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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

As Vantagens de Ser Invisível | Stephen Chbosky

20
Jul18

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Título: As Vantagens de Ser Invisível

Título Original: The Perks of Being a Wallflower

Autor: Stephen Chbosky

Editora: ASA

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2018

Páginas: 264

ISBN: 978-989-23-4279-5

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Charlie tem 15 anos e ainda sonha com o primeiro beijo. Tímido, introvertido, não tem qualquer amigo. Acaba de entrar no décimo ano e já conta os dias que lhe faltam para acabar o secundário. Olha à sua volta e sabe que não pertence a nenhum grupo. É apenas um miúdo sensível, com uma inteligência superior à média, dividido entre viver a vida ou fugir dela. na dúvida, prefere ser invisível, como uma flor no papel de parede, que está lá mas em quem ninguém repara. 

Não se vai manter invisível durante muito tempo. Sente a pressão do primeiro encontro, da primeira namorada. em seu redor há festas, sexo, drogas e um suicídio que o marca para sempre. Mas há também Sam, uma finalista por quem se apaixona perdidamente. e o meio-irmão dela, Pat, que é homossexual mas ninguém sabe. Os dois vão acolher Charlie, iniciá-lo num mundo de descobertas, guiá-lo ao longo dos misteriosos anos da adolescência. 

As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky, é uma obra de enorme ternura, por vezes cruel, e sempre de uma sinceridade desarmante. Charlie abre-se ao leitor, revela os seus medos, angústias e o terrível segredo que o acompanha desde a infância. 

Várias vezes premiado, e também censurado em algumas escolas e bibliotecas dos Estados Unidos, foi adaptado ao cinema pelo próprio autor, num filme da MTV, com Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller nos principais papéis.

 

Opinião: Charlie, um adolescente de 15 anos, apresenta-se ao leitor, o fiel confidente das suas cartas ao longo de um ano, de modo solitário, mostrando que tudo à sua volta parece ruir, não existindo proximidade entre este jovem e os seus pares e colegas de escola. É assim através da escrita que Charlie desabafa, contando o seu dia-a-dia e as mudanças que vão ocorrendo também perante o seu modo de estar e convivência social e familiar. Ao longo deste ano de partilha, este jovem conhece novos mundos, amando e apanhando desilusões para com as pessoas pelas quais se vai aproximando. 

O primeiro amor, o álcool e as drogas, o sexo, a violência, a perda e a maldade. A vida de um jovem que percebe que afinal é fácil atrair alguém que goste de si, encontrando pares tão semelhantes que o levam a atingir uma outra maturidade com o tempo, num ano apenas. Estamos assim perante um jovem que só vê As Vantagens de Ser Invisível.

Contando histórias através de cartas que se podem traduzir num pequeno diário, Charlie conduz o leitor pela sua vida, convidando a uma reflexão sobre os comportamentos humanos em momentos de aprendizagem em pontos de transformação pessoal onde também os outros estão a sofrer alterações na sua vida. Essencialmente este adolescente encontra ao longo deste tempo o seu lugar em sociedade ao mesmo tempo que esta continua o seu ciclo, com os altos e baixos que cada um em particular vai sofrendo.

 

As Sombras de Leonardo da Vinci | Christian Gálvez

26
Jun18

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Autor: Christian Gálvez

Título original: Matar a Leonardo da Vinci

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Março de 2018

Páginas: 388

ISBN: 978-989-724-367-7

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Século XVI. Os conflitos pelo poder nos Estados Italianos crescem ao mesmo tempo que as artes prosperam. A Igreja e famílias como os Médici e os Sforza detêm o domínio do território e das riquezas. Savonarola ganha seguidores. Verrocchio, Botticelli, Miguel Ângelo e Rafael são artistas respeitados. 

Florença é casa dos Médici e berço desta ebulição cultural. O criativo e genial Leonardo da Vinci finalmente começa a criar nome, tem o seu próprio ateliê e clientes e liberdade para desenvolver a sua arte e as suas invenções. Mas uma acusação anónima de sodomia obriga-o a abandonar os seus planos e a cidade das artes. 

Invejas e medos, ignorância e corrupção, sofrimento e perseguição. Quando Leonardo percebe que nada do que parece ser é e que os inimigos podem estar em qualquer lugar, debate-se entre a vontade de triunfar e o desejo de vingança, entre o homem pecador e o génio inventivo, entre o passado e o futuro.

Este é um romance histórico com uma extensa pesquisa por trás, em que as descrições e os grandes nomes da época criam o ambiente perfeito para conhecermos melhor o homem por trás de toda a genialidade. 

 

Opinião: Um verdadeiro thriller histórico onde Christian Gálvez dá a conhecer ao leitor um pouco mais sobre Leonardo da Vinci, o homem por detrás do génio que criou, inventou e deixou marca. 

Com base numa forte investigação histórica por parte do autor, As Sombras de Leonardo da Vinci tornou-se numa obra que alia a ficção com a realidade por onde o poder político e religioso ganham fortes contornos na vida do criador que foi definindo assim a sua forma de estar e agir consoante os contratempos que lhe foram colocados pelo caminho. 

Uma narrativa sobre a vida de Leonardo da Vinci que muitos desconhecem para além da obra criada e dos seus últimos anos de existência. Nascido através de uma relação clandestina entre o seu pai e uma escrava, criado somente pela mãe e pelo seu companheiro, rapidamente Leonardo ambicionou mais para conhecer o mundo para além do que lhe era permitido. Traído desde o início pela sua própria família paterna e pelos seus amigos mais próximos, o jovem de Vinci lutou pelo conhecimento próprio e pelo reconhecimento perante quem não o aceitou, estudando, interpretando e amando, de um modo não muito bem visto pelos outros, mas que o deixou bem ao longo de uma vida aparentemente solitária e de lutas constantes com poderes perseguidores e geradas por conflitos onde as ambições não andaram durante a maior parte do tempo de mãos dadas com a política das grandes instituições. O poder da influência e as movimentações de bastidores sempre estiveram no caminho de Leonardo, ajudando a criar a sua personalidade onde a inconstância, os receios e medos sempre persistiram perante uma vida onde se ansiava pelo sucesso mas ao mesmo tempo pelo sossego e liberdade. 

Uma Pequena Sorte | Claudia Piñeiro

04
Jun18

uma pequena sorte, claudia piñeiro.jpg

Autor: Claudia Piñeiro

Título original: Una Suerte Pequeña

Editora: D. Quixote

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Maio de 2018

Páginas: 256

ISBN: 978-972-20-6449-1

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Uma mulher regressa à Argentina vinte anos depois de a ter deixado para fugir de uma tragédia. Mas aquela que regressa é outra: já não tem a mesma aparência e a sua voz é diferente. Nem tem sequer o mesmo nome. Será que aqueles que a conheceram em tempos a vão reconhecer? Será que ele a vai reconhecer?

Mary Lohan, Marilé Lauría ou María Elena Pujol – a mulher que ela é, a mulher que foi e a mulher que terá sido –, volta aos arredores de Buenos Aires, ao subúrbio onde formou uma família e viveu, e onde irá enfrentar os atores do drama que a fez fugir. Ainda não compreende porque aceitou regressar ao passado que se havia proposto esquecer para sempre. Mas à medida que o vai compreendendo, entre encontros esperados e revelações inesperadas, perceberá também que às vezes a vida não é nem destino nem acaso: talvez o seu regresso mais não seja do que um pequeno golpe de sorte… uma pequena sorte.

Claudia Piñeiro surpreende e cativa com este romance incisivo e comovente, onde a realidade e a intimidade se cruzam numa densa teia urdida para prender o leitor.

 

Opinião: Pegar em Uma Pequena Sorte sem conhecer nada sobre a escrita de Claudia Piñeiro pode ser um risco, tal como percebi pelos primeiros capítulos desta obra que me assustou por me deixar perdido sem perceber onde me tinha realmente metido quando decidi iniciar a leitura desta narrativa. Senti-me desnorteado, sem encontrar o ponto onde me poder cruzar com a protagonista desta história, até que a descoberta acontece e o que parecia meio turbulento e sem rumo ganha uma linha condutora que me prendeu. 

Não percebi de forma imediata o que estava a ser contado e fiquei mesmo com a ideia que iria ser assim até ao final, só que não. A mudança acontece e a partir desse momento, que parecia tardar mas apareceu, tudo mudou e de um momento para o outro o que estava a ser maçador passou a ter conteúdo e um interesse que me levou a percorrer página a página num ápice até ao final que não me surpreendeu pelo que vai sendo contado mas que acabou por ir ao encontro do desejado. 

Contando um presente recheado de receios, angústias e ao mesmo tempo com ambições e dúvidas e regressando ao passado em determinados momentos, os alicerces estão todos bem vincados em Uma Pequena Sorte com a finalidade de aliciar o leitor que encontra a vida de uma mulher com um passado omitido e acaba por descobrir que por vezes a luta pelo parecer bem perante a sociedade acaba por desfazer uma felicidade plena. 

Alterar uma vida de forma total, deixar uma família para trás, mudar de nome e esquecer tudo o que ficou num outro país, esquecendo a felicidade do passado e apostando num presente e futuro longínquo, tão diferente quanto o inesperado porque as surpresas nem sempre estão do lado de quem opta por correr o risco de partir sem objetivos definidos pelo que está para chegar, só sabendo o que não quer levar consigo. 

Senti-me atraído pela história desta misteriosa mulher que receia regressar ao local onde já foi feliz mas que ao mesmo tempo procura nomes conhecidos, ruas por onde circulava, casas que frequentou e acima de tudo uma pessoa que sempre amou, mesmo sem nada saber sobre o que se terá passado a partir do momento em que decidiu partir após um acontecimento que gerou uma consequência bem dura não só para si. 

Valerá afinal de contas deixar tudo por resolver durante anos, décadas mesmo, sem saber o que está do outro lado? Fiquei preso, pensativo e a criar o que iria ser o desenrolar de cada situação que ia sendo contada, querendo sempre saber mais e mais porque cada página alterava o que estava a ser contado e o futuro parecia estar mesmo ali a acontecer ao lado. 

Feira do Livro de Lisboa | 20|20 Editora

25
Mai18

 

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O Espaço 20|20 Editora marcará, em mais um ano, presença na Feira do Livro de Lisboa, nesta que é a 88ª edição do certame. Este ano são vários os autores e eventos marcados dentro do recinto do grupo editorial, mas o destaque vai sobretudo para a presença de Sara Blaedel, a rainha dinamarquesa do thriller. 

A visitar pela primeira vez Portugal, Sara Blaedel será a anfitriã do Espaço 20|20 Editora logo no primeiro fim-de-semana de Feira. A autora estará nos dias 26 e 27 no certame, pelas 15h00 e 18h00, estando disponível para receber os seus fãs numa conversa sobre o seu novo livro Mulheres da Noite, fazendo também sessão de autográfos. 

A par desta boa surpresa internacional, vários serão os workshops preparados, tal como showcookings, animação, conversas com autores e momentos de leitura agendados para que todos possam usufruir do espaço da editora ao longo dos dias de Feira onde todas as editoras do grupo 20|20 estarão presentes, como é o caso da Booksmile, Nascente, Topseller, Vogais, Elsinore, Cavalo de Ferro e Fábula. 

 

Feira do Livro de Lisboa | Clube do Autor

25
Mai18

88ª Feira do Livro de Lisboa arranca hoje, 25 de Maio, e a editora Clube do Autor presenteia os leitores e visitantes do certame através da presença de um dos seus autores nacionais mais conhecidos. Miguel Sousa Tavares estará hoje mesmo, pelas 19h00, no espaço da editora a autografar o seu novo livro, Cebola Crua com Sal e Broa. 

Esta será a primeira presença no espaço do Clube do Autor na Feira do Livro deste ano, mas outros convidados estão já agendados, deixando-vos algumas das novidades pelos próximos dias. 

Feira do Livro de Lisboa | Guerra & Paz

24
Mai18

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A editora Guerra & Paz estará presente, como habitualmente, na Feira do Livro de Lisboa, que se realiza de 25 de Maio a 13 de Junho, e este ano o espaço da editora contará com vários dos seus autores de destaque, que estarão em sessão de autográfos e em contacto com os leitores que visitarem o certame. 

Luís Gaivão será o primeiro a marcar presença no espaço da editora, onde dia 26, Sábado, pelas 17h00, estará disponível para autografar o seu livro História de Portugal em Disparates. Já no Domingo, 27, a partir das 15h00 serão Manuel S. Fonseca, Sedrick de Carvalho, Leonor Figueiredo e João Céu Silva a falarem e autografarem o livro Angola, Presente e Futuro. No segundo fim-de-semana estarão Luís Pedro Cabral com o livro A Cidade dos Aflitos no Sábado, pelas 15h00 e no mesmo horário de Domingo estarão no espaço Manuel S. Fonseca, Ana Almeida, Elizabete Agostinho, Raquel Palermo e João Miguel Matos com as coleções juvenis Os Livros Estão Loucos e Caderno de Memórias de Dificil Acesso. No mesmo dia, Domingo, 3, Jorge Rio Cardoso, espera pelos seus leitores com os livros Este Ano Vais Ser o Melhor Aluno «Bora Lá?» e O Professor do Futuro. Para terminar, a 9 de Junho, Sábado, será António Manuel Ribeiro com És Meu, Disse Ela a autografar os exemplares que os visitantes da Feira lhe pedirem, estando o autor disponível para falar com os seus leitores. 

 

O Escultor da Morte | Chris Carter

22
Jan18

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Autor: Chris Carter

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Novembro de 2017

Páginas: 416

ISBN: 978-989-8869-57-9

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Até a obra de arte estar completa, a morte vai ter de esperar.

Quando a enfermeira Melinda Wallis entra no quarto de um paciente a seu cuidado, mal pode imaginar aquilo que vai encontrar.

Derek Nicholson, um importante advogado de Los Angeles, foi brutalmente assassinado. O homicida mutilou os seus membros e construiu com eles uma escultura.

Chamado de emergência ao local do crime, o inspetor Robert Hunter não percebe as motivações por detrás de um crime tão hediondo. Especialmente porque Nicholson, que sofria de cancro em fase terminal, já não tinha muitas semanas de vida.

Quando um segundo corpo aparece num barco ancorado na marina de Los Angeles, o mistério adensa-se. Trata-se, agora, de um agente da polícia. E o macabro da cena repete-se, com o corpo decepado a criar uma escultura estranha.

Qual será a ligação entre as duas vítimas? Que significado terá a disposição dos seus corpos? O que estará o assassino a querer dizer?

Um thriller vibrante e misterioso, com surpresas e revelações inesperadas ao virar de cada página.

 

Opinião: Já havia tomado conhecimento com Chris Carter como sendo um dos melhores autores a criar policiais onde a psicologia forense tem grande envolvimento com cada caso retratado, ficando na memória após a primeira leitura de uma obra sua, O Escultor da Morte, como um dos melhores do género, diferenciando-se de todos os autores que li até agora. 

Primeiramente e analisando o título o leitor toma conhecimento que toda a ação que se irá desenrolar ao longo das 416 páginas apresentadas estará centrada num assassino que não se deixa ficar pela morte das suas vítimas, mostrando uma originalidade macabra para com a arte. Tenho a revelar que este foi o livro que mais me impressionou na apresentação do primeiro crime a ser desvendado pela equipa do inspetor Hunter. Com uma descrição exemplar, limpa e real, Chris Carter apresenta o local de cada crime como um centro de terror, não se poupando a palavras para mostrar ao leitor como tudo se encontra com a chegada da equipa forense. Mesmo sem que se tenha acesso ao ato praticado pelo vilão e somente com o que é relatado quando os corpos são encontrados, consegue o autor criar arrepios ao leitor que fica a imaginar como tudo acontece, mas agora imaginem que em certas ocasiões, somos também convidados a entrar nos locais do crime enquanto o assassino por lá permanece a fazer o seu trabalho. Se só de perceber como se encontra cada cadáver quando é encontrado já se torna complicado de imaginar a cena macabra sobre como tudo aconteceu, agora imagine-se perceber como o trabalho foi feito, sendo quase possível ouvir os ossos a quebrarem com a tortura que é feita ao longo de horas, noturnas, em que o criminoso faz o seu trabalho e deixa a sua escultura bem visível e de modo a representar uma mensagem para quem a venha a descobrir. 

Hunter é o nosso inspetor responsável por desvendar cada assassinato cometido por este escultor da morte e é com este homem solitário, competente e concentrado no seu trabalho que somos levados pelos meandros do crime, por salas onde a tortura aconteceu e onde cada imagem criada torna-se complicada de assimilar pela complexidade e minuciosidade envolventes em cada cenário onde os sucessivos crimes acontecem.

Após o primeiro crime pensei que a partir daí iria acompanhar a investigação até que se descobrisse quem está por detrás de tão macabro incidente, mas não, Carter consegue colocar a par da investigação novos crimes cometidos com o mesmo método e cria assim um maior envolvimento com a história. A certa altura e após perceber que as mortes que deram origem depois a esculturas com a utilização dos corpos das vítimas, comecei a querer identificar alguém como o assassino em série, conseguindo no final ser surpreendido pela descoberta sobre uma personagem que nem me passou entre as soluções possíveis entre os nomes que mais apontei como sendo o possível homicida de todos os casos retratados.