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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Mamma Mia! Here We Go Again

26
Jul18

Mamma Mia! Here We Go Again.jpgDez anos depois de “Mamma Mia!”, um sucesso mundial, somos convidados a regressar à mágica ilha grega de Kalokairi, para um novo musical baseado nas músicas dos ABBA. Com o regresso do elenco original e novos elementos, como Lily James (“Cinderela” e “Baby Driver – Alta Velocidade”), Andy Garcia e Cher (vencedora de um Óscar® de Melhor Atriz). De regresso aos seus papéis de “Mamma Mia!” estão Meryl Streep (vencedora de três Óscares®) como Donna, Julie Walters como Rosie, e Christine Baranski como Tanya. Amanda Seyfried e Dominic Cooper voltam aos papéis de Sophie e Sky, enquanto Pierce Brosnan, Stellan Skarsgård e Colin Firth (vencedor de um Óscar®) regressam como as três possibilidades de pais de Sophie: Sam, Bill e Harry. À medida que o filme avança e recua no tempo para mostrar como os relacionamentos do passado têm influência no presente, Lily James interpreta o papel da jovem Donna. Nos papéis das jovens Rosie e Tanya surgem Alexa Davies (“X+Y”) e Jessica Keenan Wynn (“Beautiful”, peça da Broadway). O jovem Sam vai ser interpretado por Jeremy Irvine (“Cavalo de Guerra”), Josh Dylan (“Aliados”) será o jovem Bill e Hugh Skinner (“Kill Your Friends”) o jovem Harry.

Uma década após o sucesso de Mamma Mia!, eis que a sequela do musical estreou, Mamma Mia! Here We Go Again, e logo a critica reagiu de forma negativa sobre esta nova película. Já vi e não achei assim tão mau como têm deixado passar pelas crónicas cinematográficas espalhadas pela imprensa e blogs. 

Certo que este novo Mamma Mia! não tem o mesmo poder do primeiro, notando-se um desinvestimento em termos de produção, no entanto a história que parecia ter terminado teve uma boa recuperação para tudo recomeçar e ser contando. Unindo lembranças até chegar ao momento presente, este novo lançamento segue a linha do anterior, passando-se a maioria das cenas na ilha grega de Kalokairi. Com os temas mais conhecidos dos ABBA, o elenco original regressou, onde se juntaram novos atores, para que a história pudesse ter continuidade e terminar com o mote para que tudo possa acontecer deste final em diante. 

Produzido por Judy Craymer e Gary Goetzman, que já tinha sido um dos responsáveis pelo sucesso inicial, o novo Mamma Mia! Here We Go Again continua com os elementos musicais, encontrando uma maior aproximação à comédia em determinados momentos, embora a envolvência com cenas mais românticas e de cariz familiar continue a existir ajudando a embalar os espetadores mais românticos. 

Como Falar com Raparigas em Festas, da literatura ao cinema

26
Mai18

como falar com raparigas em festas cartaz.jpg

E se vos disser que já vi a adaptação da banda desenhada de Neil Gaiman, Como Falar com Raparigas em Festas? Acabou de estrear nas salas de todo o país e já vi este filme que seguindo as mesmas bases do conto transformado para banda desenhada, consegue alterar muito do que é transmitido na obra literária. 

Comecemos logo por falar dos dois rapazes, amigos, no livro, onde no filme lhes é acrescentado um terceiro elemento, numa personagem mais cómica e livre. A segunda diferença logo encontrada surge com a entrada na casa onde a festa das raparigas está a acontecer. É que se no livro só raparigas por lá estão numa fase inicial, no cinema, além das cores de grupo que destacam cada elemento, rapazes e raparigas divertem-se consoante a colmeia onde se encontram inseridos. 

Este é um filme para os fãs do autor e da banda desenhada no geral, não sendo uma criação para as grandes massas, embora conte com Nicole Kidman no elenco, onde dá vida a uma matriarca num grupo punk da vila onde tudo acontece. 

Um filme que vi antes de ler o livro de onde foi adaptado e cuja história em banda desenhada veio ajudar a perceber partes do enredo, sendo assim um bom complemento perante a adaptação para a grande tela. Se podia estar mais dentro do que é transmitido em forma de banda desenhada, acho que sim e que seria algo mais verídico e não tão puxado para a ficção cientifica como a película transmite, mas compreendo a necessidade de criar e dar cor e ênfase com a criação de elementos que acabam por ter algum destaque numa história elaborada e com vários apontamentos fortes sobre temas bem na moda da sociedade atual e muito essencialmente entre jovens. 

Um debate simples, com temas puxados, num filme complexo e por vezes irreal onde as razões da criação e da própria acreditação comandam o lema de cada elemento formatado para integrar um grupo que vive para sua própria proteção e bem-estar. 

Afinal de contas, valerá a pena lutar para alterar o rumo pré-definido e praticamente imposto?

Ainda sou do Tempo | Cassete de vídeo

13
Mar18

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Trinta é o número de anos que usufruem da minha pessoa! E agora posso sempre dizer que «ainda sou do tempo» das cassetes de vídeo que tantas horas me entreteram pelas tardes de fim-de-semana e nas férias escolares. 

Algumas eram compradas, poucas e em datas especiais porque nunca fui criança de ter tudo o que pedia para «não estar mal habituado» e assim é que deve ser. Mas a maioria eram alugadas por um prazo de uma semana, se a memória não me falha, no clube de vídeo da vila mais próxima da aldeia. Lembro-me como se tivesse agora a entrar naquela loja, geralmente aos Sábados à noite, com a cassete da semana anterior para entregar e escolher o filme, em semanas com períodos prolongados em casa eram os filmes, que me acompanharia pelos dias seguintes. Por vezes via o mesmo filme duas e três vezes na mesma semana para o aproveitar bem e quando eram as películas Disney então era uma maravilha. 

Existia magia em assistir a um novo filme todas as semanas e aquele momento de ir com a cassete entrega-la no balcão e saber que logo de seguida poderia escolher outra criava, enquanto criança, uma sensação mágica porque dentro da rotina sabia sempre que acontecia e eu gostava de andar em torno da estante a ver as capas, a ler os títulos e as apresentações dos filmes. As novidades que iam surgindo geralmente desapareciam rapidamente da estante e era quase um milagre, não o de Fátima, apanha-los logo pelas primeiras semanas, mas quando conseguia perceber que existiam películas que ainda não tinha visto ficava feliz, talvez arregalasse os olhos e os óculos tremessem até de alegria. 

O Segredo de Marrowbone | Sergio G. Sánchez

04
Mar18

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De Espanha costuma-se dizer que nem bons ventos nem bons casamentos, mas no cinema os nossos vizinhos têm conseguido dar cartas com vários argumentos que conquistam o público. Que o diga o argumentista Sergio G. Sánchez que em 2017 realizou a sua primeira película, O Segredo de Marrowbone. Numa mistura de drama e terror surge uma combinação perfeita que me conseguiu sensibilizar durante algum tempo.

Contando com George MacKay, Anya Taylor-Joy, Charlie Heaton, Mia Goth, Matthew Stagg, Kyle Soller, Nicola Harrison e Tom Fisher no elenco, O Segredo de Marrowbone retrata a história de quatro irmãos que de forma depressiva acabam por se refugiar numa casa abandonada, pertencente aos antepassados familiares. Através dos últimos conselhos da mãe antes de falecer, os jovens permanecem no local onde pouco existe, tentando que poucos saibam das suas existências porque o perigo pode estar em todo o lado e é necessário sobreviver em conjunto até que um seja maior de idade e possa ter o poder sobre os irmãos. Mas como um bom filme de terror promete, os mistérios surgem e entre suspeitas e imagens com ajuda de fortes sons os tremores acontecem ao mesmo tempo que os problemas do passado da família vão sendo apresentados a quem se deixa entreter por esta história que revela dor e sofrimento para com anos de maldade através de um progenitor que pouco de pai teve enquanto viveu com os menores.

Num complicado conflito entre viver escondido e ficar num local macabro, a história flui e facilmente é percetível que para além de sobreviverem fisicamente existe um estado psicológico bastante afetado por parte de todos, que sofrem pessoalmente ao mesmo tempo que se tentam proteger mutuamente. Um filme de união, medo e verdade, contado de modo bastante frontal e sem rodeios perante o que tem de ser contado. 

Todo o Dinheiro do Mundo

08
Fev18

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Um filme que antes de estrear já se tinha tornado polémico chegou finalmente às salas de cinema nacionais. Todo o Dinheiro do Mundo conta a história de uma mãe desesperada e numa luta com o ex-sogro para conseguir voltar a ter o seu filho mais velho do seu lado, após o jovem ser sequestrado para ser devolvido em troca de uma avultada fortuna. 

De início uma história calma, com poucas personagens centrais e algumas falhas de cena onde personagens desaparecem numa mesma cena para não mais voltarem a aparecer na história, existindo várias incongruências ao longo das mais de duas horas de ação. Aos poucos Todo o Dinheiro do Mundo vai ganhando alento, puxando o leitor para a proximidade com o vazio de uma mãe que pouco sabe sobre o paradeiro do seu filho, um jovem a viver aprisionado e submetido a crimes físicos graves. A par de tudo isto existe um avô, um dos homens mais ricos do Mundo graças ao império criado com o negócio do petróleo, que não dispensa o avultado valor em troca da vida do seu neto, o preferido, mas nem isso chega. 

Uma história em crescendo mas que não chega para tornar Todo o Dinheiro do Mundo num grande filme, sendo mais um drama, com factos verídicos, mas numa produção que deixa algo a desejar. Toda a situação podia ser retratada de outra forma, com muito mais criatividade e empenho cinematográfico para que este fosse realmente um dos filmes do ano. Com isto tenho a destacar pela positiva o brilhantismo do elenco, a pouca banda sonora bem escolhida e o facto de Christopher Plummer ter sido contratado em tempo recorde para gravar em poucos dias as cenas totais que Kevin Spacey já havia feito, com o filme totalmente fechado, mas que pelas denúncias de assédio sexual teve de ser substituído antes da estreia mundial do filme para que os lucros de bilheteira não ficassem abaixo das expetativas. Com esta substituição de última hora Christopher Plummer ainda conseguiu uma nomeação para os Óscares com esta personagem que lhe caiu nas mãos quando tudo já estava preparado.

Curtas e Diretas | 109 | Futebol

03
Jan18

Por vezes olho para o Twitter e percebo como nós, portugueses, adoramos tanto o Futebol! Os Assuntos do Momento conseguem em algumas horas de determinados dias serem totalmente ocupados por esta prática desportiva! Assim fizessem o mesmo com a literatura, teatro, cinema e pelas artes em geral!

1, 2, 3... Vamos repetir!

01
Jan18

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As pessoas por vezes conseguem ser tão pequeninas que não compreendem os gostos de cada um por determinadas áreas! Se gosto de ler e tenho sempre um livro por perto é porque gosto! Se como gelados no Inverno é porque aprecio! Se assisto mais que uma vez à mesma peça de teatro é porque vale a pena! Se visito o mesmo espaço várias vezes por ano é porque me sinto bem no local! Se... Se... Se... Metessem nas vossas vidas e seguissem os vossos gostos e sonhos não ganhavam mais?

Cada qual tem as suas opções de vida e faz o que lhe apetece ou sonha com o que gostaria de fazer e se existem coisas que todos optamos por repetir que mal tem isso na vida de quem está de fora? Se tiver de ir ao café todos os dias vou, se quiser ver um filme diariamente no cinema vejo, se gostasse de ir a concertos tentava não perder nenhum, se todos fossem assim o mundo seria muito melhor. 

Faço o que gosto e posso dentro da disponibilidade e gastos e não vejo mal algum em fazer a mesma coisa várias vezes quando sinto prazer no tempo que disponibilizo. Quantas vezes a mesma pessoa já não viu o Titanic e continua a emocionar-se? Quantas vezes não compram raspadinhas sabendo que pode não sair nada? Quantas vezes olham para o espelho e percebem a verdade sobre a idade? Quantas vezes querem ficar sozinhos num local isolado?