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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

13
Mar18

Ainda sou do Tempo | Cassete de vídeo

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Trinta é o número de anos que usufruem da minha pessoa! E agora posso sempre dizer que «ainda sou do tempo» das cassetes de vídeo que tantas horas me entreteram pelas tardes de fim-de-semana e nas férias escolares. 

Algumas eram compradas, poucas e em datas especiais porque nunca fui criança de ter tudo o que pedia para «não estar mal habituado» e assim é que deve ser. Mas a maioria eram alugadas por um prazo de uma semana, se a memória não me falha, no clube de vídeo da vila mais próxima da aldeia. Lembro-me como se tivesse agora a entrar naquela loja, geralmente aos Sábados à noite, com a cassete da semana anterior para entregar e escolher o filme, em semanas com períodos prolongados em casa eram os filmes, que me acompanharia pelos dias seguintes. Por vezes via o mesmo filme duas e três vezes na mesma semana para o aproveitar bem e quando eram as películas Disney então era uma maravilha. 

Existia magia em assistir a um novo filme todas as semanas e aquele momento de ir com a cassete entrega-la no balcão e saber que logo de seguida poderia escolher outra criava, enquanto criança, uma sensação mágica porque dentro da rotina sabia sempre que acontecia e eu gostava de andar em torno da estante a ver as capas, a ler os títulos e as apresentações dos filmes. As novidades que iam surgindo geralmente desapareciam rapidamente da estante e era quase um milagre, não o de Fátima, apanha-los logo pelas primeiras semanas, mas quando conseguia perceber que existiam películas que ainda não tinha visto ficava feliz, talvez arregalasse os olhos e os óculos tremessem até de alegria. 

04
Mar18

O Segredo de Marrowbone | Sergio G. Sánchez

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De Espanha costuma-se dizer que nem bons ventos nem bons casamentos, mas no cinema os nossos vizinhos têm conseguido dar cartas com vários argumentos que conquistam o público. Que o diga o argumentista Sergio G. Sánchez que em 2017 realizou a sua primeira película, O Segredo de Marrowbone. Numa mistura de drama e terror surge uma combinação perfeita que me conseguiu sensibilizar durante algum tempo.

Contando com George MacKay, Anya Taylor-Joy, Charlie Heaton, Mia Goth, Matthew Stagg, Kyle Soller, Nicola Harrison e Tom Fisher no elenco, O Segredo de Marrowbone retrata a história de quatro irmãos que de forma depressiva acabam por se refugiar numa casa abandonada, pertencente aos antepassados familiares. Através dos últimos conselhos da mãe antes de falecer, os jovens permanecem no local onde pouco existe, tentando que poucos saibam das suas existências porque o perigo pode estar em todo o lado e é necessário sobreviver em conjunto até que um seja maior de idade e possa ter o poder sobre os irmãos. Mas como um bom filme de terror promete, os mistérios surgem e entre suspeitas e imagens com ajuda de fortes sons os tremores acontecem ao mesmo tempo que os problemas do passado da família vão sendo apresentados a quem se deixa entreter por esta história que revela dor e sofrimento para com anos de maldade através de um progenitor que pouco de pai teve enquanto viveu com os menores.

Num complicado conflito entre viver escondido e ficar num local macabro, a história flui e facilmente é percetível que para além de sobreviverem fisicamente existe um estado psicológico bastante afetado por parte de todos, que sofrem pessoalmente ao mesmo tempo que se tentam proteger mutuamente. Um filme de união, medo e verdade, contado de modo bastante frontal e sem rodeios perante o que tem de ser contado. 

08
Fev18

Todo o Dinheiro do Mundo

O Informador

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Um filme que antes de estrear já se tinha tornado polémico chegou finalmente às salas de cinema nacionais. Todo o Dinheiro do Mundo conta a história de uma mãe desesperada e numa luta com o ex-sogro para conseguir voltar a ter o seu filho mais velho do seu lado, após o jovem ser sequestrado para ser devolvido em troca de uma avultada fortuna. 

De início uma história calma, com poucas personagens centrais e algumas falhas de cena onde personagens desaparecem numa mesma cena para não mais voltarem a aparecer na história, existindo várias incongruências ao longo das mais de duas horas de ação. Aos poucos Todo o Dinheiro do Mundo vai ganhando alento, puxando o leitor para a proximidade com o vazio de uma mãe que pouco sabe sobre o paradeiro do seu filho, um jovem a viver aprisionado e submetido a crimes físicos graves. A par de tudo isto existe um avô, um dos homens mais ricos do Mundo graças ao império criado com o negócio do petróleo, que não dispensa o avultado valor em troca da vida do seu neto, o preferido, mas nem isso chega. 

Uma história em crescendo mas que não chega para tornar Todo o Dinheiro do Mundo num grande filme, sendo mais um drama, com factos verídicos, mas numa produção que deixa algo a desejar. Toda a situação podia ser retratada de outra forma, com muito mais criatividade e empenho cinematográfico para que este fosse realmente um dos filmes do ano. Com isto tenho a destacar pela positiva o brilhantismo do elenco, a pouca banda sonora bem escolhida e o facto de Christopher Plummer ter sido contratado em tempo recorde para gravar em poucos dias as cenas totais que Kevin Spacey já havia feito, com o filme totalmente fechado, mas que pelas denúncias de assédio sexual teve de ser substituído antes da estreia mundial do filme para que os lucros de bilheteira não ficassem abaixo das expetativas. Com esta substituição de última hora Christopher Plummer ainda conseguiu uma nomeação para os Óscares com esta personagem que lhe caiu nas mãos quando tudo já estava preparado.

03
Jan18

Curtas e Diretas | 109 | Futebol

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Por vezes olho para o Twitter e percebo como nós, portugueses, adoramos tanto o Futebol! Os Assuntos do Momento conseguem em algumas horas de determinados dias serem totalmente ocupados por esta prática desportiva! Assim fizessem o mesmo com a literatura, teatro, cinema e pelas artes em geral!

01
Jan18

1, 2, 3... Vamos repetir!

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As pessoas por vezes conseguem ser tão pequeninas que não compreendem os gostos de cada um por determinadas áreas! Se gosto de ler e tenho sempre um livro por perto é porque gosto! Se como gelados no Inverno é porque aprecio! Se assisto mais que uma vez à mesma peça de teatro é porque vale a pena! Se visito o mesmo espaço várias vezes por ano é porque me sinto bem no local! Se... Se... Se... Metessem nas vossas vidas e seguissem os vossos gostos e sonhos não ganhavam mais?

Cada qual tem as suas opções de vida e faz o que lhe apetece ou sonha com o que gostaria de fazer e se existem coisas que todos optamos por repetir que mal tem isso na vida de quem está de fora? Se tiver de ir ao café todos os dias vou, se quiser ver um filme diariamente no cinema vejo, se gostasse de ir a concertos tentava não perder nenhum, se todos fossem assim o mundo seria muito melhor. 

Faço o que gosto e posso dentro da disponibilidade e gastos e não vejo mal algum em fazer a mesma coisa várias vezes quando sinto prazer no tempo que disponibilizo. Quantas vezes a mesma pessoa já não viu o Titanic e continua a emocionar-se? Quantas vezes não compram raspadinhas sabendo que pode não sair nada? Quantas vezes olham para o espelho e percebem a verdade sobre a idade? Quantas vezes querem ficar sozinhos num local isolado?

30
Nov17

Pocahontas

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A época natalícia chegou e mais uma vez, após os sucessos dos anos anteriores, Alice no País das Maravilhas e Aladino e a Lâmpada Mágica, a Yellow Star Company volta a apostar num espetáculo de Teatro no Cinema onde existe ligação entre a grande tela e o palco ao longo de cada sessão de encenações viradas para o público mais jovem. Este ano foi a Pocahontas a escolhida para visitar Portugal, contando com Sofia Ribeiro e Marta Faial, em regime de rotatividade, no papel de protagonista deste espetáculo vindo do mundo encanto da Disney.

Com adaptação a cargo de Paulo Sousa Costa, encenação da responsabilidade de João Didelet e com João Correia, Quimbé, Leandro Pires, Mario Pais, Pessoa Junior, Débora Monteiro, Fernando Oliveira e João Vilas a juntarem-se às protagonistas de Pocahontas, esta produção veio para conquistar miúdos e graúdos de 16 de Novembro a 30 de Dezembro, com sessões de fim-de-semana para o público em geral e de semana para grupos e escolas com reserva. Pocahontas encontra-se em cena nos Cinemas UCI El Corte Inglês!

Tendo visto este espetáculo a opinião tem de existir, e ao contrário dos anteriores espetáculos do género apresentados, não vejo esta aposta tão atrativa junto do público. Vamos aos factos! Pocahontas nunca foi um grande sucesso televisivo e de marketing, não sendo esta uma das princesas com maior destaque do mundo fantástico criado ao longo das últimas décadas. Talvez pela história guerrilheira e pelo combate, sabe-se que esta narrativa, quer seja no grande ecrã, em termos de série televisiva e pela literatura, nunca conseguiu chegar às proximidades de outras apostas do género, o que faz logo por si que a atração não se consiga fazer sentir com tanto entusiasmo. Sofia Ribeiro, que adoro, está no elenco, sim, mas neste espetáculo propriamente não vejo que um nome forte da televisão e redes sociais consiga fazer alguma diferença junto do público mais novo. É verdade que a Sofia é um dos pontos fortes do elenco, mas só por isso não chega, sendo necessário existir uma boa personagem, o que a Pocahontas não me parece ser. No que toca ao cenário, ao contrário do que tem sido hábito nas apostas de Teatro no Cinema que a Yellow Star Company tem apresentado, junto do ecrã encontra-se um espaço completamente vazio, o que dá uma visão negativa logo de início. Percebo que assim seja para que exista uma mudança mais rápida entre os vários locais, mas em Aladino e a Lâmpada Mágica, por exemplo, o campo visual estava tão bem recheado com adereços físicos que tudo ajudou a criar outro ambiente. Em Pocahontas existe ainda uma parte em que algumas das personagens se deslocam ao cimo da sala de cinema, o que faz com que o público se tenha de virar, o que com crianças destabiliza um pouco a sala, para mais quando alguns se têm de colocar de pé para conseguirem perceber algo do que se está a passar bem no fundo do auditório. 

08
Nov17

Vitória & Abdul

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vitória e abdul

Inspirado nos últimos anos da Rainha Vitória nasceu o filme Vitória & Abdul onde o surgimento de uma improvável amizade entre a soberana de Inglaterra e um jovem proveniente da Índia ganha uma dimensão inesperada que enfrenta a própria casa real ao longo dos últimos anos de vida de Vitória. 

Abdul é o escolhido para representar o seu país e presentear assim a Rainha com um símbolo do seu povo, mas a sua ação rapidamente chama a atenção de sua majestade que manda chamar este jovem para que continue a prestar-lhe serviços como seu empregado, o que não cai bem junto dos empregados que sempre serviram Vitória. Aos poucos Abdul vai ganhando espaço na vida da sua senhora a quem serve e sobre a qual vai começando a ensinar os seus costumes e hábitos, criando-se uma relação de amizade e proximidade que não é bem vista por quem circula pelos corredores da casa real. 

Uma relação de amizade e carinho entre a Rainha Vitória e Abdul que aconteceu de facto e que foi passada assim para a grande tela através da excelente representação de Judi Dench e Ali Fazal que dão vida a estas duas personagens históricas que se uniram para durante um curto período de tempo se cuidarem de forma mútua, num envolvimento que psicologicamente terá atingido muito mais que a amizade mas que pelos relatos escritos deixados por Abdul, relatos esses que ajudaram a dar origem a este filme, não passou de puro carinho, respeito e vontade de cuidar sempre de uma senhora que se apaixonou de certa forma pelo muçulmano que a voltou a fazer feliz nos seus últimos anos de vida, após um grande período de ausência, solidão e obrigações a cumprir.

Uma história emotiva, talvez ainda mais por se saber que aconteceu e embora partes que são mostradas tenham muito de ficção, a realidade marca presença e mostra como a vida de Vitória nem sempre foi fácil, tendo de enfrentar inimigos fora de portas e várias vezes quem vivia mesmo consigo e não aceitava as suas decisões pessoais para com a sua própria vida e com a do reino. 

Um drama com toques de comédia que vale a pena ver, mesmo para quem não acompanha a História de Reis e Rainhas de outrora. 

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