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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

28
Jul18

Literatura de companhia

O Informador

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Primeiramente sou conquistado por um título numa capa atraente que chama, apela a que lhe pegue e que perceba o que está na sua contracapa, a sinopse que muitas vezes se faz acompanhar por citações de críticos que acabam por ajudar a escolher levar ou não uma certa obra comigo para que me possa sentir bem acompanhado ao longo de várias horas. A primeira fase é concluída muitas vezes com várias semanas de antecedência até que a nova etapa surja.

É assim o meu apego literário, primeiro escolher, depois nem sempre ler nos primeiros dias, deixando o livro esperar, ganhar o seu espaço na mesa-de-cabeceira, até que ganhe o seu tempo, entendendo cada vez mais como a disposição pessoal é importante para poder entrar numa determinada leitura.

Esta é a verdade, ler um romance num momento em que andas muito bem com a vida é para mim, por vezes, um desastre, por não levar tão a sério certos momentos relatados em vidas que podem existir por aí. Num bom momento adoro entrar em narrativas onde o suspense, os crimes e violência, a maldade e os conhecimentos surgem, dando um pouco mais de trabalhado e criando no leitor um maior estímulo onde a necessidade de concentração é essencial. Estando de bem com a vida, numa boa fase, consegues encontrar-te bem melhor com uma leitura que exige mais de ti, o que, por exemplo, os romances comigo não necessitam. Vejo uma bela história de amor a ser contada através de palavras escritas como um bom companheiro para relaxar, deixar a mente sonhar, mesmo que o momento pessoal não seja o melhor, pelo menos durante aqueles momentos deixas os teus problemas, acabando por entrar numa vida que talvez desejasses ter ou viver, deixando de lado o que por vezes te apoquenta.

Um bom livro convida o seu leitor a viajar, a entrar numa história que não é sua, mas que pode ser quando é possível ficar lado a lado com cada personagem e ter um momento experimental de tudo o que vai acontecendo. Dos meandros obscuros das histórias pesadas às criações românticas, o que nos dará maior alento num momento mais chato? A leveza do sonho, ao contrário dos pesadelos que só nos poderiam colocar mais para baixo, o que não é exatamente o que necessitamos em certas fases pelas quais vamos passando.

20
Jul18

As Vantagens de Ser Invisível | Stephen Chbosky

O Informador

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Título: As Vantagens de Ser Invisível

Título Original: The Perks of Being a Wallflower

Autor: Stephen Chbosky

Editora: ASA

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2018

Páginas: 264

ISBN: 978-989-23-4279-5

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Charlie tem 15 anos e ainda sonha com o primeiro beijo. Tímido, introvertido, não tem qualquer amigo. Acaba de entrar no décimo ano e já conta os dias que lhe faltam para acabar o secundário. Olha à sua volta e sabe que não pertence a nenhum grupo. É apenas um miúdo sensível, com uma inteligência superior à média, dividido entre viver a vida ou fugir dela. na dúvida, prefere ser invisível, como uma flor no papel de parede, que está lá mas em quem ninguém repara. 

Não se vai manter invisível durante muito tempo. Sente a pressão do primeiro encontro, da primeira namorada. em seu redor há festas, sexo, drogas e um suicídio que o marca para sempre. Mas há também Sam, uma finalista por quem se apaixona perdidamente. e o meio-irmão dela, Pat, que é homossexual mas ninguém sabe. Os dois vão acolher Charlie, iniciá-lo num mundo de descobertas, guiá-lo ao longo dos misteriosos anos da adolescência. 

As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky, é uma obra de enorme ternura, por vezes cruel, e sempre de uma sinceridade desarmante. Charlie abre-se ao leitor, revela os seus medos, angústias e o terrível segredo que o acompanha desde a infância. 

Várias vezes premiado, e também censurado em algumas escolas e bibliotecas dos Estados Unidos, foi adaptado ao cinema pelo próprio autor, num filme da MTV, com Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller nos principais papéis.

 

Opinião: Charlie, um adolescente de 15 anos, apresenta-se ao leitor, o fiel confidente das suas cartas ao longo de um ano, de modo solitário, mostrando que tudo à sua volta parece ruir, não existindo proximidade entre este jovem e os seus pares e colegas de escola. É assim através da escrita que Charlie desabafa, contando o seu dia-a-dia e as mudanças que vão ocorrendo também perante o seu modo de estar e convivência social e familiar. Ao longo deste ano de partilha, este jovem conhece novos mundos, amando e apanhando desilusões para com as pessoas pelas quais se vai aproximando. 

O primeiro amor, o álcool e as drogas, o sexo, a violência, a perda e a maldade. A vida de um jovem que percebe que afinal é fácil atrair alguém que goste de si, encontrando pares tão semelhantes que o levam a atingir uma outra maturidade com o tempo, num ano apenas. Estamos assim perante um jovem que só vê As Vantagens de Ser Invisível.

Contando histórias através de cartas que se podem traduzir num pequeno diário, Charlie conduz o leitor pela sua vida, convidando a uma reflexão sobre os comportamentos humanos em momentos de aprendizagem em pontos de transformação pessoal onde também os outros estão a sofrer alterações na sua vida. Essencialmente este adolescente encontra ao longo deste tempo o seu lugar em sociedade ao mesmo tempo que esta continua o seu ciclo, com os altos e baixos que cada um em particular vai sofrendo.

 

26
Jun18

As Sombras de Leonardo da Vinci | Christian Gálvez

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Autor: Christian Gálvez

Título original: Matar a Leonardo da Vinci

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Março de 2018

Páginas: 388

ISBN: 978-989-724-367-7

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Século XVI. Os conflitos pelo poder nos Estados Italianos crescem ao mesmo tempo que as artes prosperam. A Igreja e famílias como os Médici e os Sforza detêm o domínio do território e das riquezas. Savonarola ganha seguidores. Verrocchio, Botticelli, Miguel Ângelo e Rafael são artistas respeitados. 

Florença é casa dos Médici e berço desta ebulição cultural. O criativo e genial Leonardo da Vinci finalmente começa a criar nome, tem o seu próprio ateliê e clientes e liberdade para desenvolver a sua arte e as suas invenções. Mas uma acusação anónima de sodomia obriga-o a abandonar os seus planos e a cidade das artes. 

Invejas e medos, ignorância e corrupção, sofrimento e perseguição. Quando Leonardo percebe que nada do que parece ser é e que os inimigos podem estar em qualquer lugar, debate-se entre a vontade de triunfar e o desejo de vingança, entre o homem pecador e o génio inventivo, entre o passado e o futuro.

Este é um romance histórico com uma extensa pesquisa por trás, em que as descrições e os grandes nomes da época criam o ambiente perfeito para conhecermos melhor o homem por trás de toda a genialidade. 

 

Opinião: Um verdadeiro thriller histórico onde Christian Gálvez dá a conhecer ao leitor um pouco mais sobre Leonardo da Vinci, o homem por detrás do génio que criou, inventou e deixou marca. 

Com base numa forte investigação histórica por parte do autor, As Sombras de Leonardo da Vinci tornou-se numa obra que alia a ficção com a realidade por onde o poder político e religioso ganham fortes contornos na vida do criador que foi definindo assim a sua forma de estar e agir consoante os contratempos que lhe foram colocados pelo caminho. 

Uma narrativa sobre a vida de Leonardo da Vinci que muitos desconhecem para além da obra criada e dos seus últimos anos de existência. Nascido através de uma relação clandestina entre o seu pai e uma escrava, criado somente pela mãe e pelo seu companheiro, rapidamente Leonardo ambicionou mais para conhecer o mundo para além do que lhe era permitido. Traído desde o início pela sua própria família paterna e pelos seus amigos mais próximos, o jovem de Vinci lutou pelo conhecimento próprio e pelo reconhecimento perante quem não o aceitou, estudando, interpretando e amando, de um modo não muito bem visto pelos outros, mas que o deixou bem ao longo de uma vida aparentemente solitária e de lutas constantes com poderes perseguidores e geradas por conflitos onde as ambições não andaram durante a maior parte do tempo de mãos dadas com a política das grandes instituições. O poder da influência e as movimentações de bastidores sempre estiveram no caminho de Leonardo, ajudando a criar a sua personalidade onde a inconstância, os receios e medos sempre persistiram perante uma vida onde se ansiava pelo sucesso mas ao mesmo tempo pelo sossego e liberdade. 

04
Jun18

Uma Pequena Sorte | Claudia Piñeiro

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Autor: Claudia Piñeiro

Título original: Una Suerte Pequeña

Editora: D. Quixote

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Maio de 2018

Páginas: 256

ISBN: 978-972-20-6449-1

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Uma mulher regressa à Argentina vinte anos depois de a ter deixado para fugir de uma tragédia. Mas aquela que regressa é outra: já não tem a mesma aparência e a sua voz é diferente. Nem tem sequer o mesmo nome. Será que aqueles que a conheceram em tempos a vão reconhecer? Será que ele a vai reconhecer?

Mary Lohan, Marilé Lauría ou María Elena Pujol – a mulher que ela é, a mulher que foi e a mulher que terá sido –, volta aos arredores de Buenos Aires, ao subúrbio onde formou uma família e viveu, e onde irá enfrentar os atores do drama que a fez fugir. Ainda não compreende porque aceitou regressar ao passado que se havia proposto esquecer para sempre. Mas à medida que o vai compreendendo, entre encontros esperados e revelações inesperadas, perceberá também que às vezes a vida não é nem destino nem acaso: talvez o seu regresso mais não seja do que um pequeno golpe de sorte… uma pequena sorte.

Claudia Piñeiro surpreende e cativa com este romance incisivo e comovente, onde a realidade e a intimidade se cruzam numa densa teia urdida para prender o leitor.

 

Opinião: Pegar em Uma Pequena Sorte sem conhecer nada sobre a escrita de Claudia Piñeiro pode ser um risco, tal como percebi pelos primeiros capítulos desta obra que me assustou por me deixar perdido sem perceber onde me tinha realmente metido quando decidi iniciar a leitura desta narrativa. Senti-me desnorteado, sem encontrar o ponto onde me poder cruzar com a protagonista desta história, até que a descoberta acontece e o que parecia meio turbulento e sem rumo ganha uma linha condutora que me prendeu. 

Não percebi de forma imediata o que estava a ser contado e fiquei mesmo com a ideia que iria ser assim até ao final, só que não. A mudança acontece e a partir desse momento, que parecia tardar mas apareceu, tudo mudou e de um momento para o outro o que estava a ser maçador passou a ter conteúdo e um interesse que me levou a percorrer página a página num ápice até ao final que não me surpreendeu pelo que vai sendo contado mas que acabou por ir ao encontro do desejado. 

Contando um presente recheado de receios, angústias e ao mesmo tempo com ambições e dúvidas e regressando ao passado em determinados momentos, os alicerces estão todos bem vincados em Uma Pequena Sorte com a finalidade de aliciar o leitor que encontra a vida de uma mulher com um passado omitido e acaba por descobrir que por vezes a luta pelo parecer bem perante a sociedade acaba por desfazer uma felicidade plena. 

Alterar uma vida de forma total, deixar uma família para trás, mudar de nome e esquecer tudo o que ficou num outro país, esquecendo a felicidade do passado e apostando num presente e futuro longínquo, tão diferente quanto o inesperado porque as surpresas nem sempre estão do lado de quem opta por correr o risco de partir sem objetivos definidos pelo que está para chegar, só sabendo o que não quer levar consigo. 

Senti-me atraído pela história desta misteriosa mulher que receia regressar ao local onde já foi feliz mas que ao mesmo tempo procura nomes conhecidos, ruas por onde circulava, casas que frequentou e acima de tudo uma pessoa que sempre amou, mesmo sem nada saber sobre o que se terá passado a partir do momento em que decidiu partir após um acontecimento que gerou uma consequência bem dura não só para si. 

Valerá afinal de contas deixar tudo por resolver durante anos, décadas mesmo, sem saber o que está do outro lado? Fiquei preso, pensativo e a criar o que iria ser o desenrolar de cada situação que ia sendo contada, querendo sempre saber mais e mais porque cada página alterava o que estava a ser contado e o futuro parecia estar mesmo ali a acontecer ao lado. 

25
Mai18

Feira do Livro de Lisboa | 20|20 Editora

O Informador

 

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O Espaço 20|20 Editora marcará, em mais um ano, presença na Feira do Livro de Lisboa, nesta que é a 88ª edição do certame. Este ano são vários os autores e eventos marcados dentro do recinto do grupo editorial, mas o destaque vai sobretudo para a presença de Sara Blaedel, a rainha dinamarquesa do thriller. 

A visitar pela primeira vez Portugal, Sara Blaedel será a anfitriã do Espaço 20|20 Editora logo no primeiro fim-de-semana de Feira. A autora estará nos dias 26 e 27 no certame, pelas 15h00 e 18h00, estando disponível para receber os seus fãs numa conversa sobre o seu novo livro Mulheres da Noite, fazendo também sessão de autográfos. 

A par desta boa surpresa internacional, vários serão os workshops preparados, tal como showcookings, animação, conversas com autores e momentos de leitura agendados para que todos possam usufruir do espaço da editora ao longo dos dias de Feira onde todas as editoras do grupo 20|20 estarão presentes, como é o caso da Booksmile, Nascente, Topseller, Vogais, Elsinore, Cavalo de Ferro e Fábula. 

 

25
Mai18

Feira do Livro de Lisboa | Clube do Autor

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88ª Feira do Livro de Lisboa arranca hoje, 25 de Maio, e a editora Clube do Autor presenteia os leitores e visitantes do certame através da presença de um dos seus autores nacionais mais conhecidos. Miguel Sousa Tavares estará hoje mesmo, pelas 19h00, no espaço da editora a autografar o seu novo livro, Cebola Crua com Sal e Broa. 

Esta será a primeira presença no espaço do Clube do Autor na Feira do Livro deste ano, mas outros convidados estão já agendados, deixando-vos algumas das novidades pelos próximos dias. 

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