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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

14
Fev19

Zoom | Teatro da Trindade

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Zoom, da autoria de Donald Margulies, chega a Portugal através do Teatro da Trindade que ao encargo de Diogo Infante aposta assim também como encenador nesta história de amor onde Sandra Faleiro, João Reis, Sara Matos e Virgílio Castelo dão vida a quatro personagens bem consistentes e formadas para agitar a vida e os pensamentos umas das outras. 

Destacando a relação de Sarah, uma fotojornalista que chega ferida da Guerra do Iraque, e do seu namorado, James, jornalista que a acompanha como repórter de guerra, em Zoom o debate surge a partir do momento em que o casal se apercebe que existem divergências entre a vontade e a forma de estar e assumir o futuro entre ambos. Se para Sarah, e mesmo após o acidente que a lesionou, o futuro é continuar a enfrentar o caos e a morte dos outros para os mostrar ao Mundo, já para James é tempo de parar e refazer a sua vida como alguém que possa trabalhar com horários, tendo dias de pausa, férias, optando por uma paragem para pensar em criar família e ter filhos. Os debates como casal com divergências começam aqui e os sentimentos começam a ser revelados num momento em que as diferenças no seio da relação surgem.  

Ao mesmo tempo que Sarah e James começam a revelar as suas fragilidades como casal, ambos vão recebendo em casa o editor de fotografia com quem trabalham. Steve apresenta a sua nova namorada, Mandy, alguns anos mais nova e com uma aparente ingenuidade do seu lado que a leva a colocar o dedo na ferida em vários momentos de conversa cruzada entre os quatro. A forma como Mandy olha para a vida e para as relações de forma descontraída acaba por influenciar a decisão de Sarah e James perante o que lhes está pela frente. Afinal de contas viver de forma livre e saudável é andar a correr o Mundo atrás do mal dos outros? Construir uma vida não é só ver trabalho pela frente, o que os comentários inofensivos e desconcertantes de Mandy acabam por levar Sarah a ter reações que tudo mudam perante o seu estado de normalidade onde retratar a realidade como uma paragem é o seu dever contra a normalidade de quem só quer ser feliz. 

13
Fev19

Private Lives | Vidas Privadas

O Informador

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Nöel Coward é o criador de Private Lives, a comédia que agora chegou a Portugal através da adaptação a cargo de Suzana Borges e com o título literalmente traduzido para Vidas Privadas, como assim tinha de ser. 

Num espetáculo sobre o amor e com a paixão representada das mais diferentes formas, neste espetáculo os hábitos, costumes e tradições de uma relação são debatidos de alto a baixo, entre o bem e o mal. Com base num casal divorciado e que refaz as suas vidas perante novas relações, Amanda e Elyot voltam a cruzar-se precisamente no primeiro dia da lua-de-mel dos seus novos casamentos. Separados há cinco anos, o ex-casal volta a encontrar-se justamente no hotel onde ficam hospedados com os seus novos companheiros. E o que será que este reencontro trará de bom para os mais recentes noivos e para os seus pares que nada têm com a vida em comum que Amanda e Elyot tiveram no passado? É aqui, nestes inesperados encontros que o amor que foi sentido volta a reacender e os levas a deixar os respetivos companheiros no hotel de Deauville e a partirem para Paris para uma tentativa de regresso ao que foi bom e acabou mal. Será que todas as relações estão condenadas a terminar e a não terem hipótese de uma segunda oportunidade ou com tanta oscilação há que tentar aceitar a diferença do outro e deixar que o fogo da paixão leve uma relação de amor/ódio em diante?

06
Fev19

Convites Duplos | Vidas Privadas | 08/09.02.2019

O Informador

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Uma peça sobre o amor nas suas mais quentes, e mais frias, expressões.

Amanda e Elyot, divorciados há cinco anos reencontram-se por acaso,com novos esposos, em segunda lua de mel num hotel em Deauville. Quando a chama entre eles se reacende, fogem juntos para Paris, onde... uns dias mais tarde os novos esposos os vêm procurar...

Uma comédia de costumes duradoura e especiosa.

Com Suzana Borges, Guilherme Barroso, Maria Dias e Martinho Silva.

O Auditório do Casino Estoril, através da ArtFeist Produções Artísticas, irá receber a partir de dia 7 de Fevereiro o espetáculo Private Lives, que é como quem diz, Vidas Privadas, de Suzana Borges e com interpretação da mesma a quem se juntam Guilherme Barroso, Maria Dias e Martinho Silva. 

Esta comédia estará em cena até dia 03 de Março de Quinta-feira a Sábado pelas 21h30 e aos Domingos pelas 17h00, com paragem a 14, 15, 16 e 23 de Fevereiro, e todos estão convidados a assistirem porque oportunidades não faltarão. O preço de cada bilhete é de 15€, sendo que as sessões realizadas às Quintas-feiras, por ser dia do espetador, estão com bilhetes a 10€. O espetáculo tem duração aproximada de 105 minutos com intervalo e a opção é ir ou ir. 

Para vos facilitar a vida e poderem ter a oportunidade de pouparem, eis que tenho convites duplos para oferecer, destinados às sessões dos dias 08 e 09, Sexta-feira e Sábado, respetivamente. Este passatempo irá estar disponível até às 10h00 de dia 07 de Fevereiro, Quinta-feira, e nesse dia serão revelados os nomes dos vencedores nesta mesma publicação, sendo o sorteio feito através do sistema automático random.org. Os premiados serão contactados via email com as recomendações para o levantamento dos bilhetes acontecer nas melhores condições. Para a participação ser válida tens de seguir os passos que se seguem...

03
Fev19

Convites Duplos | Faz-te Homem | 07.02.2019

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Dois amigos de longa data decidem debater a sempre polémica temática do papel do homem na nossa sociedade e as suas ramificações com tudo o que o rodeia, com tudo o que se mexe… mulheres incluídas. A melhor forma que encontraram para abordar o abominável mundo do homem foi organizar uma “Conferência de e para Machos”, denominada Faz-te Homem, onde irão expor as suas indignações, receios, traumas, medos, frustrações, no fundo, o que os apoquenta.

Os espetadores, atentos à conferência sobre Futebol, Carros, Gajas, Porrada, poderão ser chamados a intervir.

No final de 2018 António Machado e João Didelet estrearam no Teatro Armando Cortez, em Lisboa, a comédia Faz-te Homem, inspirada no livro de Luís Coelho. Com cerca de uma hora de espetáculo, os dois atores debatem desde então com todos os Zés da plateia, numa conferência de e para «machos», temas que intervém no dia-a-dia de todos os homens mas também na convivência com a ala feminina da sociedade. Sexo, filhos, futebol, rabos, gadgets, copos e compras são apenas alguns dos temas debatidos neste divertido espetáculo que agora, e após o sucesso em Lisboa e uma viagem de semanas pelo país, regressa à capital para que todas as Quintas-feiras, pelas 21h30, o Teatro Armando Cortez volte a receber esta conferência masculina. 

Para que todos possam ter a sorte de assistir ao regresso de Faz-te Homem a Lisboa, eis que tenho dois convites duplos para oferecer, destinados à sessão de dia 07. Este passatempo irá estar disponível até às 10h00 de dia 06 de Fevereiro, Quarta-feira, e nesse dia serão revelados os nomes dos vencedores nesta mesma publicação, sendo o sorteio feito através do sistema automático random.org. Os premiados serão contactados via email com as recomendações para o levantamento dos bilhetes acontecer nas melhores condições. Para a participação ser válida tens de seguir os passos que se seguem...

25
Jan19

Montanha-Russa | Teatro Nacional D. Maria II

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Entrei numa Montanha-Russa ao entrar na Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, onde nem sabia bem ao que ia. Mergulhei de forma repentina num mundo de adolescentes, distribuídos entre quatro décadas diferentes.

Da autoria de Inês Barahona e Miguel Fragata, que também é o encenador deste trabalho, Montanha-Russa junta em palco os atores Anabela Almeida, Bernardo Lobo Faria, Carla Galvão e Miguel Fragata aos músicos Nuno Rafael, Miguel Ferreira, Helder Gonçalves e Manuela Azevedo, dos Clã, num trabalho onde as vivências do passado se intercalam com temas representativos do que vai sendo contado através de viagens no tempo compostas por recordações em diários, folhas e através das novas tecnologias e conceitos de partilha online. Afinal de contas o que escrevemos em diários e blogs são passagens intimas ou para serem conhecidas pelos outros? Quem é quem na intimidade e rascunhos privados de cada adolescente?

Montanha-Russa é um musical que retrata o mundo dos adolescentes e destinado aos mais diversos públicos. Com recurso a conversas em várias escolas de todo o país e com grupos de jovens, os autores desta peça entraram na privacidade dos adolescentes para darem vida a este trabalho que acaba por ser um diário secreto de cada interveniente que primeiramente partilhou na sua intimidade os seus pensamentos, objetivos e sonhos para mais tardes os comentar e querer ver as interpretações de quem está do outro lado. Num autêntico mundo vertiginoso de altos e baixos e onde tudo pode desabar a qualquer momento, a adolescência é o que o título afirma, uma autêntica Montanha-Russa que acompanha o percurso de quatro adolescentes que são acompanhados com música ao vivo para se darem a conhecer ao público. O dia-a-dia é assim recordado através de lembranças de diários escritos e onde as vivências são assim posteriormente comentadas e refletidas em palco com o acompanhamento de canções.

14
Dez18

A Verdade | Teatro Aberto

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Patrícia e Paulo têm uma relação em segredo. Joana, a mulher de Paulo, suspeita de qualquer coisa e faz-lhe perguntas cada vez mais embaraçosas. Miguel, o marido de Patrícia, é o melhor amigo de Paulo, mas a franqueza entre os dois já não é o que era. À medida que os enganos se vão enredando, os dois casais perdem-se num labirinto de quem disse o quê a quem.

Num jogo de máscaras brilhantemente cruel, A verdade, de Florian Zeller, centra-se no microcosmo da vida conjugal para expor as hipocrisias da sociedade e problematizar com humor as vantagens de ocultar a verdade e os inconvenientes de a revelar.

A Mentira e A Verdade são duas peças de Florian Zeller, o autor também do sucesso O Pai, e o Teatro Aberto estreou em simultâneo os dois espetáculos e com os mesmos atores em palco. Joana Brandão, Miguel Guilherme, Patrícia André e Paulo Pires encontram-se entre a mentira e a verdade num projeto encenado por João Lourenço que pode ser visto de Quarta-feira a Domingo pelas Salas Azul e Vermelha do Teatro Aberto. 

O primeiro contacto com estas peças foi com A Verdade onde encontrei um par de amantes, Patrícia e Paulo, a viverem a sua relação em quartos de hotel, longe dos olhares dos seus dois companheiros, Joana, mulher de Paulo, e Miguel, o marido de Patrícia. Desde cedo Joana questiona Paulo sobre os seus horários e as suas mentiras, já Miguel percebe que está a ser enganado pela mulher e pelo melhor amigo mas disfarça através de um enredo cheio de mentiras a ocultarem a verdade. Uma teia de enganos entre quatro pessoas que se conhecem e onde a verdade é explorada justamente para se encontrarem as mentiras que cada um vai ditando sobre os outros. Afinal de contas quem está a mentir acreditando na sua verdade que vai contra a verdade que surge do outro lado?

Em A Verdade o público é convidado a entrar neste jogo entre casais onde a mentira de uns é tão levada a sério que quando se percebe que do outro a verdade já é conhecida, disfarça-se e reforça-se mesmo que tudo o que está a ser dito contra sim não passa de um engano. Quem mente consegue acreditar tanto na sua verdade sobre os factos que no momento do confronto o que é mentira passa a ser verdade e todos os outros que sabem como tudo está a acontecer são levados a crer que eles sim estão enganados. Afinal de contas a verdade está em quem acredita no que faz e pensa ou nos outros? Estará preparado quem mente pela sua verdade a enfrentar a realidade e ser inquirido sobre os factos reais? Mentir e ser apanhado nessa mesma mentira e não aceitar que os seus comportamentos sempre estiveram errados, ficando mesmo contra quem o enfrenta com a verdade que é bem contrária à sua. 

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