Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Informador

Twisted Love | Ana Huang

Clube do Autor

twisted love.jpg

Título: Twisted Love

Título Original: Twisted Love

Autor: Ana Huang

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2022

Páginas: 368

ISBN: 978-989-724-630-2

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Alex Volkov é um demónio com coração de gelo. Abençoado com o rosto de um anjo, foi amaldiçoado por um passado do qual não pode escapar. Impulsionado por uma tragédia que o persegue desde a infância, procura implacavelmente a vingança, ignorando os assuntos do coração. Quando se vê forçado a cuidar da irmã do seu melhor amigo, começa a sentir algo no peito empedernido: Uma fenda. Um derretimento. Um incêndio que ameaça acabar com a vida como sempre a concebeu.

Ava Chen é um espírito livre preso por pesadelos de uma infância atormentada. Mas apesar do seu passado, ela nunca deixou de ver a beleza do mundo, incluindo o coração gelado de um homem que ela não deveria querer. Nunca. O melhor amigo do irmão. O seu vizinho. O seu salvador e a sua desgraça.

O amor entre eles nunca deveria despontar - mas quando nasce, desencadeia uma corrente explosiva de segredos que podem destruir os dois e tudo o que eles mais prezam na vida.

 

Opinião: Twisted Love apresenta-se com uma linguagem sexual assumida onde os prazeres e a possessividade se unem através de uma relação que os dois intervenientes desejam mas que reprimem pelas circunstâncias em que se aproximam.

Primeiramente fui convidado a conhecer a jovem Ava, estudante, metida consigo e rodeada de amigas que a influenciam de certa forma a ajudar a encontrar o amor. Mais tarde encontrei Alex, uns anos mais velho, amigo do irmão de Ava, que se vê encarregue de proteger a jovem quando esta fica sozinha na vila onde vive. Alex é um ser frio, rejeitando o poder do amor, entregando o seu lado carnal às relações sem se deixar envolver.

Até que das boleias aos cuidados, a vontade de amar de Ava e o bloco frio de Alex se vão aproximando, com bastantes receios de ambas as partes até que os opostos se atraem perante uma relação bem física nos momentos iniciais e que vai com o tempo alterando para a necessidade de se manterem juntos, próximos e cuidadores de forma simultânea com as cedências que duas pessoas tão distintas têm de fazer quando se encontram apaixonadas e necessitadas uma da outra. Se por um lado ele demonstra os ciúmes e vontade de posse sem omissões, já ela fica sem chão quando pensa que o pode perder.

O Coração de um Pugilista, no Teatro Aberto

o coração de um pugilista.jpg

O Coração de um Pugilista convida o público a conhecer um homem que conheceu mundo através da sua ascenção no ringue de boxe. Leo, um velho homem que viveu e encontra-se atualmente trancado numa ala hospitalar, com uma janela que lhe transmite o que se passa lá fora. Primeiramente percebemos que este homem está refugiado no silêncio, mas é com JoJo, um jovem condenado pelo tribunal a cumprir horas de trabalho comunitário a pintar o quarto deste homem solitário que encontramos o real ser que por ali habita.

De um jovem revoltado e inusitado que entra em quatro paredes de forma forçada pelo incumprimento e que encontra um homem calado numa cadeira de rodas conseguimos encontrar a dor de dois desconhecidos que com o tempo percebem que têm mais em comum do que o pensado de forma inicial. O desconhecido de vidas revoltadas, as aparências e a vontade de triunfar e alterar o rumo do que parece estabelecido num momento mas que sempre é possível alterar quando existe vontade e um forte sentido de orientação aliado a uma voz amiga que ajuda a delinear cada caminho.

A arma secreta que Leo tem consigo para ajudar JoJo a conquistar a sua jovem amada, por outro lado este jovem é a visão de Leo do exterior, é ele que o ajuda a delinear o caminho para a liberdade. No final, estes dois caminhos não se terão cruzados por precisarem de perceber que sempre existe uma volta a dar ao estabelecido para que se consiga alcançar cada objetivo idealizado? No fim, mesmo naqueles minutos, um respira liberdade que só é conseguida pelo jogo de manipulação do outro que por sua vez tem na sua frustração inicial agora um aliado de peso chamado triunfo e rigor.

 

Não saio de casa sem...

mochila.webp

Todos nós temos os nossos acessórios e apetrechos para sairmos de casa sem nos faltar algo que nos possa fazer falta mais tarde. Eu tenho as coisas que sempre me acompanham, tu terás as tuas, que podem nem sempre, de forma geral, serem as mesmas que as minhas, mas de certo que uma ou outra deverá seguir no mesmo sentido.

Eis que quando saio de casa levo sempre, e é muito raro isso não acontecer, só se for treinar a pé, as chaves que estão colocadas num só porta-chaves, da casa, do carro e mesmo do trabalho, depois também me faço acompanhar pela carteira e telemóvel. Praticamente na maioria dos casos também levo a mochila para o carro, onde tenho sempre um caderno, um estojo, a bateria portátil e fio de carregamento do telemóvel, os auriculares, o livro que estou a ler no momento, os óculos de sol, batom do cieiro, creme das mãos, pasta e escova de dentes e lenços.

Frio que chegou!

frio.jpg

Ontem senti os primeiros arrepios da temporada e revelo que não derivaram de qualquer partida de Halloween. Estes calafrios surgiram por sentir frio, após vários meses de calor com picos ligeiros de algum vento ou dias mais frescos, mas sem necessitar de reforçar o agasalho corporal com camadas de roupa quente.

Já ontem, ao final da tarde, quando saí do trabalho, vesti o casaco de malha por cima do polo e ao sair para a rua senti aquelas temperaturas mais baixas que me fizeram ligar o ar condicionado do carro a caminho de casa. Na verdade naquele momento percebi que precisava de outro casaco, mas como não o tinha comigo tive de aguentar, seguir para o carro, aquecer o veículo e ficar com o pensamento que é melhor andar com um agasalho extra comigo a partir de agora por saber como o tempo está quando saio mas não como estará quando regresso. 

A rua ganhou automóveis

estacionamento.png

Na minha rua praticamente todas as casas sempre tiveram ocupadas ao longo dos anos, no entanto nos últimos meses algumas viram os seus antigos moradores partirem para outras paragens e os espaços acabaram por receber novos moradores. Novas famílias, novos rostos, novas histórias e também novos e mais automóveis espalhados pelos lugares de estacionamento que ainda o ano passado pareciam sobrar, tal como se tivéssemos lugares reservados por sabermos onde cada vizinho gostava de deixar o seu carro, e agora quando acabamos por chegar uns minutos após a maioria da vizinhança e os espaços outrora vagos estão descaradamente ocupados, tendo de procurar um lugar pelas ruas vizinhas.

As famílias mudaram, os novos moradores têm em cada casa um maior número de automóveis e os espaços destinados ao estacionamento agora são ocupados em menos de nada, basta os primeiros chegarem dos empregos ou dos seus afazeres fora de casa e aquele meu lugar que parecia estar quase sempre em espera já está ocupado pelo vizinho que chegou e não tendo o seu lugar cativo na rua da aldeia deixa o seu quatro rodas onde der mais jeito.

Convites duplos | O Coração de um Pugilista

03 de Novembro | Teatro Aberto

o coração de um pugilista.jpg

O Coração de um Pugilista é o novo espetáculo que o Teatro Aberto estreia a 29 de Outubro. Da autoria de Lutz Hübner, com encenação e cenário de João Lourenço, dramaturgia de Vera San Payo de Lemos e interpretações de Miguel Guilherme, Gonçalo Almeida e Bárbara Vagaroso, este é um espetáculo para todos, numa reflexão perante a demonstração da possibilidade do nascimento e crescimento de uma amizade entre diferentes gerações. 

o coração de um pugilista.jpg

SINOPSE Depois de um confronto com a polícia, o jovem Jójó é condenado pelo tribunal a cumprir serviço comunitário num lar de idosos. Cabe-lhe pintar o quarto de Leo, um velho pugilista que a instituição considera perigoso e mantém numa ala fechada. No início, a revolta e a agressividade de Jójó chocam com a apatia e o mutismo de Leo. A tensão vai-se desfazendo, quando os dois começam a partilhar as suas histórias de vida e ganham o respeito um do outro. Mas será que tudo isto aconteceu realmente? Ou foi apenas mais um dos muitos sonhos de Leo?

Com base no imaginário de um combate de boxe, O coração de um pugilista apresenta e debate diversos modos de encarar a vida e lidar com vitórias e derrotas. Quando importa atacar e esquivar? Como continuar a lutar depois de se ter ido ao tapete ou atirado a toalha ao chão? Estratégias de luta, estratégias de vida.

FICHA ARTÍSTICA

VERSÃO João Lourenço | Vera San Payo de LemosDRAMATURGIA Vera San Payo de LemosENCENAÇÃO E CENÁRIO João LourençoFIGURINOS Ana Paula RochaVÍDEO João Lourenço | Jorge AlbuquerqueSOM Cristóvão CamposCOM Bárbara Vagaroso | Gonçalo Almeida | Miguel Guilherme

SESSÕES Quarta-feira e Quinta-feira - 19hSexta-feira e Sábado - 21:30hDomingo 16h

M/12

Halloween é sinónimo de Momentos Wook

mw-970x250-billboard

A Wook antecipa o Halloween e hoje faz a grande festa dos livros atribuindo 20% de desconto extra em todos os livros que ainda ficam com portes grátis. A noite do terror avizinha-se e para que os leitores possam ter do seu lado os livros como bons companheiros, a livraria online lança nesta Quinta-feira, 27 de Outubro, os seus momentos em que os preços parecem estar bem arrepiados que até baixaram por vinte e quatro horas. 

 

Em dois meses é Natal!

natal.webp

Faltam dois meses para o Natal e os preparativos já começam a acontecer. As avenidas e principais ruas começam a ficar decoradas, as lojas com os adereços, as sugestões de presentes surgem aos poucos em anúncios publicitários e folhetos e o certo é que esta antecipação natalícia acaba por levar o consumidor a iniciar as suas compras porque de facto começa a parecer Natal, mesmo que ainda faltem dois meses.

O Palácio de Papel | Miranda Cowley Heller

Suma de Letras

o palácio de papel.jpg

Título: O Palácio de Papel

Título Original: The Paper Palace

Autor: Miranda Cowley Heller

Editora: Suma de Letras

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2022

Páginas: 408

ISBN: 978-989-784-531-4

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Numa manhã perfeita de agosto, antes que alguém acorde, Elle Bishop sai para nadar na lagoa do «Palácio de Papel» — uma casa em Back Woods, Cape Cod, onde a sua família, há muitas gerações, passa todos os verões.

Ao passar em frente à casa, Elle vê, no alpendre fechado, a mesa desarrumada com as coisas do jantar da véspera: copos de vinho vazios, a cera das velas na toalha, ecos das gargalhadas de familiares e amigos.

Quando mergulha na lagoa, lembra-se do que aconteceu na noite anterior: o encontro secreto e apaixonado com o seu companheiro de infância, atrás da casa, enquanto o marido, a mãe e os convidados conversavam lá dentro.

Assim começa uma história que se desenrola ao longo de 24 horas; Elle terá de decidir entre o mundo que construiu com o seu amado marido, Peter, e a vida que sempre imaginou que teria ao lado do seu amor de infância, Jonas, se um acontecimento trágico não tivesse mudado para sempre o curso das suas vidas.

 

Opinião: O Palácio de Papel podia ser uma história real, mas não são todos os romances capazes de o ser? Esta criação de Miranda Cowley Heller é aquela história de amor real, sem elaborar e relatado de forma intensa e com uma certa crueldade pelo meio a ponto de deixar o leitor dividido sobre o caminho que deverá ser seguido por Elle, a mulher que construiu família com Peter mas que tem em Jonas o seu grande amor de adolescência, com quem guarda alguns segredos que ficam para a vida. Estará esta mulher pronta para abandonar o certo pelo amor que sempre sentiu mas que não foi vivido no tempo certo? Este romance é feito de escolhas e demonstra com exatidão que os caminhos percorridos no passado são a causa do presente.

Esta é uma história de amor, de encontros e afastamentos onde os receios e as omissões tomam lugar num livro onde o suspense interage com as partidas do coração perante um passado que interfere com o presente, mostrando como cada vida pode ser um simples palácio de papel, tão frágil que de um momento para o outro pode abanar e mesmo ruir.

Coisas de blogger

blog.png

Cheguei ao mundo dos blogs há uns bons anos, uns já por cá andavam, outros foram surgindo, existiram os que foram desaparecendo e regressaram mais tarde e os que deixaram de existir por si só. Novos ainda vão surgindo, menos de que há uns anos, é certo, mas vou detetando algumas chegadas que vão fazendo a diferença, no entanto e é um pouco mais para os que estão a criar neste momento que deixo a dica de que não é fácil escrever num blog de forma contínua e constante, existindo em tantos momentos a ideia de deixar de aparecer por se perceber que a ilusão por vezes inicial não corresponde aquela realidade desejada. É necessário persistir, saber que por vezes também é bom ficar ausente para perceber o caminho a seguir, sendo que em muitos dias, semanas ou mesmo meses a vontade de não fazer nada no blog existe, por não existirem ideias, tempo ou simplesmente porque esta forma de escrita tem de ser vista como uma forma livre de lazer sem obrigações já que quando as coisas são impostas, mesmo que pelo próprio, acabam por não correr tão bem.