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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

18
Jun18

Sempre a Comer

O Informador

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Certezas, certezas não tenho, mas quase que aposto que a maioria dos leitores que estão a ler estas palavras se vão identificar com a minha partilha enquanto esfomeado nos períodos em que passo mais horas seguidas em casa. 

Se andar a trabalhar e ocupado mentalmente durante várias das horas em que me encontro acordado as refeições são feitas de duas em duas horas, visto tentar manter sempre períodos mais ou menos exatos para comer alguma coisa, do pequeno-almoço ao segundo pequeno-almoço, o almoço, o lanche, o segundo lanche, passando pelo jantar e pela dita ceia, onde petisco sempre alguma coisa antes de me deitar com a finalidade de adormecer. Isto acontece em dias teoricamente normais, no entanto se estiver em casa mais tempo que o normal é o descalabro total. 

Imaginemos uma tarde inteira sem sair. Almoço, passada talvez uma hora vou ver o que posso tirar da despensa para matar o bicho. Passado mais um pouco abro o frigorífico e tiro uma fatia de fiambre. Um pouco depois lá resolvo lanchar, fazendo umas torradas e chá ou iogurte, mas como se não bastasse, eis que regresso em menos de nada para comer umas bolachas ou mesmo uma taça de flocos.

Sério, eu acredito que não serei caso isolado, mas uma pessoa que esteja mais parada em casa tem assim tanta necessidade de andar sempre com o pensamento em trincar alimentos que nos façam bem mas também gulosices que só servem mesmo para tirar a ideia que vai surgindo enquanto estamos a ver uma série, a ler ou escrever?

17
Jun18

Eu! Uma pessoa distraída!

O Informador

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Distraído enquanto circulava num jardim, onde um grupo de seniores dançava num momento festivo pelo final de um ano letivo de aulas para tempos livres, como a dança, o canto, pintura e por aí fora, eis que a concentração no grupo enquanto andava era tanta que me deixei levar e lá fui embater com um poste de eletricidade. 

É isso mesmo, quando senti já estava com a testa no pilar, os óculos de sol a meio da cara e uma dor no local do impacto a começar a anunciar-se. Rapidamente tentei disfarçar, claro, peguei no telemóvel e de câmara ligada para perceber como tinha ficado a testa, a sangrar, o que com uma lavagem e o ar depois a bater acabou por passar rapidamente. 

30
Mai18

A despedida

O Informador

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As despedidas nunca foram o meu forte e hoje serei eu a deixar o projeto onde permaneci por um ano, primeiramente com vontade de agarrar o lugar e para o fim com a ideia que o final tinha de acontecer o mais rapidamente possível a favor do meu próprio bem estar.

Hoje é o dia, exatamente um ano após o primeiro, quando tudo começou, sendo necessário aprender tudo sobre uma área que não conhecia. Com um primeiro mês de aprendizagem e onde o desenrascar era necessário, as coisas foram acontecendo e hoje saio com o sentimento de missão cumprida, dando o meu melhor, esteja num bom estado de espírito ou não, aqueles momentos são para dar o que melhor tenho em termos laborais e isso não me falha, ou raramente falha. A equipa sempre me deu incentivo e no momento em que aos poucos se ficou a saber que a minha saída estava prevista por vontade própria vários foram os que tentaram fazer-me voltar atrás numa decisão já tomada. Sou de ideias exatas e quem me conhece sabe que quando tomo uma decisão que a mesma é para levar em diante e assim foi. Quase dois meses passaram após a conversa sobre a saída e hoje entrarei, subirei as escadas para mais um dia normal de trabalho, onde nem o facto de mudar de funções me fez ficar porque a vontade já foi decidida e não há quase volta a dar.

Trabalharei até à última hora do horário destinado, ensinarei quem ficará no meu lugar e deixarei o lugar com a certeza que fiz um bom trabalho. Os meus pensamentos não estão sozinhos nesse campo e quando se tem uma equipa a mostrar agrado pelo que foste fazendo e da forma como evoluíste rapidamente numa área laboral que não era a tua, é bom. Sempre é bom receber elogios e quando se tem ideia de que se está bem e se consegue perceber pelos outros que tens razão no que pensas sobre ti, perfeito.

Hoje será o Adeus, sei que irei soltar uma lágrima e que estes doze meses ficarão para sempre na lembrança. Trabalhei, conversei, brinquei, sorri e até me deixei emocionar. Muito aconteceu ao longo desta passagem com dias menos bons por me sentir sem vontade para enfrentar as horas onde já não estava bem, mas sempre disfarçando e dando o melhor que consegui. Mas também onde os bons momentos acabam por abafar os menos bem passados. 

30
Abr18

Descanso com cansaço positivo

O Informador

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Uns dias de pausa teoricamente significam descanso e foi isso que consegui ter num fim-de-semana entre amigos e conhecidos, no entanto no final e ao chegar a casa para me preparar para o regresso à rotina, consigo perceber que embora tenha descansado, aproveitado para pouco fazer para além de comer, dormir, conversar e divertir, acabei por terminar a pausa de rastos.

A verdade é essa mesmo, uns dias de folga, combinados para descansar por vezes acabam por se revelar mais cansativos que qualquer outro fim-de-semana rotineiro. O ambiente altera, as pessoas estão para se divertirem e o ambiente acaba por se tornar propicio para se passarem bons momentos de total descontração, sem tempos marcados e afazeres urgentes para deslocações rápidas para aqui ou acolá. Tudo decorre ao sabor da maré, as refeições vão sendo feitas sem cumprirem horários, as conversas fluem entre o som que as colunas soltam, os animais de estimação fazem companhia e entretêm com as suas meiguices e brincadeiras e os copos vão passeando pelo espaço ao sabor da dança.

Este é um fim-de-semana entre pessoas que se gostam, onde o bom ambiente existe e cuja intenção é só uma, aproveitar o momento, desfrutando da pausa e do bom que a vida nos dá entre pessoas que podem não estar desde sempre nas nossas vidas, mas que aos poucos vamos conhecendo e percebendo que o tempo nos coloca pela frente seres que nos completam falhas e que vão surgindo quando menos se espera como agradáveis surpresas.

O que posso concluir com um fim-de-semana diferente, bem passado e de descanso, é que aproveitei ao máximo mas no final, pela exaustão, acabei cansado mas de bem com a vida, com baterias recarregadas para mais uns dias normais e com o pensamento de que a vida é mesmo feita de mudanças e que é no descomplexo que cada um tem de ter sobre si e sobre os outros que a vida circula. Por vezes é necessário riscar para apostar em novos caminhos onde sentimentos bons criam boas energias e este ano tenho percebido e enveredado por celebrar o que tenho de bom e não seguindo trajetos já estabelecidos que nem sempre me transmitem agradavéis sentimentos. 

25
Abr18

O gajo dos Rs

O Informador

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Quem não me conhece pessoalmente ou não tenha visto alguns vídeos partilhados pelas redes sociais onde falo um pouco, não sabe, mas durante anos tenho mantido o meu complexo com os Rs. Melhor explicar para ficarem a perceber este título e a razão de tudo acontecer. 

Em pequeno, numa queda quando estava ainda a iniciar a fala, cortei a língua, tendo sido cozido a sangue frio na altura, há trinta anos, e desde aí que a aprendizagem oral correu bem mas sempre fiquei a arranhar com os Rs a meio das palavras, mesmo tendo terapia da fala nos primeiros anos de ensino primário. A situação foi melhorando com o ensino especifico e com os anos, mas para mim, embora me digam que não, ficou sempre um vestígio que se faz notar em certas palavras, mais até quando falo de forma rápida e me esqueço da precaução que fui adquirindo, fruto da aprendizagem ao longo do tempo, de escolher certas palavras em substituição de outras para fugir ao que sei que existe. 

Arranho um pouco quando encontro um R a meio de uma palavra, por exemplo em «carta», «Marta», «cortei», «partido» e palavras do género, onde geralmente o R surge após uma vogal. Tenho um complexo com esta falha que não consigo controlar. Sei que por vezes não se nota tanto, mas para mim, quando vejo um vídeo próprio onde falo, deteto logo que determinada palavra não devia ser dita, repetindo por vezes até conseguir disfarçar ou optando por retirar mesmo a palavra que me deixa constrangido por não ser pronunciada de forma totalmente correta, existindo uma falha que não quero e nem gosto de mostrar aos outros assim de forma tão direta. Podendo trocar palavras por outras que soletre de forma correta e sem qualquer R que me faça mostrar a fragilidade que não me incomoda nem me causa dissabores, mas que não me agrada, para mais quando sei que a tenho e que até a consigo deixar para trás através da auto aprendizagem que fui tendo para esconder este pequeno problema que não incomoda mas que também não me é indiferente, caso contrário nem falava nele e até me expunha um pouco mais através de vídeos falados pelas redes sociais. 

23
Abr18

Aquelas saídas!

O Informador

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A idade pesa e quando falamos em saídas noturnas o fator idade revela-se cada vez mais!

Há uns anos, não há muitos, sendo talvez somente necessário recuar uns cinco anos, fazer uma noitada até altas horas era fácil. Ver as horas passarem e quase chegar ao amanhecer a casa não acontecia regularmente mas quando existia algo que o justificasse ia e ficava bem, tanto ao longo da noite como no dia seguinte após dormir umas horas pela manhã. Hoje, após os trinta, sair à noite não pode passar certos horários, já que mentalmente começo a bloquear por pensar no dia seguinte e acabar por não conseguir descansar tanto como desejado. 

A idade pesa e quem diga o contrário que se vá lixar com a sua conversa! Os anos passam e não dá para andar em festa sistematicamente, já não sentindo a pedalada de outros tempos onde cheguei a fazer diretas, trabalhar no dia seguinte em boas condições e voltar a sair, passando quase quarenta e oito horas sem ver a cama e estando bem. Agora isso não acontece, mesmo que para muitos essa possibilidade exista e nem consigam compreender a minha opção de querer chegar mais cedo a casa, poder dormir o que o corpo exige para ter um dia seguinte mais pacífico, sem cansaço e moleza a prejudicarem as horas que estarei acordado a pensar que tenho de voltar a sentir os lençóis de perto para recompor o que ficou para trás.

20
Abr18

Sete anos depois...

O Informador

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Uma imagem, uma recordação representativa de um momento! Não me lembrava desta fotografia, tirada no Funchal, há precisamente sete anos, mas a passagem pelas redes sociais, que nos vão alertando sobre o que andamos a fazer neste dias pelos anos anteriores, ajudou-me a relembrar que estava de férias, livre e feliz. É assim que recordo aqueles dias passados na ilha por onde subi e desci ruas e conheci lugares onde tenciono voltar para redescobrir e também para que consiga visitar o outro lado da Madeira, a parte mais tradicional, mais rural, e onde em 2011 não fui. 

A imagem indica-me liberdade e paz, sendo que as memórias que tenho daqueles dias são essas mesmas porque ali vivi ao sabor da maré, sem horários, sem pressas e sem os constrangimentos do dia-a-dia, onde as correrias e os problemas surgem sem pedirmos. Naquelas férias descansei, conheci, sorri, voei, flutuei, saboreei e acima de tudo vivi e amei.

Desta imagem destaco ainda o facto de andar com uma mini máquina fotográfica, algo que os telemóveis destronaram na minha vida, um quispo que ainda faz parte do meu guarda-roupa, tal como o lenço preto que ficará para sempre comigo por ter um significado especial. Tudo o resto já foi porque vivemos de memórias mas também de mudanças e se vamos crescendo física e psicologicamente, tudo o que nos vai ajudando a compor também tem a obrigação de ser reciclado. 

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