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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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Citações | 34 | Vidas escondidas

Publicado por O Informador, 10.02.20

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À noite as aves não têm céu. Por isso quase todas se escondem. As que precisam de voar fazem-no de forma discreta. 

Ricardo Fonseca Mota, em As Aves Não Têm Céu

 

Uma citação onde a alteração das aves por pessoas muitas vezes marginalizadas pela sociedade faz todo o sentido. Quantos não se escondem para não enfrentar a escuridão, o perigo e o desconhecido do que pode surgir e atacar quem está fraco, sem rumo e com falta de estimulação para dar a volta a uma situação que parece um túnel sem fim onde a luz de um novo dia de sol tarda em aparecer. 

Amor aos livros no S. Valentim

Publicado por O Informador, 09.02.20

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O dia mais apaixonado do ano está prestes a chegar! E que melhor presente existe para oferecer ao nosso par romântico que um livro que conte ou seja semelhante à própria história de amor que nos uniu? 

Os mais diversos presentes dedicados ao Dia dos Namorados estão por estes dias em grande destaque pelas montras e estantes dos centros comerciais e supermercados, sendo que as próprias lojas online também andam com diversas promoções a pensar nos casais mais românticos. A Wook, como não podia deixar de ser, lançou a campanha «S. Valentim até 50%» onde muitas histórias de amor estão com bons descontos, tal como os policiais e thrillers, a literatura fantástica e também a mais escaldante e onde até os truques e dicas para os apaixonados são tidos em conta. 

Numa promoção onde os descontos vão dos 10% aos 50% entre a combinação de desconto imediato e/ou desconto em cartão wookmais nos artigos assinalados na página da Wook, e com portes gratuitos a partir dos 15€ para Portugal Continental, esta campanha é válida para encomendas registadas e pagas entre as 00h00 do dia 06 e as 24:00 do dia 16 de Fevereiro de 2020, sem que seja acumulável com outras promoções em vigor. 

Amor Sem Fim, engravidar depois da partida

Publicado por O Informador, 08.02.20

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A TVI passou durante a semana e após o serviço informativo da noite a reportagem documental Amor Sem Fim, no espaço Alexandra Borges, num trabalho de Emanuel Monteiro.

Resumindo o tema de forma rápida, nesta grande reportagem uma mulher pretende com o esperma do marido engravidar. O marido faleceu com cancro, horas após casarem no hospital, tendo deixado tudo tratado para que o sonho de ambos se realizasse. O problema agora impõe-se!

Com a documentação devidamente assinada por ambos em como Ângela podia usar o esperma de Hugo para terem um filho em comum, a lei portuguesa não o permite. No entanto essa mesma lei permite a que esta mulher viúva recorra a um banco de esperma para ter um filho de dador anónimo. 

Em que país vivemos para que uma mulher com um sonho comum de um casal não possa usar o que tem do seu falecido marido mas que o possa fazer de outro homem? Qual o problema de Ângela poder dar vida a um filho desejado por ambos, mesmo quando Hugo já não está com vida, quando ao usar um banco de esperma também não existirá um pai presente no futuro da criança?

Esta mulher luta por uma alteração na lei para que possa realizar um sonho e este problema de leis e regras não se entende em pleno século XXI onde se percebe que existem falhas nos regulamentos impostos. Até quando isto vai acontecer? Ângela e Hugo fizeram tudo de forma correta nos últimos tempos da doença, casaram mesmo no último dia pelo amor sentido, ambos queriam ficar unidos para sempre, ter um filho de ambos. O futuro está a um passo e a lei não permite que esta mulher possa ter o fruto tão desejado de um amor verdadeiro.

 

 

AJ and the Queen | T1

Netflix

Publicado por O Informador, 07.02.20

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O conhecido drag queen RuPaul Charles idealizou, escreveu com Michael Patrick King e protagonizou a série AJ and the Queen que se encontra disponível na plataforma Netflix. Se a série parece leve, com algum sentido mas não muito elaborada e com diversas situações inusitadas, então deixa que te diga que será como parece que esta produção se apresenta. 

Enfrentando o público com uma personagem inspirada em si, RuPaul em AJ and the Queen encarna a personagem Ruby Red, que não passa de uma cópia de si próprio mas numa história ficcional onde a sua forma de estar na vida é colocada em demonstração através de um personagem que tem tanto de si que até acredito que siga pontos de sonhos e vontades ao mesmo tempo que debate diversos temas sobre o transformismo, a comunidade LGBT, prostituição, abandono de menores, amizade e amor. Com diversos momentos em que a exuberância e o parecer bem se sobrepõem a tentar criar uma produção de ficção sem pensar no que os outros vão pensar, nesta série uma criança deixada sozinha por parte da mãe entra na auto caravana de Ruby Red e juntos partem para uma viagem de reconquistas e procuras tão distantes que acabam por se cruzar e tocar. 

Se um pretende reconquistar o seu lugar nos palcos e esquecer a desilusão amorosa que enfrentou, outro mostra toda a vulnerabilidade de uma criança que se sente sozinha no mundo, não deixando espaço para aproximações e momentos de carinho por quem aos poucos se mostra interessado em lhe querer bem. Vivendo de histórias numa viagem até bem pensada e onde os diversos temas são demonstrados e comentados, existem pretextos e personagens nesta série que estão tão fora de contexto que seriam muito bem dispensadas sem se sentir a falta. Um namorado que rouba o que Ruby Red poupa ao longo dos anos e uma vilã com uma pala no olho que vive de colocar silicone de forma clandestina na cara de quem só pensa na beleza, ambos em busca de dinheiro que não lhes pertence numa perseguição que sempre lhes corre mal, numa tentativa vã de existirem os bons e os maus da fita nesta história que não precisava de criar tanto para ser apresentada de forma agradável.

A base de AJ and the Queen é boa, não consigo ver a prestação de RuPaul como sendo um mau ator, já que o vejo a fazer de si próprio por intenção de se representar em modo ficcional, mas depois tudo falha na elaboração dos contextos em que as diversas situações são criadas. Com a jovem atriz Izzy G. no papel de AJ a brilhar muito bem e com outros nomes com algum destaque a entregarem boas cenas, o problema desta série é mesmo a falta de conteúdos que prendam, por existirem pontos menos bons na continuação do enredo. 

As Aves Não Têm Céu | Ricardo Fonseca Mota

Porto Editora

Publicado por O Informador, 06.02.20

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Título: As Aves Não Têm Céu

Autor: Ricardo Fonseca Mota

Editora: Porto Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Janeiro de 2020

Páginas: 184

ISBN: 978-972-0-03192-1

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Um homem vagueia pelas noites insones, revisitando o passado e a culpa que lhe vai consumindo os dias. A mulher trocou-o por outro e levou consigo a sua única filha, ainda pequena. Na semana de férias em que finalmente pode estar com ela, sofrem um acidente de viação que resulta na morte da filha.

A culpa e o passado cruzam-se neste romance feito de gente que vive no escuro, como o taxista que várias vezes apanha este pai e o transporta pela cidade silenciosa, e os dois companheiros com quem desde a morte da filha partilha o espaço.

Vencedor do Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís 2015, Ricardo Fonseca Mota regressa à ficção com As aves não têm céu, um romance lírico que vem dar voz às sombras que se escondem nos recantos mais obscuros da alma humana.

 

Opinião: A sinopse promete pelo tema central girar em torno da morte de uma filha. Leto, um homem que se deixa levar pela solidão e abandono após a perda do que parecia ser uma família feliz, num dos dias em que tinha a companhia da sua filha acaba por a perder num acidente de viação. A viver com dois companheiros de casa e viajando de táxi pelas ruas da cidade, este homem já não tinha vida antes do acidente, ficando ainda mais devastado quando percebeu que já nada restava do seu passado.

Refletindo sobre a tragédia de forma constante, sem querer ser mas sobrevivendo, Leto é a demonstração degradada de um pai que vê a sua filha falecer mesmo à sua frente, num caminho para a morte sem volta a dar. Procurando encontrar quem jamais regressará à sua presença, este ser perdido e amargurado tem em si todas as falhas e angústias de quem vai vivendo sem a real vontade para o fazer, sendo um sobrevivente de uma vida bastante fragilizada.

Alma, de Tiago Correia, no Teatro Aberto

Publicado por O Informador, 05.02.20

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Vencedor do Grande Prémio de Teatro da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) em 2018, Alma, o texto de Tiago Correia, chegou ao palco da Sala Vermelha do Teatro Aberto para relatar a procura insistente de um sentido para a vida por parte de três jovens estudantes de teatro perdidos e sem significado. 

Encenado por Cristina Carvalhal e interpretado por Bernardo Lobo Faria, Bruna Quintas, Guilherme Moura e Sofia Fialho, em Alma os curtos e fáceis diálogos ajudam a desbravar caminho entre três amigos que debatem os seus próprios conflitos através de temas como o amor, amizade, ciúme, família, relações e obstinação. 

Partindo de um espaço húmido e de solidão de um sótão com uma cama cheia de vazios, dois amigos fazem as suas visitas para que ao mesmo tempo se justifiquem sobre quem são e o que valem numa sociedade onde as representações tomam lugar num mundo cheio de vontades, contrastes e adversidades que deixam o real sentido das aproximações de lado. O que cada um vale no presente quando existe um futuro tão inserto, feito pela procura de uma perfeição visual através das redes sociais e o uso necessário dos outros, sem que faça sentido a perceção de preocupação. Procurando o sentido da vida como forma de apaziguar o que está para acontecer, uma quarta personagem entra em cena, após os complicados e violentos conflitos existentes, para desbravar caminho e abrir consciência perante o verdadeiro sentido e a necessidade de entrega para receber.

Alma é daqueles trabalhos apresentados no Teatro Aberto onde a concentração é fundamental, focando temas, debatendo contrastes e pretendendo que o público faça a sua própria reflexão para que entenda o que estará mal consigo e cujas personagens mostram a frio. 

 

Convites duplos | Best of Broadway em 60 minutos

09 de Fevereiro

Publicado por O Informador, 04.02.20

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Best of Broadway em 60 minutos está de volta ao palco do Teatro Armando Cortez para uma temporada com sessões nas tardes de Domingo, pelas 18h00. Com encenação de Paulo Sousa Costa, numa produção da Yellow Star Company e com Carolina Puntel e Saulo Vasconcelos na interpetação, este musical regressa assim à sala lisboeta para voltar a conquistar o público. 

 

Com inspiração nos melhores e mais conhecidos espetáculos de Broadway, onde são interpretados os melhores sucessos de sempre por duas poderosas vozes de Carolina Puntel e Saulo Vasconcelos. Um espetáculo onde todo o público vai cantar e reviver em 60 minutos os maiores êxitos. Um passeio lúdico pelo universo da Broadway, sendo a música a grande protagonista. Clássicos como “The Phantom of the Opera”, “Memory”, “Hair”, “Mamma Mia”, entre muitos outros, dão ao encenador Paulo Sousa Costa um vasto e rico material para revisitar a linguagem do Teatro Musical.

Saulo Vasconcelos e Carolina Puntel, dois experientes atores brasileiros que, sem textos ou diálogos durante as cenas, apontam pequenas histórias nas interpretações de cada canção.

E porque sem público não existe espetáculo, a plateia é desafiada a cantar, em conjunto com os nossos atores, alguns dos mais belos temas da história dos musicais.

 

Tendo como base os grandes êxitos dos espetáculos musicais da Broadway, os dois atores brasileiros regressam agora em 2020 aos palcos nacionais para lembrarem as grandes produções que se tornaram célebres e foram adaptadas em centenas de países, e cujos temas continuam a fazer parte do nosso quotidiano. 

Para que todos possam ver ou rever este espetáculo, tenho convites duplos para a sessão do dia 09 de Fevereiro, Domingo, pelas 18h30. Este passatempo irá estar disponível até às 19h00 de dia 07 de Fevereiro, Sábado. Nesse mesmo dia serão revelados os nomes dos vencedores nesta mesma publicação, sendo o sorteio feito através do sistema automático random.org. Os premiados serão contactados via email com as recomendações para o levantamento dos bilhetes acontecer nas melhores condições. Para a participação ser válida tens de seguir os passos que se seguem.