Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Informador

05
Abr15

Falar pelas costas

Quando a empregada de um café comenta maldosamente a vida de um cliente, de colegas ou dos patrões, enquanto atende alguém não é bonito, para mais quando tece tais comentários com pessoas a ouvirem, esquecendo-se que não se encontra sozinha, num canto ou numa mesa mais sorrateira do estabelecimento.

Perceber que se comentam vidas de pessoas que acabaram de sair de um lugar e que por vezes podem ser conhecidas de quem ouve porque está no local onde as pessoas deviam estar a trabalhar e deixar a conversa fiada de lado é mau. Os funcionários de milhares de estabelecimentos esquecem-se que quando falam de um cliente à frente de outro correm o risco de logo de seguida a pessoa que as está a ouvir por obrigação pensar que quando deixa o balcão vai sofrer algumas dentadas do género das proferidas sobre os outros anteriormente.

Ser atendido, perceber que são feitos comentários e algumas caretas sobre quem estava à nossa frente e depois sair com o pensamento que seremos os próximos a sofrer na língua daquela pessoa é uma situação que me leva a pensar se voltarei em breve ao local ou se o dispenso e procuro outro sítio para beber café!

30
Dez14

Ofendidos por falar! E se pensar?

Não sei se diga, se conte ou simplesmente pense! O que sei é que se ofendem por admitir as verdades, então nem quero reflectir no que aconteceria se soubessem o que penso sobre cada qual!

Não digo tudo o que me vai passando pela cabeça porque também não sou um maluquinho para andar a disparar para todos os lados. Embora muitas vezes apeteça mandar tudo e todos ao ar e seguir em frente como uma fénix, isso não pode acontecer. Lixam-se com simples palavras e comentários que transmito que nem revelam metade do que me vai pela cabeça. Agora se deixasse escapar tudo o que por aqui vai queria ver a festa que não seria com tanta tinta a escorrer por um autêntico tiroteio de paintball. 

Se já ficam ofendidos com o que falo, imaginem se soubessem o que penso! Ai! Ai! Ai!

14
Fev14

Pombo correio sem moda

Encontrar o paradeiro da correspondência e perceber que nem sempre se consegue alcançar a resposta que se quer acontece a quem se julga o melhor. Depois e porque pode existir o momento da recusa e de obter más palavras do outro lado devido ao comportamento que se tem tido, opta-se por tentar encontrar pombos correio para conseguir saber o que se quer. Então, os melhores precisam de disfarces para perceberem o que se passa com os outros?

Qual a necessidade de não se enfrentar cara-a-cara alguém que nem faz mal e que talvez precise de ajude na vida? Perguntar a quem está à volta o que se anda a passar só porque se tem vergonha ou preferir esconder o seu interesse em alguma história é feio. Torna-se um mau momento quando chegam ao pé de ti e perguntam-te o que se passa com uma pessoa, isto porque os cuscos não conseguem ter a dignidade de colocarem uma simples questão à identidade sobre quem sentem alguma curiosidade, por acharem que são melhores que qualquer um e que não querem saber de ninguém.

A preocupação existe e há que respeitar as pessoas quando estas não estão bem, precisando do seu espaço e depois ficava sempre bem aos curiosos frustrados enfrentarem alguém, questionando e apoiando nos bons e maus momentos, mesmo que todos se mostrem fortes e incapazes de quebrarem barreiras por se acharem os supra poderosos donos do mundo e da razão.

Quem precisa de pombos correio nesta vida de merda? Os conquistadores que ao fim e ao cabo ficam sozinhos pelo mundo por serem postes com falta de sentimentos e identidade própria, recorrendo às questões fúteis sobre a vida do lado para tentarem pescar o que tanto lhes anda a fazer comichão e que não conseguem admitir.

Eles precisam da sociedade mas preferem andar sozinhos e a pensarem na vida de cada um a chegarem-se a quem desejam, seja pelo bem ou pelo mal, isto porque se querem mostrar os reis, aqueles que conseguem ser felizes com a solidão e que não gostam de mostrar preocupação para com os outros, fazendo o recurso ao diz que diz para conseguirem perceber o que tanto querem sobre quem lhes faz moça.

O uso do pombo correio está tão fora na época das redes sociais!

05
Set13

Falar pela frente

O palavra passa a palavra nunca dá bom resultado e cada vez mais apelo a que as pessoas que tenham algo a dizer que me enviem os recados diretamente e não por terceiros que podem distorcer. Se não têm intenção de me dizer alguma coisa então também não digam aos outros como desabafo porque o segredo poderá chegar até à pessoa e pode não cair bem quando é recebido. 

Já não estou na idade do deixar as coisas por dizer e peço que os outros façam o mesmo e se existe receio da reacção é porque também não existem certezas se o que acham mal os afecta. Neste caso e se tiverem opiniões firmes tentem logo esclarecer as coisas em detrimento de deixarem pedras sobre pedras e depois andarem a mexericar sobre o assunto sem conseguirem chegar a lado algum.

Isto não é para ninguém em particular mas é para todas as pessoas que lerem este texto porque nunca se sabe quando poderão estar num pré confronto comigo por algum motivo. Aí se tiverem algo a dizer é para deixarem a conversa acontecer e não andarem com paninhos quentes e caras disfarçadas a mostrarem que está tudo bem quando a realidade é outra.

31
Mar13

Falar ao telemóvel e comer a conduzir

Eu achei que tinha sido uma piada, mas pelos vistos o senhor estava-me a fazer sinais como se tivesse razão e como se não tivesse a fazer algo errado ao volante. Deu para rir porque tenho mesmo graça ver que existe alguém que só vê o mal dos outros. É melhor explicar a situação!

Vinha eu a caminho de casa, a comer uma sandes daquela famosa cadeia de comida rápida com base em hambúrgueres, e o senhor que vinha na viatura atrás de mim deve ter percebido que estava a comer e começou-me a fazer sinais de luzes e a fazer gestos de comida. Até aí, era normal, não que eu o tivesse a incomodar, mas pronto, não se deve comer enquanto se conduz. Até achei que tinha razão! Mas o que foi giro veio depois!

Então não é que passados poucos segundos o mesmo senhor que continuava atrás de mim começou a falar ao telemóvel? Eu pensei, ora aí está, incomodado porque eu venho a comer e a conduzir, mas ele acha que pode falar ao telemóvel!

Nisto, o senhor lá se lembra de me ultrapassar e não pude perder a oportunidade de lhe apitar e fazer o sinal de que ia ao telemóvel e não o pode fazer.

Será que o homenzinho estava era com inveja por eu ir a comer e não porque eu não o devia fazer enquanto estou ao volante de um automóvel? É que depois errou tanto como eu! Achei piada, porque dá para ver que antes de falarmos dos outros temos que colocar os olhos em nós, porque também erramos!