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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

19
Nov18

Escuteiros na noite

O Informador

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Muitos irão voltar a reagir contra o que vou partilhar, no entanto tenho de regressar ao tema dos escuteiros que andam por ai de noite, sem coletes refletores.

Falei em tempos nos grupos de crianças que circulam de noite sem um adulto por perto e de não compreender os pais e encarregados de educação que colocam os menores nestes grupos que passam fins-de-semana a fazerem muitas vezes provas físicas no mato, com chuva e frio, quando depois são tão preocupados que os têm de deixar praticamente na porta da sala de aula para que não andem uns metros a pé e corram riscos a atravessarem a estrada. Agora falo de jovens mais velhos que não têm a ideia básica da importância de serem visíveis perante os condutores que por eles passam. 

Há dias, numa estrada com pouca iluminação, e sem qualquer aviso, deparo-me com um grupo de jovens a pé, sem qualquer sinal ou colete refletor no elemento da frente. Existia um colete sim, mas numa das pessoas que ia mais no centro do grupo e que levava ainda um casaco por cima, tapando parte do colete, o que acaba por não lhe valer de muito. Primeiro esse elemento, ao ser o único com refletor, deveria ir na frente, sendo que todos deveriam levar coletes. Ao não levarem coletes podiam pelo menos levar uma lanterna na mão, mas nem isso existia naquele grupo. Se a estrada pouca luminosidade tinha, se iam no escuro e sem identificadores, como queriam ser vistos? Dei pelos jovens quando as luzes do carro se aproximaram do primeiro rapaz que ia na frente e percebi que em fila lá circulavam, mas antes disso nada me fez ter um maior cuidado porque não existia forma de antever o que iria surgir, para mais num caminho onde não existe passeio, circulando o grupo por cima do traço que divide a estrada da vala. 

20
Out18

Anúncios enganadores

O Informador

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Quem já andou à procura de novo emprego, de certo que já terá reparado que muitos dos anúncios que aparecem nas diversas plataformas de busca indicam mais do que na verdade a oferta tem à disposição. Existem empresas que ainda conseguem anunciar uma coisa e no momento da entrevista apresentam uma outra bem diferente da que divulgam pelos sites de emprego e redes sociais.

Há dias inscrevi-me, via email, numa proposta que encontrei numa página de Facebook dedicada à publicação de anúncios de emprego. Nem cinco minutos passaram até que recebi uma chamada de quem publicou o dito anúncio a querer marcar entrevista e logo perguntei se as funções seriam as que eram mencionadas e se seria para trabalhar para a própria empresa. Era uma empresa de trabalho temporário, no entanto o anúncio dava indicações que seria para integrar a equipa da dita empresa e não para trabalhar através deles para os seus clientes. Questionei a situação na chamada que me foi feita e confirmaram que tinha percebido bem. Entrevista marcada para a semana seguinte. 

No dia da entrevista, cheguei uns minutos mais cedo, como sempre, porque chegar na hora exata não é comigo. Já lá estava uma jovem candidata em espera. Conversamos um pouco antes de ser chamada e como as paredes de certos gabinetes são feitas para poderem ser desmontadas a qualquer momento, ouvi alto e bom som toda a entrevista e logo pensei que tinha duas opções. Ou a minha entrevista seria diferente da dela ou então seria mais um engano entre anúncio e realidade. Quando a entrevista da jovem terminou fiquei em espera um pouco para ficaram em reunião por uns minutos e deu para falar com a candidata que logo me disse que não tinha sido aquilo que estava no anúncio a que respondeu e que não iria aceitar.

A porta volta a abrir-se e começa a minha entrevista. Tudo a correr bem, fazendo que não sabia o que viria a seguir. Até que quando começam a levar a questão para a função logo pergunto se seria para o mesmo que a candidata anterior porque infelizmente tinha sido obrigado a ouvir. Disseram-me que sim e a resposta seguiu com um «não foi isso que estava anunciado e que me confirmaram ao telefone», tendo sido uma das minhas entrevistadoras a ligar, por sinal. Expliquei a razão de não aceitar a proposta e de nem pensar nela sequer e a entrevista terminou nesse exato momento.

05
Out18

Dança Theresa May, dança...

O Informador

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Theresa May não tem tido vida fácil nos últimos tempos como Primeira-Ministra britânica, no entanto e para tentar passar uma imagem distinta da formalidade habitual, a entrada no congresso do Partido Conservador foi feita a dançar, descordenada, sorridente e a gozar consigo própria ao som de Dancing Queen dos Abba. 

Enfrentando a oposição dentro do próprio partido face às negociações para com a saída da União Europeia, Theresa May quis assim mostrar um outro lado, o da boa disposição perante o que tem acontecido nos últimos meses, entrando em palco sem jeito algum para dançar mas criando um momento caricato que surpreendeu a plateia e o Mundo. 

03
Out18

Não é esquecimento...

O Informador

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Existem situações que podem acontecer por mero descuido. Existem outras que não são um simples descuido, sendo mesmo a crença que permanece em como tudo vai correr da melhor maneira.

Imaginemos uma reunião com mais de trinta pessoas, onde poucos se conhecem. O que deverá ser um dos primeiros procedimentos a ter antes de entrar na sala? Desligar o som do telemóvel! O que acontece já durante os esclarecimentos? Um telemóvel toca, mas não fica sozinho!

Entramos na sala e alguém se esqueceu de colocar o telemóvel no silêncio. Desculpável, o aparelho toca e é colocado nesse momento sem som. Quem está responsável pelo grupo pede para se verificar quem não tem o seu telemóvel no silêncio para o colocar. O que acontece uns minutos depois a alguém que por acaso, mas só mesmo por acaso, até verificou se estava tudo bem com o seu amigo tecnológico? O toque! Olhou para o ecrã no momento do pedido após a primeira interrupção para quê? É que não foi certamente para verificar o som, sendo mais para fazer que tinha visto o que afinal não viu. 

27
Set18

Lixo de Lisboa

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«Lisboa é linda!», sim é verdade! Lisboa está na moda, também é verdade! Lisboa está suja, uma verdade de que poucos falam mas que todos conseguem ver quando passam por determinadas ruas mais movimentadas de determinadas zonas e bairros. 

Andar em Lisboa na zona entre o Chiado e o Príncipe Real, por exemplo, é por vezes como andar a fazer uma excursão em modo salta pocinhas através do passeio. De sacos do lixo para ser recolhidos em pleno dia junto a portas de prédios e estabelecimentos ao lixo que é deixado pelo chão, de tudo se pode ver por aquelas ruas. Não percebo como é que a autarquia, em pleno século XXI, continua com a opção dos moradores deixarem o lixo em sacos e caixas junto às portas, não existindo contentores para a recolha onde se acumulava tudo em determinados locais e não se espalhava tanto saco. As pessoas deixam o que é para ser recolhido na rua, os sacos abrem-se, os animais de rua mexem, as embalagens espalham, quem passa vai deitando restos para cima do lixo que está no chão para recolha. Isto faz sentido numa cidade que parece tão evoluída e que continua a ter um problema com a reciclagem?

Passar por avenidas e ruas movimentadas e andar durante minutos sem encontrar um só caixote do lixo, mesmo que sejam dos pequenos para depositar um papel, também é uma realidade. Andamos e andamos e nada de depósitos, encontrando sim tudo deixado pelo chão porque se a ideia é colocar o «lixo no lixo», em Lisboa essa fórmula não deve ser defendida pela autarquia, uma vez que não fazem por isso. Onde andam os contentores para que residentes e turistas não tenham de andar com os restos na mão tanto tempo até que se cansam e os deitam para o chão que mostra ser essa uma prática recorrente?

06
Set18

Doar literatura

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Encontrei livros! Sim, encontrei dois sacos cheios de livros, no total dezanove, junto a um caixote do lixo, prontos para serem recolhidos por quem passasse ou caso contrário seriam levados e destruídos no processo comum de reciclagem. 

Estacionei o carro e ao sair olhei para o lado e reparei que dois sacos estavam pousados ao lado do verde contentor de lixo comum. Poderiam passar despercebidos ao olhar como sendo lixo normal, mas por acaso um dos sacos estava aberto e reparei que livros espreitavam, todos travessos e emaranhados, suspirando para que alguém os salvasse do adeus definitivo de uma vida entre leitores onde poderão ganhar segundas e terceiras oportunidades. Não hesitei, peguei nos dois sacos, abri a mala do carro, espreitei por alto os títulos que tinha acabado de encontrar e segui no caminho que estava destinado fazer. 

Mais tarde levei os achados para casa e espalhei-os pela mesa para perceber o que alguém tinha dispensado da sua biblioteca caseira. Três obras que já li, duas para ficarem na biblioteca cá de casa em espera para serem lidas e as restantes dei e deixei na biblioteca municipal para que ganhem uma nova vida. 

05
Set18

Curiosidade | Os casinos do Brasil

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Tapar o sol com a peneira e fazer de conta que a realidade não existe são dois traços culturais muito típicos dos portugueses. Quando uma situação ou circunstância é desagradável, fazemos de conta que não se passa nada e seguimos para a frente. Quanto mais ação isso exigir da nossa parte, pior.  

E parece que os nossos irmãos brasileiros “herdaram” esta nossa mania. A relação dos brasileiros com os casinos e os jogos de azar não podia ser mais cómica. 

 

Uma proibição… 

Portugal foi governado, durante meio século, por um regime político “encostado” aos ideais da Igreja Católica. Goste-se ou deteste-se, ninguém põe em causa que os valores conservadores orientaram totalmente a prática política. No entanto, Salazar nunca se lembrou de proibir a atividade dos casinos; felizmente para o mundo, pois talvez James Bond não existisse se o Casino do Estoril tivesse sido fechado na década de 40. 

Ora, no Brasil, que também tinha uma indústria de casinos florescente, um presidente da República lembrou-se de proibir todos os jogos de azar e fechar os casinos, em 1946. Diz-se que por influência da sua esposa, extremamente religiosa. E assim ficou até hoje – criou-se um “tabu” no Brasil à volta do tema, sendo os jogos considerados uma fonte de pecado e de vício moral e social. Está visto que Salazar era um libertino, ao permitir tal coisa entre nós… 

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