerrados através do decreto que extinguia Portugal da vida religiosa. 1960 chega, os tempos mudaram e o Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli volta a receber os Cartuxos de novas gerações que foram perdurando até que a idade os levasse para outras paragens para que a ajuda mútua seja possível.

 

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Bom lembrar que a Ordem Cartusiana tem uma total orientação, dia e noite, a Deus. Solidão, comunidade e liturgia são os três pontos fundamentais dos monges cartuxos que vivem como no deserto e dentro da sua pequena comunidade, colocando-se ao serviço da vida contemplativa cartusiana. Isolados do Mundo como forma de união profunda a Deus, as orações, devoções e vocações são todas num só sentido numa vida com horários habituais que se prolongam numa autêntica rotina religiosa.  

Ainda existem boas pessoas

Publicado por O Informador, 17.07.19

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Uma sociedade hipócrita, individualista e competitiva reside neste momento num planeta cada vez mais complexo, desvalorizado e a cair no caos. No entanto existem boas pessoas, no meio disto tudo, que ainda resistem.

Nos tempos que correm ainda é possível encontrar boas pessoas, seres que nascem e preservam o dom de terem o bem do seu lado. Por vezes basta um olhar, um início de conversa, para se perceber que do outro lado podemos encontrar uma pessoa que valoriza a sua capacidade de refletir o bem através da grandeza da sua alma e generosidade.

As expressões, a capacidade de reação, a demonstração de apoio, um sorriso sincero, a palavra certa, o olhar expressivo, o tom calmo ao comunicar, os afetos e a forma de estar e ver a vida. Os pormenores identificativos à partida de uma boa pessoa existem, basta estar atento para se perceber quem está do lado do bem para mantermos por perto e agarrarmos para nos também conseguirem transmitir positivismo. Nada tem de ser feito por interesse, mas sim com o espírito de que é necessário fazer bem aos outros para também o podermos receber ao longo da vida. 

E chega finalmente o «DUA na Carteira»

Publicado por O Informador, 20.06.19

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Uns bons anos após o arranque do Simplex, eis que chega o DUA na Carteira, que é como quem diz, o Documento Único Automóvel em modo Cartão de Cidadão, passando assim a ser mais fácil guardar o novo documento com a informação do veículo. 

A novidade foi revelada pelo Ministério da Justiça e o novo cartão automóvel avançará já a partir do próximo dia 01 de Agosto para as novas matrículas. Todos os outros veículos terão de aguardar pelo próximo ano para poderem renovar o seu livrete e passar assim a ser possível guardar o novo cartão de forma mais fácil. Com isto, começara a ser também mais fácil o acesso a todo o conteúdo informativo da viatura, como marca, modelo, matrícula e outras características, simplificando qualquer pesquisa também sobre o nome e morada do seu proprietário. O DUA na Carteira agregará assim as informações do livrete e do registo de propriedade do veículo num só cartão. 

Um avanço que parece já surgir tarde através do sistema Simplex que foi amplamente divulgado há uns anos e que tem tardado a mostrar o seu total desempenho em várias frentes. Primeiro os cartões pessoais que já podiam conter outros dados, agora os cartões dos veículos...

A questão que coloco vai de encontro a tanta papelada que nos continua a ser entregue e exigida em tantos locais de serviço público para tratar de burocracias sem fim. Será que todos esses processos já não poderiam estar também simplificados para não ser necessário entregar tudo e mais alguma coisa quando supostamente está já muito informatizado? Os primeiros anos do sistema já passaram e já é mais que tempo de tudo estar a funcionar a todo o gás e sem todos os atrasos que por vezes os processos em papel exigem. 

1, 2,3... Ação

Publicado por O Informador, 26.05.19

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Seguir o caminho que a sociedade nos pré-estabelece não é o correto. Lutar, definir, entender e encontrar a individualidade faz todo o sentido no percurso particular de cada um onde as vontades, sonhos e crenças vão sendo definidos com o tempo e com as vivências que vão sendo feitas ao longo da vida. 

A estadia pela Terra como seres físicos é feita de estados e etapas que definem cada um como ser único, individual e capaz de se auto promover através da sua própria acreditação e força de vontade para se surpreender a si próprio. Não vale a pena quererem estabelecer os limites e objetivos uns dos outros desde o momento do nascimento porque o percurso é feito perante os pares, as situações, os lugares e definições e não somente através dos sonhos de pais, familiares e amigos que desejam que tudo seja tão perfeito para quem agora está a chegar. 

Biblioteca de pessoas

Publicado por O Informador, 25.05.19

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A vida é feita de encontros, permanências, despedidas e ausências de pessoas que chegam pouco ou muito dizem para ficarem ou partirem de novo, deixando ou não a sua marca. As pessoas são como os livros que passam por cada leitor. Existirá assim dentro de cada um de nós uma biblioteca de pessoas que vai sendo composta com o passar do tempo. 

Existem os livros que quando chegamos já lá estão, tal como a nossa família que nos recebe e que ao longo dos anos vamos entendendo, apreciando, desfrutando e pesquisando cada pormenor perante situações. E depois existem os livros que nos vão surgindo, tal e qual as pessoas, ao longo de uma vida social. Os livros fechados e as pessoas mais livres e descomplexadas. Os livros que se tornam uma surpresa e as pessoas que com o tempo acabamos por nem lembrar. Os seres que chegam e percebemos que queremos manter para sempre e os livros perante os quais nem o nome fica na memória. Os livros que ficam para sempre no pensamento imediato por serem bons e as pessoas que valia mais nem se terem cruzado no nosso caminho. Os livros que perante as primeiras páginas logo entendemos que não vão revelar grande coisa e as pessoas que com o tempo demonstram que têm tanto para dar. Depois existem os livros resistentes que estão sempre lá como os amigos verdadeiros que no bem e no mal aparecem. Os livros de edição limitada que poucos conseguem ter e os mais vendidos que circulam pelas ruas como formigas que somente significam mais um.