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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

18
Out18

Levando o Caos, de Maurício Meirelles

| O Informador

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Maurício Meirelles regressou a Portugal para apresentar o seu novo espetáculo. Após o sucesso de Perdendo Amigos, que não vi, agora chegou até nós Levando o Caos, a nova produção que continua a contar com o famoso webbullying ao longo de duas horas de boa disposição. 

Num espetáculo reformulado e onde a presença do público é importante, o comediante brasileiro surge em palco com uma simplicidade incrível. Piada atrás de piada, risada atrás de risada, apontamentos críticos da sociedade brasileira e portuguesa bem fortes e o debate acontece. Comentando a atualidade brasileira e portuguesa, Meirelles não deixa nada por dizer. O que gosta gosta, o que não gosta é comentado na mesma, colocando o dedo na ferida sem disfarces, atrapalhando, mordiscando e transformando uma plateia completamente esgotada numa claque de palmistas cheia de entusiasmo e boa disposição.

Não conhecia muito bem o trabalho do ator e fiquei rendido ao primeiro minuto. O público é convidado a assistir a um micro vídeo de apresentação sobre o que é um espetáculo de teatro e depois entra o artista. Maurício surge sozinho em palco, de microfone na mão e pronto para criar distúrbios, lançando mesmo o caos entre a sua claque repleta de fãs e de novos admiradores, uma vez que quem vê a primeira vez vai certamente querer voltar na próxima aparição do humorista brasileiro. 

 

13
Out18

Espétaculos com IVA reduzido a 6%

| O Informador

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A alteração já andava a ser preparada, mas agora, na preparação do Orçamento de Estado para 2019, o Bloco de Esquerda conseguiu levar a melhor e acordou com o Governo liderado por António Costa a redução do imposto sobre os espetáculos culturais de 13% para 6%. 

Foi Mariana Mortágua, após reunião do partido com o Primeiro-Ministro, que anunciou esta vitória para as atividades culturais onde se incluem o teatro e os concertos. O IVA sobre os espetáculos será assim reduzido no próximo ano, numa vitória para as artes nacionais. 

24
Set18

A Pior Comédia do Mundo | Força de Produção

| O Informador

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E se de repente a porta dos bastidores se abrisse e o espetador tivesse acesso ao que por lá se passa?

Um olhaalucinante sobre o teatro e as loucuras e devaneios dos que o fazem, cujas tendências para crises descontroladas de ego, falhas de memória e alguma promiscuidade transformam cada atuação numa verdadeira aventura de alto risco. A Pior Comédia do Mundo não é só uma peça, mas, simultaneamente, um espetáculo de comédia e o drama de bastidores que se desenvolve durante a sua preparação. Através de três momentos chave - o ensaio geral, a noite de estreia e um espetáculo no fim de uma atribuladdigressão - acompanhamos a crescente tensão entre os membros de um elenco à beira de um colapso nervoso coletivo.

A Pior Comédia do Mundo poderia ter como nome Tudo Nu, porque de facto é assim que o que está por detrás do espetáculo é apresentado ao público. O nome deste trabalho da autoria de Michael Frayn é um bom predicado sobre o que acontece por detrás do que está a ser representado em palco perante uma plateia que quer ser entretida. Nesta aposta da Força de Produção acompanhamos um grupo de teatro que entre ensaios e estreias mostra que atrás do bom ambiente perante as luzes do palco, o convívio não é assim tão convidativo e de cumplicidade. Em A Pior Comédia do Mundo está Tudo Nu porque os disfarces perante os aplausos são colocados em destaque, numa comédia tão divertida que leva à gargalhada geral da sala do início ao último minuto. 

Com encenação de Fernando Gomes, um especialista na matéria que me tem dado boas surpresas pelos últimos anos com o seu trabalho, e com Ana Cloe, Cristovão Campos, Elsa Galvão, Fernando Gomes, Inês Aires Pereira, Jorge Mourato, José Pedro Gomes, Paula Só e Samuel Alves no elenco, A Pior Comédia do Mundo é dos melhores trabalhos dentro da área que vi pelos últimos tempos. 

Num texto nada fácil onde a mesma cena é representada praticamente três vezes e sempre de forma diferente com percalços pelo caminho e posições distintas com uma movimentação incrível de palco, esta produção é o verdadeiro sinónimo de bom entretenimento. Conhecemos as personagens de forma calma e quando tudo parece estar controlado por um encenador que quer perfeição quando o próprio tem erros de percurso pelo caminho, a preparação de Tudo Nu, antes mesmo da estreia, começa a correr mal. Em poucos minutos as falhas começam a surgir e com o tempo só têm tendência a serem adensadas com o convívio entre personalidades distintas que entre o ciúme, a inveja e os problemas pessoais conseguem fazer da preparação de Tudo Nu a melhor comédia em palco. 

Uma autêntica caixa recheada de cromos nada repetidos, com um cenário simples mas completo onde os dramas de bastidores são refletidos antes, no decorrer e após cada sessão de representação. Os atores que estão encarregues dos ensaios e da apresentação de Tudo Nu esquecem falas, trocam adereços, levam os seus conflitos para o palco e a peça continua a ser representada com bastantes imprevistos enquanto o entra e sai com bater de portas continua perante uma azafama de complicações que tomam conta do espetáculo que segue desgovernado, como sempre esteve, logo a partir do que seria suposto ser o ensaio geral. 

19
Set18

Credores | Teatro da Trindade

| O Informador

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Credores, escrito por August Strindberg em 1888, ano em que escreveu também Menina Júlia, centra-se na frágil relação de um casal, ameaçada pela chegada de um estranho.

Adolfo é um jovem pintor muito devoto à sua mulher, Tekla. Depois de se tornar amigo do professor Gustavo, o tal estranho, Adolfo vê-se enredado numa teia que o faz duvidar do carácter da sua própria mulher.

A peça expõe conflitos e questões que, mesmo após 130 anos, continuam atuais. Despe-nos daquilo que é o mais importante da nossa existência - o nosso posicionamento numa relação a dois, o modo como habitamos esse amor e estabelecemos esse equilíbrio em constante dinâmica. Apesar do tempo passado, a narrativa dialoga bem com a época contemporânea, característica que comprova o lado visionário do dramaturgo sueco.

 

Texto August Strindberg

Tradução João Paulo Esteves da Silva

Encenação Paulo Pinto

Com Ivo Canelas, Paulo Pinto e Sofia Marques,

Cenografia / Figurinos Ana Limpinho 

Desenho de Luz Daniel Worm

Assistente de Encenação Nelson Cabral

Produção Executiva Patrícia Costa

Coprodução Teatro da Trindade INATEL e C.R.I.M. Produções

Apoios Fundação GDA, C.M. Lisboa e Polo Cultural Gaivotas

Escrito há mais de 130 anos, o texto Credores, da autoria do sueco August Strindberg e traduzido por João Paulo Esteves da Silva, é agora levado a palco no Teatro da Trindade através das interpretação de Ivo Canelas, Sofia Marques e Paulo Pinto, que também é o encenador do espetáculo.

Com base em três personagens que nutrem vários sentimentos ambíguos consigo próprios, este enredo desenvolve-se em torno de um casal que vive muito do ciúme e da falta de vontade. Adolfo é um pintor que tem na sua mulher Tekla a sua grande devoção. Tudo já não está bem entre o casal quando surge um ex-marido, Gustavo, que aparece para abanar com uma relação já de si frágil e que parece tão desequilibrada como estes três seres que vivem para cobrarem aos outros os seus males, julgando e colocando as forças negativas sobre quem lhe é mais próximo, magoando e desvalorizando.

16
Set18

BOCAge | Magiabrangente

| O Informador

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Poderiam ter sido de uma mulher, aquelas palavras que muito magoam quem as escuta. Poderiam ter sido ditas a cantar, por um bom e belo trovador, talvez assim nos entranhassem mais e as estranhassemos menos. Mas as palavras ditas, a cru, sem receio de alheios e freios, é o que as faz serem apetecidas e repetidas e vomitadas e gozadas em voz alta e não entre dentes cerrados. Venham, calem-se e escutem!

E, se do amor já ouviram mentiras, aqui do amor ouvirão verdades. A Bocage faremos um brinde. Não fosse ele o melhor e mais honesto homem para se amar.

Rita Ribeiro, Sandra José e Mafalda Rodrigues sobem ao palco do Teatro Armando Cortez com BOCAge, uma comédia de escárnio e bem dizer para celebrar e brincar ao poeta.

Num texto bem conseguido da autoria de Sandra José, vida e obra de Bocage são lembrados através de um trabalho que pretende além de mostrar os conhecimentos do poeta português do século XVIII, achincalhar a sociedade atual através de um texto intemporal onde a critica mordaz, a hipocrisia e as diferenças são destacadas num texto protagonizado por três mulheres perante um público que assiste ao percurso de homem que gostou bastante de mulheres que agora em palco se defendem, mostrando o que muito aconteceu de mau pelo uso e abuso para além da força. Ruivas e de lábios vermelhos, as três mulheres simbolizam o poder feminino capaz de enfrentar as verdades, proclamar tal e qual como se pensa e não se ousa dizer. Os textos perdidos, as palavras desviadas, os poemas mal interpretados de forma propositada para que bem agradasse a cada singular leitor. 

A obra de Manuel Maria du Bocage é recontada em BOCAge, um espetáculo que segue dos oito aos oitenta com apontamentos musicais onde vão sendo inseridos trechos cómicos mas tristes, sensualidade agonizante, choro irritante, religião de bradar aos céus, palavreado brejeito mas bem real no momento de chamar as coisas pelos nomes e acima de tudo muita polémica. O público que marca presença perante esta peça pode aplaudir um trabalho de memória de quem deixou obra refletiva e que tem ficado esquecido na memória de todos, ou quase todos, nós. 

14
Set18

Convites Duplos | Eu Saio na Próxima e Você? | 19-09-2018

| O Informador

Um Homem e uma Mulher conhecem-se no metro em Lisboa nos anos 70 do século passado, começam a conversar e decidem voltar a encontrar-se e após um mês de contactos casam-se. Mas o matrimónio está condenado ao fracasso. Ambos se dirigem ao público apresentando as suas razões do falhanço da relação evocando recordações, personagens do passado e experiências que os marcaram e que influenciaram comportamentos posteriores.

Estreou em Abril e desde então que Eu Saio na Próxima e Você? tem mantido a sala do Teatro Politeama esgotada, de Quarta-feira a Sábado, pelas 21h30 e ao Sábado e Domingo com matiné pelas 17h00. João Baião e Marina Mota estão sozinhos em palco, interpretando várias personagens ao longo de duas horas e meia através de um texto de Adolfo Marsilhach com adaptação de Filipe La Féria.

Mostrando a sua versatilidade unida à amizade que os une, João e Marina brilham e levam o público do Politeama à gargalhada fácil ao longo deste espetáculo que se faz de vidas, experiências e sentimentos. De riso e aplauso fácil, Eu Saio na Próxima e Você? consegue também ter os seus momentos mais sensíveis, puxando pelo outro lado da plateia que pode saltar do riso para a lágrima num instante. 

Eu Saio na Próxima e Você? é acima de tudo uma comédia com dois bons atores em palco e num texto ao modo do que Filipe La Féria já habituou o seu público fiel. Eu vi e sai na próxima e tu vais poder também encontrar a próxima paragem no Teatro Politeama. 

Para que todos possam ter a sorte de assistir a esta divertida comédia tenho cinco convites duplos para vos oferecer para a sessão de Quarta-feira, 19 de Setembro, pelas 21h30. Este passatempo irá estar disponível até às 18h00 de dia 18 de Setembro, Terça-feira, e nesse mesmo dia serão revelados os nomes dos vencedores nesta mesma publicação, sendo o sorteio feito através do sistema automático random.org. Os premiados serão contactados via email com as recomendações para o levantamento dos convites duplos acontecer nas melhores condições. Para a participação ser válida tens de seguir os passos que se seguem...

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