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O Informador

Oh, a falta de assunto!

Não existindo assunto o melhor é não refletir para forçar a existência de tema. O tempo de vida ensina cada um a manter os silêncios, a precaver que se não existe tema para lançar conversa poderá ser somente a tradução de que talvez quem está do outro lado não mereça a presença e a procura para manter uma conversa meramente de circunstância. Perceber que quando se está frente a frente e não existem perspetivas do que poder falar para manter a companhia atenta acaba por ser uma boa demonstração de que não vale a pena forçar de forma triste, já que se não existe assunto com quem se está por breves momentos então somente convém perceber que existem pessoas que podem ter sido importantes mas que passaram para a história. Valerá a pena forçar certas companhias só para se parecer simpático? Já dei para essa peditório!

Somos o Super Mário do Covid19

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Praticamente dois anos após o Covid19 entrar em Portugal com alguma força e perante o surgimento de várias vagas e variantes do vírus a atacar a nossa população, é agora, em 2022, que vejo os casos positivos com alguma aproximação junto de pessoas que conheço mais de perto e em maior número.

Até aqui o Covid19 atacou conhecidos ou vizinhos assim mais distantes mas com a variante Omicron parece que os casos se aproximam. Todos agora conhecemos alguém que esteja a fazer quarentena por estar positivo perante o vírus ou porque vive com alguém infetado. Antes as sucessivas variantes pareciam atacar de forma mais dispersa mas neste início do ano parece que os casos estão tão próximos que o pensamento começa a ser que desta vez será mais difícil escapar ileso.

Concentração em fuga

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Sempre fui um leitor regular e continuo a ser, no entanto deteto que nos últimos anos vários fatores digitais têm atormentado os momentos literários, principalmente o tempo de paragens que faço para pegar no telemóvel e dedicar uns minutos, a meio da leitura, às redes sociais e não só. 

Leio umas páginas e percebo pelo frenesim do pensamento que tenho de fazer uma breve paragem para dar um olho ao que está a acontecer pelo Instagram. Volto uns minutos depois à leitura para umas páginas em diante fazer nova pausa e perceber o que tanto se comenta no Twitter. Volta e meia e vou confirmar o email e o blog para perceber se existem novidades e novos comentários para serem respondidos. Ou seja, no espaço de uma hora, que em tempos era dedicada somente ao livro que me andava a fazer companhia, agora percebo que esse tempo é dividido entre o livro e o telemóvel que mesmo sem querer, porque tento contrariar estas paragens, me apanha cada vez mais na curva, quebrando a concentração que tanto desejo. 

Big Brother, a saída de Leandro

O preto, o branco e na terceira gala do Big Brother Famosos a senhora diretora e apresentadora da TVI surgiu de verde lima para não deixar ninguém indiferente ao início da noite que assinalou a desistência de Laura Galvão do jogo e a saída por vontade do público do Leandro. Cristina brindou o público de verde lima, relembrando o fato de treino que Bruno de Carvalho usou e celebrizou na primeira semana de programa. 

Laura Galvão logo de início comunicou a sua desistência, abrindo-se assim o suposto alçapão que Ana Garcia Martins celebrizou para com os concorrentes que deixam o jogo por vontade própria ou para os que pouco ou nada fazem na casa do reality show. Duas semanas após entrar na aventura, uma semana após perceber que Marta Gil não lhe deu a hipótese de ouvir a voz da filha após uma semana de programa, a atriz desiste, levando-me a concordar com a comentadora perante os desistentes que tiveram a oportunidade de entrar no jogo enquanto outros tantos que não a têm e depois em poucos dias decidem deixar o lugar vago. O alçapão para a Laura deveria ser aberto logo com a sua entrada para não se arrastar por tantos dias de peluche na mão e conversas transversais.

No BBPlay da noite surgiu o filme As Três Ameaças, novamente com Leandro como o grande vilão, como na semana anterior. Atirou contra Bruno de Carvalho e Liliana, ameaçou, criou polémica e mostrou novamente que é um concorrente que gera controvérsia mas uma pessoa difícil de aturar e com quem não gostaria de privar. No segundo filme E Tudo o Nuno Espantou foi Nuno Homem de Sá a afastar todos os concorrentes de si, picando os miolos de quase todos para o olharem como um dos vilões da edição e ter assim tema de conversa que lhe desse destaque ao longo da semana. Quem reagiu a esta estratégia de Nuno foi Jaciara que o enfrenta e que mostra que foi para o Big Brother também com a noção do que é necessário fazer para se mostrar, provocar audiência e polémica para dar nas vistas e ser comentada, seja pelo lado mau ou bom. Sim, acho a Jaciara uma concorrente perigosa que cria enredo e muitas vezes chega a roçar pontos que podem vir a correr mal com as acusações que faz e o show que deu em direto na casa a chorar por perceber que o Nuno continuava na casa mostrou que está no jogo para se fazer de coitada por estar a ser prejudicada, o que é bastante perigoso perante o que diz contra o concorrente. Até a Barraca Abana revelou o diz que disse dentro da casa entre todos e mais alguns e lá surge novamente a Jaciara a atacar o Nuno Homem de Sá após a visualização do vídeo, gerando um novo bate boca entre os dois. Liliana também questionou Jardel pela razão de a achar falsa, sem conseguir obter resposta e justificação para tal afirmação do brasileiro. A relação de Bruno de Carvalho e Liliana também foi colocada nas imagens, mostrando que poucos acreditam no que une os dois concorrentes com a Liliana a revelar e a enfrentar Leandro sobre gostar de mulheres e que nenhum dos outros tem que questionar a sua aproximação para com o ex diretor do Sporting. A cantora revelou que está no programa sem medos e receios de dizer o que pensa e sem esconder a sua forma de estar na vida e dentro da casa do Big Brother. Gostei da sua defesa e tenho a aplaudir a personalidade que tem mostrado desde que entrou no reality show. 

Jorge Guerreiro mostrou a sua curva da vida, valorizando a presença da mãe na sua vida, os sonhos para se tornar cantor, o grande amor que iniciou aos 25 anos, a morte do pai com cancro em 2017, os problemas com a voz em 2019, a perda de um irmão em 2021, o grande amor terminou também no ano que terminou e a entrada na casa do Big Brother surgiu como um ponto de mudança perante a qual admite ainda não estar preparado para deixar o passado e as perdas para trás. Tal como a curva da vida do Francisco na primeira semana, também o Jorge acabou por revelar um lado menos conhecido da fama, acabando por ganhar uns pontos com este momento. 

Ao longo da noite as votações foram sendo suspensas e numa primeira fase Jay Oliver foi salvo com somente 3% dos votos enquanto quatro concorrentes a lutarem pela continuação do jogo. Se fiquei surpreendido por Jay ser o primeiro salvo da noite? Claramente, mas a percentagem entre os três menos votados era mínima e qualquer um entre três poderia ser. O segundo salvamento foi de 8% entre três e acabou por ser entregue a Nuno Homem de Sá, o que me surpreendeu por achar que o ator seria o último a ser salvo da noite. No final da possibilidade de votar, Bruno de Carvalho foi salvo com 13% e sem surpresas o público entregou a expulsão ao detestável Leandro com 87%, tendo o cantor obtido um dos maiores valores de sempre da história dos reality shows em Portugal para abandonar o jogo por vontade dos espetadores. Saiu, como estava mais que visto que iria acontecer, ainda surgiu com um discurso de que queria sair e mesmo no final ainda tentou mostrar que esteve a jogar e em personagem para tentar que alguém acreditasse no que disse mas totalmente em vão por não conseguir convencer grupo e público, numa falta de coerência geral do próprio. 

Jardel, em substituição do expulso Leandro, Nuno e Bruno disputaram a prova do líder onde tinham de continuar a cantar alguns temas conhecidos que paravam de tocar, num momento constrangedor para os três concorrentes e que só mostrou a incapacidade da produção da Endemol em criar provas engraçadas e divertidas para o público na eleição do Líder agora chamado de Presidente da casa. Bruno de Carvalho foi o eleito e volta assim a ter imunidade e algum poder no jogo durante a próxima semana. 

Criadores de ilusão

politico

Janeiro político, o mês da criação da ilusão dos que querem fazer acreditar na mudança e no sonho de um futuro melhor. As entrevistas adensam-se, os debates acontecem num frente-a-frente nem sempre amistoso para dar a ideia que todos se odeiam e ninguém se grama, os comentários puxam da direita para a esquerda passando pela ala central, a família aparece para dar o ar de normalidade e o povo come, fala, pensa, percebe e no final com ou sem alterações de grande curso tudo continua igual. Os que ficam e prometeram dizem existir imprevistos para não cumprirem com tanto sonho idealizado, os derrotados apontam armas a promessas inacabadas e o povo, sempre o povo, percorre a corda bamba sem volante onde se possa agarrar na condução do futuro do país. 

No final e após uns tempos volvidos é notório que a lengalenga é sempre mais do mesmo, cada um puxando para o seu lado e o certo é que nos finalmentes da vida a situação de todos é a mesma, quer se tenha sido governado por direitos ou esquerdos. O que conta é que todos funcionam em autêntica comunhão, lançam granadas para alimentar o teatro e ao almoço trocam piadas e combinam festejos privados nos restaurantes da avenida. 

Resolução de blogger

Blog

Uma resolução de blogger para 2022 tem de ser revelada já nestes primeiros dias do ano!

Ao contrário do que tem sido habitual ao longo dos anos de blog, e como já tem vindo a acontecer nos últimos meses, as publicações que outrora eram habituais por aqui de forma diária agora podem não acontecer assim de forma tão exata. Sempre tentei manter uma publicação diária no blog e sempre também tinha agendamentos feitos para os dias que não conseguia ter tempo para elaborar novo texto. Agora e porque prefiro escrever no dia ou na véspera o que será colocado no blog, eis que um dia ou outro ao longo do mês poderá não existir novo texto, fazendo mais sentido neste momento vivendo o dia, a semana e o mês com os temas do momento.

Vou ao mesmo tempo, a partir de agora, estar mais atento aos acontecimentos sociais para manter os temas atualizados com os comentários e ideias pessoais, continuando a manter vários espaços já definidos, como os momentos dedicados aos livros, à televisão, as citações, e outros mais, querendo reforçar as entrevistas e conversas sobre os mais variados temas com rostos conhecidos ou nem por isso.

 

Já chega Jerónimo!

Jerónimo de Sousa

Ouvi dizer nos noticiários e pelas redes sociais que Jerónimo de Sousa vai estar ausente por dez dias da campanha eleitoral para as legislativas por necessitar de ser operado de urgência a uma estenose carotídea, sendo o secretário geral do PCP substituído por estes dias por João Oliveira e João Ferreira. Até aqui tudo certo, já que os imprevistos acontecem e a saúde deve estar sempre em primeiro lugar.

Esta intervenção cirúrgica irá correr bem certamente, mas o que me foi lembrado com esta noticia é que Jerónimo de Sousa tem 74 anos e continua a insistir em ser candidato a Primeiro Ministro, persistindo em continuar na Assembleia, arriscando um dia sofrer algo menos bom no seu lugar na grande sala nacional.

Bom dia!

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E só porque hoje apetece, estou de folga e também porque acordei bem disposto, partilho contigo este gato fofo que encontrei agora mesmo pelo mundo online e que me fez sorrir por ver um momento felino de ternura ronronante neste pequeno ser animal. Vamos todos tirar desta foto uma pequena inspiração para sorrir e deitar a língua de fora de forma positiva a quem nos quer bem?

Tabaco saiu barato do Big Brother

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Segunda gala da primeira edição do Big Brother Famosos 2022 e Cristina Ferreira volta a mostrar sobriedade e calma na condução da grande noite do reality show. De vestimenta escura, com uma fita prateada e meio natalícia para que não falte o brilho habitual que tanto gosta, a apresentadora e diretora iniciou a noite com um agradecimento aos concorrentes pelo entretenimento que geraram junto do público na primeira semana de jogo. Gostei da postura da senhora apresentadora que voltou na segunda gala a mostrar que nem só de gritos e alvarenguice se faz a sua condução de programas, celebrando a noite como não estávamos habituados perante o perfil dos últimos formados que Cristina apresentou. Cristina brincou com brilho perante o sucesso do programa, riu com Bruno de Carvalho, chorou com Jardel, picou Nuno Homem de Sá, enfrentou as atitudes de Leandro, acarinhou Jaciara e acima de tudo brindou os concorrentes pela alegria das audiências que lhe têm dado desde a estreia. 

Bruno de Carvalho, o primeiro Presidente da primeira semana da edição do reality show foi desde cedo o centro das atenções da noite, dando a entender para dentro da casa o seu sucesso nestes primeiros dias de jogo. Rapidamente surgiu a discussão de Bruno, a representar praticamente a totalidade dos concorrentes, para com Leandro, que desde que entrou conseguiu destabilizar o bom ambiente que até ai se vivia, recebendo inúmeras criticas dentro e fora da casa. Para dar destaque a este facto a noite de cinema começou com o vídeo Assalto à Presidência, sobre a guerra de Leandro e Bruno e posteriormente, Que Mal Te Fiz Eu, novamente com Leandro, o mal feitor, como protagonista por ter entrado e alterado a boa energia que se vivia na casa, agitando e provocando todos os outros que ficaram nas primeiras horas contra os atos do cantor. Mais tarde Leandro voltou a estar em destaque pela discussão que teve com Jaciara, onde voltou a mostrar a sua falta de empatia e vontade de querer mandar em todos sem se saber orientar a si próprio como um peão do jogo. A gala ainda contou com uma troca de galhardetes em direto entre Nuno Homem de Sá e o triste Hugo Tabaco perante uma discussão que existiu entre ambos de manhã e que parece que surgiu para quebrar a boa disposição do grupo, para mais numa gala onde ainda foram provocados para que a discussão se afincasse dentro da casa pelos próximos dias.

Também Mário Jardel teve o seu momento, no confessionário, mas mais emotivo, acabando por assistir às suas melhores imagens da semana onde se emocionou e passou para o público e para a própria apresentadora a sua luta consigo perante os erros do passado e a vontade de querer dar a volta. Quem também se emocionou foi Laura Galvão que ao ver Marta Gil no dilema entre oferecer a oportunidade à Laura em ouvir a filha e passar vinte e quatro horas num espaço pequeno com Leandro optou por recusar por não conseguir estar um dia inteiro com o mal fadado cantor e acreditar que Laura uma semana após o início do programa está ainda bem para suportar a ausência da voz da filha. Mais para o final Jaciara também em confessionário emocionou por falar da sua vida, dos seus filhos e do gosto de viver em Portugal. A primeira curva da vida da edição Famosos do Big Brother ficou a cargo do Kasha que me fez olhar para o Kiko, dos DAMA, de forma diferente, percebendo a essência dos seus pensamentos, as suas crenças e o real sentido da palavra amor, do presente para o eterno, de quem passa e sempre fica. Acabei com esta curva da vida do Francisco por perceber os seus silêncios e os seus olhares recheados de raciocínio e sentimento. Que bom que foi começar com a curva da vida do Kasha por perceber o modo sobre o qual vê a vida, ficando desde aqui fã não só do concorrente mas pela forma de estar com os seus e acima de tudo consigo próprio. Kasha teve ainda tempo para falar do seu afastamento do grande amor por Bárbara Bandeira e pela perda da amiga Sara Carreira, mostrando-se emocionado do início ao fim na conversa com Cristina Ferreira. 

Ao longo da noite os cinco nomeados foram sendo dispensados de votação com a Catarina Siqueira e a Marta Gil a serem libertas de votação de uma vez, um pouco como previ e concordei, seguindo-se mais tarde Jaciara, deixando a Liliana para o final até que o Hugo Tabaco, como era mais que previsto pela sua má entrada e estadia ao longo da semana, foi expulso pelo público com uma percentagem de um contra um de 25% para 75% do expulso. Caso para se dizer que o tabaco saiu mais rápido das televisões portuguesas que das vidas dos fumadores que tentam deixar o vício. O Hugo teve ordem de expulsão assim que entrou por parte dos portugueses e na primeira oportunidade ganhou asas e foi mesmo à sua vida fora de jogo. 

A Última Coisa Que Ele Queria | Joan Didion

Cultura Editora

a última coisa que ele queria

Título: A Última Coisa Que Ele Queria

Título Original: The Last Thing He Wanted

Autor: Joan Didion

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2021

Páginas: 208

ISBN: 978-989-9039-92-6

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: A jornalista Elena McMahon desiste da campanha presidencial que estava a cobrir para o Washington Post para fazer um favor ao pai. O pai de Elena faz negócios. Ao longo da atuação como agente num desses negócios – um acordo que rapidamente corre mal de todas as maneiras possíveis – Elena dá por ela numa ilha das Antilhas onde o turismo foi substituído pelo tráfico de armas, espiões, operações militares secretas e assassinatos.

Uma história intrincada, acelerada e de leitura hipnótica e provocadora, que analisa de perto as atividades e conspirações do governo dos Estados Unidos durante a presidência de Ronald Reagan na América Central dos anos 80. 

Última Coisa Que Ele Queria é um thriller persuasivo nos detalhes empresariais e nos jogos de interesses, espantoso na exposição de ambiguidades políticas e absolutamente encantador na celebração do melhor estilo de Joan Didion. 

A aclamada autora de O Ano do Pensamento Mágico e Noites Azuis apresenta-nos a democracia através de um relato cru, frágil, negro e escondido, dependente de processos nos quais muitas mãos têm inevitavelmente de sujar-se. 

 

Opinião: Joan Didion é aclamada pela critica e não duvido do sucesso junto da maioria dos leitores que acompanham o seu trabalho, no entanto entre mim e a sua narrativa A Última Coisa Que Ele Queria não existiu qualquer ligação do início ao fim. Desde cedo que me senti perdido com esta leitura, tendo voltado atrás para perceber se me conseguia conduzir numa segunda leitura dos primeiros capítulos mas totalmente em vão.

Nesta história encontrei a jornalista Elena McMahon que desiste do seu percurso profissional para exercer relações públicas numa campanha eleitoral para apoiar o pai. Percebi esta premissa no entanto o seu desenvolvimento perante esquemas conturbados de ligações perigosas foi tão complicado que nunca me consegui encontrar com os caminhos seguidos por esta personagem central e muito menos com os restantes envolvidos, ficando maioritariamente perdido em cada novo capítulo ultrapassado.

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