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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

A Escuridão | Ragnar Jónasson

29
Jul19

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Título: A Escuridão

Título Original: Dimma

Autor: Ragnar Jónasson

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Maio de 2019

Páginas: 288

ISBN: 978-989-8917-90-4

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Abrangendo as ruas geladas de Reiquiavique, os fiordes isolados e as Terras Altas da Islândia, A Escuridão é o novo romance de um dos nomes mais entusiasmantes do policial nórdico atual.

Aos 64 anos, a inspetora Hulda Hermannsdóttir, da Polícia de Reiquiavique, está prestes a ser forçada a reformar-se, mas antes quer levar a cabo uma última investigação: Elena, uma jovem refugiada proveniente da Rússia, foi encontrada sem vida numa enseada rochosa em Vatnsleysuströnd, na Islândia.

Assim que começa a fazer perguntas, Hulda não demora muito a perceber que não pode confiar em ninguém. Elena não foi a única mulher a desaparecer naquela altura, e ninguém parece estar a contar a história toda. Quando os próprios colegas tentam pôr um travão na investigação, Hulda tem muito pouco tempo para desvendar a verdade, mas está determinada a descobrir quem é o assassino. Ainda que isso signifique colocar a própria vida em risco.

 

Opinião: Tendo a Islândia como pano de fundo e Hulga como protagonista, é tempo de começar a entrar no mundo obscuro e sombrio de A Escuridão, o primeiro volume de uma nova série de Ragnar Jónasson que apresenta este seu livro através de um enredo bastante elaborado e de forma a prender o leitor de página a página. 

Primeiramente é apresentada Hulga, que aos sessenta e quatro anos percebe que está a dias de se aposentar, mesmo contra a sua vontade, e ver o seu lugar a ser rapidamente ocupado por um novo membro de energia renovada. Sem vontade de ficar no vazio de forma solitária, sem o dia-a-dia a que se habituou ao longo dos seus anos de trabalho esta mulher é o exemplo bem retratado por parte do autor de que nunca é tarde para arregaçar as mangas e continuar com o espírito de confiança e capacidade de fazer mais e melhor. Recusando o convite para se aposentar sem nada fazer, Hulga é convidada de forma ilusória pelo seu diretor a pegar num caso já arrumado de processos judiciais antigos que não foram resolvidos. O que resulta daqui é que este convite é mesmo levado a sério e esta mulher que não quer parar pega num processo que não viu o seu fim anunciado da melhor maneira e recomeça a investigar o que os seus colegas deixaram em tempos para trás. A partir daqui o desenrolar da ação ganha vários contornos bem promissores para um policial recheado de suspense e mistério em torno da morte de uma jovem russa que pedia asilo à Islândia. 

Olga | Bernhard Schlink

25
Jul19

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Título: Olga

Título Original: Olga

Autor: Bernhard Schlink

Editora: Edições ASA

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2019

Páginas: 272

ISBN: 978-989-23-4552-9

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Na viragem do século XIX, Olga vive com a avó numa aldeia a leste do império alemão. Órfã e habituada a uma vida dura, tem no inquieto Herbert o seu único companheiro de brincadeiras. Herbert é oriundo de uma família abastada e tem o seu futuro planeado há muito; nele não se inclui uma mulher sem berço e sem meios. No entanto, os dois apaixonam-se e resistem, alimentando a ligação em encontros secretos e desesperados. Até que Herbert decide tomar as rédeas do seu destino num ato de insubordinação que, mais uma vez, não inclui Olga. Vítima da febre expansionista alemã, o jovem decide partir à aventura – primeiro em África e depois numa expedição ao Pólo Norte, da qual não regressará. O tempo passa, mas Olga nunca para de escrever a Herbert, no Ártico, vertendo sobre o papel o seu amor e a sua fúria pelo sacrifício feito em nome da pátria. 

Anos mais tarde, Olga conta a sua história. É a história de uma mulher forte, apaixonada e em colisão com os preconceitos do seu tempo. 

Com a nostalgia e a mestria que lhe são características, Bernhard Schlink fala-nos da alma alemã e das vicissitudes de um amor interrompido pela ambição de uma nação. E apresenta-nos a Olga, uma figura literária inesquecível.

 

Opinião: Olga promete inspirar pelo romance e por um passado que marca o presente. Num grito de emancipação em tempos turbulentos na antiga Prússia e nos tempos entre a Primeira e Segunda Guerra Mundial, a esperança de uma mulher que continua a acreditar sem nunca o deixar de fazer, contrariando as condições e os factos da vida está em destaque nesta narrativa de Bernhard Schlink. 

 

 

O Homem dos Sussurros | Alex North

10
Jul19

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Título: O Homem dos Sussurros

Título Original: The Whisper Man

Autor: Alex North

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2019

Páginas: 384

ISBN: 978-989-8864-65-9

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Se deixares a porta entreaberta, ouvirás os sussurros na certa.

«Ao longo dos anos, disse-te inúmeras vezes que não deverias ter medo de nada. Que os monstros não existiam. Desculpa ter-te mentido.»

Após a morte da mulher, Tom Kennedy muda-se com o seu filho, Jake, de 7 anos, para uma pacata povoação chamada Featherbank em busca de um recomeço de vida. Mas Featherbank tem um passado sombrio.

Há 20 anos, Frank Carter, um perverso assassino em série, raptou e assassinou cinco rapazes. Ficou conhecido como «o Homem dos Sussurros», pois atraía as suas vítimas à noite sussurrando-lhes da janela. Logo após o seu quinto homicídio, Frank acabou por ser detido.

Estando o assassino atrás de grades, Tom e Jake não deveriam ter motivos de preocupação. Só que agora um novo rapaz desapareceu, e as semelhanças entre este acontecimento e os crimes de há 20 anos são desconcertantes. É então que Jake começa a comportar-se de modo estranho?

Diz escutar sussurros vindos do lado de fora da janela do seu quarto...

 

Opinião: A expetativa estava elevada pela apresentação apresentada e se de início O Homem dos Sussurros conseguiu conquistar, com o desenrolar da ação o desempenho foi diminuindo, fazendo com que o interesse se desvanecesse. 

Com um bom início onde a ação é apresentada através de uma escrita bem elaborada e coordenada, a obra de Alex North consegue logo demonstrar através das passagens temporais entre o presente e o passado o que se irá suceder. Ao mesmo tempo que isso acontece, as passagens entre o narrador presente e ausente complicam de início mas são explicadas ao longo da narrativa. No entanto no geral, e se o início prometia, o desenrolar faz-se com vários momentos pausados que ajudam a criar o suspense necessário mas que acaba por cansar o leitor habitual de policiais que já não se deixa levar por mistérios sem grandes pontas soltas e onde tudo parece acontecer dentro das personagens mais esperadas e presentes permanentemente na obra. O Homem dos Sussurros tem um problema, falta de ação e maiores desenvolvimentos ao longo de toda a leitura, sendo exigente no início e perdendo o interesse até ao final. Não posso dizer que o fim foi sendo antecipado com as dicas que foram sendo dadas, no entanto não me senti surpreendido pela forma como tudo é contado, uma vez que o criminoso também é revelado bem cedo sem grandes reviravoltas, perdendo assim o gosto pela descoberta que ainda me podia continuar a envolver.

Tudo o que sei sobre o Amor | Dolly Alderton

21
Jun19

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Título: Tudo o que sei sobre o Amor

Autor: Dolly Alderton

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2019

Páginas: 300

ISBN: 978-989-54374-7-4

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Quando se trata das provações e triunfos da jornada até à idade adulta, a jornalista e ex-colunista do SundayTimes, Dolly Alderton, já viu e experimentou de tudo. Ela descreve-nos vividamente o processo por que passamos quando nos apaixonamos, a luta contra a autossabotagem, a procura de um emprego, o que é dar uma festa desastrosa cuja temática é o RodStewart, apanhar uma bebedeira, levar com os pés, perceber que o Ivan da loja da esquina é o único homem com o qual sempre pudemos contar, e descobrir que as nossas amigas estão sempre lá, no fim de cada noite de desgraça. Este é um livro sobre encontros para esquecer, boas amigas e – acima de tudo – sobre sabermos reconhecer que somos suficientes.

Dolly Alderton sobreviveu (à tangente) aos seus Vintes e, em Tudo o Que Sei Sobre o Amor, apresenta-nos uma descrição impávida dos encontros catastróficos e dos apartamentos miseráveis, dos desgostos de amor e das humilhações e, o mais importante, das inquebráveis amizades femininas que a ajudaram a aguentar-se. Cheio de humor, coração e perspicácia, este é um livro para dar a todas as mulheres que já passaram por lá ou que estão prestes a dar o primeiro passo rumo ao resto da sua vida.

 

Opinião: Numa fase inicial da leitura de Tudo o que sei sobre o Amor somos convidados a entrar na vida da própria autora e suas companheiras de juventude que se estenderam pelos primeiros anos de adulta e a nostalgia com diversas situações com que me fui identificando aconteceram. Só que e como nem tudo consegue fluir de forma a conquistar na sua totalidade, esta leve biografia acabou por cansar pela forma repetitiva com que os temas são retratados. 

Os amores, as visitas aos pais, as conversas via telemóvel, festas regadas a álcool, drogas e sexo, a primeira vez, os encontros descomprometidos e os vários temas que invadem a vida dos jovens são comentados e partilhados nesta recriação de Dolly Alderton que dá aos seus leitores um pouco do que foi a sua vivência. Sim, todos conseguimos encontrar pontos em comum com estas vidas, como é o caso das memórias e amor que vamos criando para com os nossos amigos mais próximos ao longo da vida, partilhando, conquistando e tornando quem nos está próximo numa verdadeira família do coração.

Companhia Silenciosa | Laura Purcell

20
Mai19

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Título: Companhia Silenciosa

Título Original: The Silent Companions

Autor: Laura Purcell

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2019

Páginas: 320

ISBN: 978-989-8917-88-1

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Ninguém estava verdadeiramente sozinho.

Nunca.

Não naquela casa.

Tendo enviuvado recentemente, Elsie muda-se para a antiga propriedade do marido, a isolada e decrépita The Bridge, para poder descansar durante a gravidez e superar o luto.

Rodeada por criados ressentidos e aldeões que rejeitam a nova herdeira, Elsie tem apenas como companhia a tímida Sarah, prima do seu marido. Ou ela assim pensava. Dentro da grande mansão, descobre um quarto fechado a sete chaves, cujo interior abriga um diário com a obscura história de família e uma figura em madeira absolutamente perturbadora… e muito parecida com Elsie.

Na casa, todos têm medo da figura pintada, à exceção de Elsie… Até que ela própria começa a sentir aqueles olhos a seguirem-na para todo o lado. Inspirado no imaginário de Shirley Jackson e Susan Hill, este é um romance de terror vitoriano que evoca um medo inquietante em relação às presenças fantasmagóricas que espreitam nas sombras…

 

Opinião: Caracterizado como literatura fantástica, Companhia Silenciosa encaminha o leitor por um ambiente gótico até uma mansão meio abandonada e assombrada em Inglaterra. Seguindo o percurso de Elsie, uma recém viúva grávida, conhecemos a história de uma família e da mansão entre o passado - 1635 - e o presente - 1865. 

Ambientes, familiares, criadagem, aldeões e tudo o que envolvem os dois tempos bem distintos mas que contam a mesma história. O que esconderá aquela casa que todos temem? Uma porta trancada começa a contar segredos, despejando para o leitor o que todos temem saber. Afinal o que é a companhia silenciosa que se apresenta tal e qual Elsie? Uma figura misteriosa em madeira, com olhar sinistro e que aparece em locais inapropriados quando menos se espera. Ao mesmo tempo que no presente encontramos esta companhia, percebemos através de um diário do passado que este problema não é novo naquela mansão. 

Lado a Lado | Elisabete Bárbara

05
Mai19

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Título: Lado a Lado

Autor: Elisabete Bárbara

Editora: Marcador

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Novembro de 2018

Páginas: 192

ISBN: 978-989-754-381-4

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Porque quem escreve gosta de ser lido. Porque quem lê gosta de se ler. Porque estou deste lado para estar ao teu lado. Porque a escrita e a vida caminham lado.a.lado.

Vai correr tudo bem. Mesmo que, aqui e ali, possam surgir contratempos - e vão surgir, porque são as dificuldades que preparam a vitória - vai correr tudo bem. Mesmo que nem tudo dependa de ti, não dependas de ninguém. Tens a tua própria força: usa-a. Tens a tua determinação: testa-a. Tens os teus defeitos: anula-os. Tens as tuas qualidades: sublima-as. Tens o teu valor: estima-o. Tens capacidade para chegar lá: põe-te a caminho. Vai correr tudo bem. Só tens de fazer por ti o que só tu podes fazer.

Sobre os sonhos, sobre as escolhas, sobre tudo o que faz de nós as pessoas que somos, sobre o estarmos juntos, sobre o caminharmos lado a lado. Aqui, juntos.

 

Opinião: Entidade, confiança, emoção e encorajamento são alguns dos pontos forte que podem ser encontrados ao longo dos 359 textos que compõem o livro Lado a Lado, de Elisabete Bárbara. 

Com uma leitura que foi feita com tempo, sem pressas e ao sabor do vento, apreciei esta obra que considero inspiradora. Nesta obra não está retratada uma história, estão aqui vivenciados momentos unidos com reflexões, desabafos e força de vontade da autora para dar força a quem está do outro lado, o leitor. Em Lado a Lado somos convidados a acreditar num futuro melhor, na perseverança, consolo e mérito pessoal, sendo praticamente impossível não nos conseguirmos identificar com o que vai sendo desfiado como um novelo onde tanta história é contada. A base desta obra é o ensino para se estar na vida de uma melhor forma, olhar em volta e perceber onde está cada desafio, acreditar que o amanhã sempre será melhor, lutando e vencendo, não baixando os braços a cada pedra que se coloca no caminho. 

Contador de Histórias | Jeffrey Archer

28
Abr19

Contador de Histórias

Título: Contador de Histórias

Título Original: Tell Tale

Autor: Jeffrey Archer

Editora: Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2019

Páginas: 208

ISBN: 978-972-25-36110

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Jeffrey Archer, o autor da saga dos Clifton, regressa com um novo livro de contos há muito aguardado pelos leitores, repleto de textos emocionantes e, às vezes comoventes, escritos nos últimos dez anos.

Descubra o que aconteceu ao jovem detetive napolitano que, para resolver um assassínio, é arrastado para uma pequena cidade. Veja o que muda na vida de um jovem à medida que este descobre as origens da fortuna do seu pai. Siga as histórias de uma mulher que, na década de 1930, se atreve a desafiar homens poderosos, e a de uma outra, jovem, que apanha boleia e tem o encontro da sua vida.

 

Opinião: Contos e mais contos, no total treze, inspirados em histórias reais ou meras criações de Jeffrey Archer. É assim composto o livro Contador de Histórias que me surpreendeu pela positiva, a mim, um leitor que geralmente dispensa ler contos por não conseguir entrar na totalidade no que vai sendo contado por tudo ser retratado de forma rápida. 

Através de variadíssimas personagens, o autor consegue criar pequenos enredos com tanto conteúdo que o desenvolvimento de alguns destes contos para histórias com um maior relevo resultaria na perfeição. A busca pelo culpado da morte de um presidente de câmara onde todos se assumem os homicidas para que o verdadeiro responsável não seja apanhado, a luta de uma mulher num mundo conquistado pelos homens, as fiéis amizades entre dois lados distintos da guerra, a criação de um negócio baseado em mentiras omitidas que geraram riqueza, a traição perante uma traição com a questão sobre quem é afinal o verdadeiro traído, o final de uma carreira que podia ter sido de sucesso e que tem um final menos comum e outras pequenas mas grandes histórias compõem este Contador de Histórias que acompanha o leitor através de bons textos que com boas descrições, emoção, comoção e envolvimento acabam por conquistar através de poucas páginas, dando vontade de saber mais sobre cada personagem. Nesta publicação existem histórias, não simples textos que iniciam e terminam sem nada contar. Em cada momento de Contador de Histórias existe algo a desvendar, novas revelações e nuances que alteram o desenrolar de cada vida que vai sendo retratada.