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Trintas de esquecimento

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Conheces aquele momento em que sabes que te estás a esquecer de alguma coisa e por mais voltas que dês não te consegues lembrar do que se trata? Passei o dia de folga desta semana a remoer desde cedo sobre o que tinha para fazer e nunca me consegui lembrar, até que quando a noite já se fazia sentir e quando já estava deitado já sem tentar procurar no cérebro de galinha o que deixei para trás, eis que surgiu o que havia de ter sido feito. Claro que já não ia a tempo do fazer, no entanto peguei no telemóvel, criei uma nota e deixei para fazer mais tarde, no dia seguinte, o que já devia estar mais que despachado há vários dias. Os mais novos que anotem e tenham a certeza de uma coisa... A memória aos trinta já não é igual à de quando têm vinte! 

Pfizer da minha vida!

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Dia 25 de Junho de 2021 assinala o dia em que a primeira dose da vacina contra a Covid19 me foi administrada. Vinda diretamente dos laboratórios da Pfizer, por ar e terra até Portugal e tendo como destino final o famoso, nesta altura, Pavilhão de Zinco em Alenquer, lá chegou a minha vez. 

Cheguei cedo, sem marcação previamente feita, mas para seguir o modelo Casa Aberta que alguns municípios já estão a adotar. Existe a possibilidade de marcação nacional e esta hipótese em que a descida de idades tem acontecido para que não sobrem ao final do dia vacinas. Cheguei, aguardei na fila, falei com a técnica e fui encaminhado para a ala administrativa para perceber se o meu nome já estava legível para poder ser vacinado com a primeira dose. Na primeira pesquisa, e embora dissessem que já era dia de iniciar os 34 anos no município, o meu nome não surgia no registo, mas logo de seguida aparecia mas com a informação de que já teria tomado a primeira dose. Oh que raios, lá tive de esperar uns minutos para se resolver a situação e na terceira pesquisa lá se conseguiu perceber que sim, que podia ser vacinado neste mesmo dia. Recebi as indicações, preenchi o rápido e assertivo questionário, esperei menos de cinco minutos até ser chamado e sem dar quase conta estava vacinado, passando para a ala do pós vacinação onde uma médica explicou os procedimentos a tomar com medicação e gelo. Ouvi um podcast durante a meia hora de espera para ver se existia algum sintoma momentâneo e no final da espera já estava mais que despachado e com a segunda dose marcada. 

 

Férias à vista!

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Arranco a última semana de Junho de folga mas já a pensar que daqui a uns dias, mais precisamente no Sábado ao final da tarde, arranco para duas semanas de férias. A contagem começa em dia de pausa para que tudo corra pelo melhor nos próximos dias de trabalho onde cada dia contará com uma aproximação desejada para o período de descanso.

O Amigo das Sombras | Alex North

Topseller

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Título: O Amigo das Sombras

Título Original: The Shadow Friend

Autor: Alex North

Editora: TopSeller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Maio de 2021

Páginas: 320

ISBN: 978-989-564-537-4

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Uma história terrível regressou ao passado.

Uma história que está a ceifar vidas. Uma após a outra.

Há 25 anos, Charlie Crabtree, um adolescente de sorriso sinistro e imaginação sombria, cometeu um homicídio tão chocante que atraiu um estranho tipo de infâmia, daqueles que só existem nos recantos mais obscuros da Internet. Agora, tudo aponta para que alguém tenha cometido um crime inspirado no seu.

Paul Adams lembra-se demasiado bem do caso: Crabtree e a vítima eram seus amigos. Apesar de sentimentos de culpa terem levado Paul a abandonar a sua aldeia natal, a idade avançada e o estado de saúde da mãe forçam-no a regressar. E é nessa altura que as coisas começam a correr mal.

A mãe, confusa e angustiada, insiste que está alguém em casa. Outro crime tem lugar. E alguém começa a seguir Paul. Todos estes acontecimentos o fazem relembrar a coisa mais inquietante daquele dia terrível ocorrido 25 anos antes. Não foi apenas o homicídio brutal. Foi o facto de, depois disso, Charlie Crabtree ter desaparecido sem deixar rasto…

 

Opinião: Numa narrativa que faz a ligação entre o presente e um passado com 25 anos, O Amigo das Sombras, de Alex North, é um thriller psicológico que vive perante um mistério que surge através das sombras do bosque. Recordando um assassinato envolvido num ritual realizado há vários anos, onde um dos assassinos foi preso e o outro, Charlie Crabtree, se tornou um ser desaparecido sem deixar quaisquer vestígios, comparando esse mesmo crime aos acontecimentos mais recente da vila.

Paul Adams regressa à sua vila, que deixou para apagar o que viveu em torno destes amigos que afinal não o eram e as memórias surgem, para mais quando uma situação no presente acontece de forma bem semelhante. Regressado para se despedir da mãe, que se encontra em estado terminal numa casa de repouso, Paul descobre ao mesmo tempo que entre a sua progenitora e os assassinos do passado existe um grande segredo que terá de ser desenlaçado com a ajuda da inspetora Amanda Beck, que não tarda em associar o passado ao presente, podendo o desaparecido Charlie estar envolvido para com os mais recentes acontecimentos. 

Elite 4 | Remexeu e abusou...

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E eis que na quarta temporada Elite continua com várias personagens já conhecidas mas ganha um novo fôlego com a chegada de um novo diretor e a sua família de três filhos ao colégio, Ari, Mencía e Patrick e também do príncipe Phillipe, estando estes quatro jovens destinados a mexer com as restantes personagens que transitaram do passado. Numa temporada que parece remexer no que já foi feito para dar de novo quase a mesma história com novos rostos, a nova fornada da série espanhola foi notoriamente realizada para colocar o público a comentar. Bastantes cenas de sexo, destruição pessoal e conflitos são a base da série juvenil que continua a fazer as delícias dos tops mundiais da Netflix. 

Numa junção entre o romance e as traições com bastantes cenas de nudez e onde os crimes e os interessem ganham destaque, a quarta temporada de Elite reúne em oito episódios um núcleo de personagens que demonstram que é em torno do sexo que tudo se pode resolver para se atingirem fins. Com atores com idades um pouco acima dos 20 anos mas a darem vida a personagens de 18, como tem vindo a ser hábito nas séries do género para facilitar todo o processo legal e ao mesmo tempo mostrar corpos definidos, Elite continua a trazer consigo a ousadia inserida no luxo, em vidas que parecem perfeitas mas que ao mesmo tempo escondem grandes problemas. Nesta temporada especifica olho para o enredo criado por Carlos Montero e Dario Madrona como que a percorrer um caminho paralelo do que pode ser considerado porno, mostrando demais e criando demasiadas cenas em determinados episódios em que parece que todos seguem as mesmas leis, levando a que as cenas sexuais surjam em demasia em tão poucos minutos seguidos, o que pode não correr bem no futuro junto da ideia de que "o que é demais enjoa".

Depois e falando da história rotativa que pode acabar por cansar por prender personagens e ao mesmo tempo apresentar novos núcleos como substituição. Elite parece ser daquelas produções que ao servirem poucos episódios por temporada acaba por não cansar, no entanto ao final de quatro temporada os mais atentos conseguem perceber que determinadas personagens estão rotuladas para seguirem um caminho sempre mais do mesmo. Os que se apaixonam e são usados, os traidores, os vadios e os problemáticos, sem querer falar nos conquistadores, os que estão sempre prontos para se meterem entre casais formados, os mal feitores e os vingadores. 

Pimbocentrismo

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O que chamar a quem no seu próprio ecrã principal do telemóvel tem uma selfie ou uma fotografia sua como para lhe dar as boas vindas em modo lembrança perante o lema «és mesmo giro»? Tenho uma definição bem dura sobre isto... Pimbocentrismo!

Colocar a sua própria fotografia como fundo de ecrã é somente parolo, tanto ou mais como criar um perfil de casal numa qualquer rede social. Será que não existe noção por este planeta para se perceber que não é necessário viver sistematicamente no eu, eu e mais eu, podendo existir um descanso até do ecrã do aparelho que nos acompanha para todo o lado que por definição já sabe quem é o seu proprietário, não tendo de ter a sua fronha sempre prostrada em espera que a luminosidade seja ativada para que o proprietário se reveja como a pessoa mais bela à face da terra.

Elite | Omar, Ander e Alexis

Histórias Curtas

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Do lote de Histórias Curtas lançadas perante o sucesso da série Elite deixei para o final a que é centrada em Omar, Ander e Alexis e em boa hora o fiz, já que o lote de três pequenos episódios desta mini série é, sem dúvida alguma, a que contém a melhor história, a que emociona, passa uma forte mensagem sobre a amizade e o amor. 

Centrada no apoio que Ander, após a sua passagem por uma forte leucemia, apoia Alexis, que conheceu no centro de quimioterapia. Fora de tratamentos, agora é a vez de Ander apoiar Alexis numa fase da sua vida complicada, acabando por ter o próprio apoio do parceiro de Ander, Omar, e também da amiga Rebe, para tentarem recuperar o ânimo de Alexis nos momentos mais graves do seu cancro. 

Nesta mini série os momentos de cumplicidade são vividos de forma verdadeira, emocionando de forma real, sem forçar e muito menos sem cair no ridículo, sendo das quatro Histórias Curtas apresentadas entre o meio das temporadas a que mais me tocou por ser um verdadeiro símbolo da amizade e do respeito pelos que nos amam.

Agora bebo um copo e puff!

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A meio de 2021 confesso que se beber um copo de vinho sinto-me meio zonzo quando me levanto, se beber dois então imagina que até sinto as pernas a cambalearem para lá de Bagdá. 

Se recuar um ano e meio, quando a vida parecia chata e nem sonhávamos em como iríamos andar de castigo por uns meses, já anos, e quando jantava fora ou saia à noite e bebia álcool em maiores quantidades que o habitual acabava por me aguentar na bobagem da bebida, consumindo vinho, imperiais, bebidas brancas e afins, aguentando a bomba sem pouco que se notasse. Hoje, ano e meio volvidos, e eis que após um simples copo de tinto se me levantar e andar um pouco já me sinto zonzo, ficando como que meio alcoolizado com tão pouco. 

Elite | Carla e Samuel

Histórias Curtas

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O romance de Samuel e Carla em Elite não convenceu totalmente e na História Curta que foi criada em seu torno voltou a deixar muito a desejar. Após a paixão de Nadia e Gúzman me conseguir convencer e até pedir um pouco mais e de rir com o drama em torno da festa privada entre Gúzman, Caye e Rebe, eis que me deixei levar para o terceiro núcleo de episódios com base no par Samuel e Carla e não consegui encontrar um ponto positivo para este desenvolvimento. 

Numa situação de encontros onde Samuel vai atrás de Carla até ao aeroporto para que esta não o deixe, a condessa decide voltar atrás para umas horas que passaram a dias de romance onde os contraste sociais entre ambos se voltam a fazer sentir entre ambos. Os problemas de sempre voltam a ser debatidos entre os dois mundos do casal e o final a que estavam destinados e que tentaram remendar acaba por ser inevitável. 

 

Criativos TVI em falha

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Cristina chegou no ano passado ao canal de onde não devia ter saído e que ajudou a derrubar para voltar para o salvar. Praticamente um ano depois apresentou apostas, subiu determinados horários mas não conseguiu o que pretendia, assumir a liderança que foi tirada com a ajuda da própria apresentadora quando se mudou para a concorrência. Falhas foram cometidas, apostas certeiras e outras completamente ao lado, desgaste de formatos onde alteraram nomes, cenários e apresentadores mas as ideias, formas de fazer e equipa continuam a funcionar da mesma forma e um ponto que volto a destacar negativamente no canal e que parece que ninguém consegue olhar para essa área com capacidade de apontar dedos e fazer mudar.

Onde anda uma boa e forte promoção aos produtos do canal? Onde anda a equipa responsável pelo departamento criativo do universo TVI que falha há anos e nenhuma direção que tenha passado pelo canal tem conseguido arrumar a situação para que percebam que falta fazer diferente. Não sabem promover e deixam tudo para ser falado e mostrado nos intervalos sobre estreias e especiais praticamente para a véspera, como se o público só visse o canal e bastasse ver um anúncio uma única vez para saberem que um determinado programa está prestes a estrear. Onde andam as mini promos de segundos a anunciarem uma cena do episódio da novela da noite? Onde estão os apresentadores dos talk shows a falarem sobre os próximos convidados de forma apelativa e com essas micro promos a passarem nos intervalos sem realizarem anúncios gerais como se quisessem dizer vejam o programa porque vale a pena? Os rodapés não funcionam só por si, sendo necessário colocar imagens nas laterais do ecrã ao longo dos programas para chamar o telespetador para o que vem mais tarde ou nos dias seguintes. É necessário a equipa criativa funcionar em boas condições porque não basta estrear formatos que podem ter potencial se depois mal são promovidos e o canal até mostra algum desmérito por determinadas apostas que parece que querem ver fracassadas logo à partida. 

Cristina como diretora pode estar a cometer falhas e não digo que não porque algumas apostas são mais do mesmo e não trouxeram nada de novo, mas se também estão em espera que o público adivinhe que determinados convidados chamativos vão aparecer sem os fazerem anunciar também estão muito bem enganados. Neste momento é necessário arriscar, saber promover intensamente, mostrar uma imagem de equipa e não de membros que parecem divididos por escalões a remarem pela sua sobrevivência, e fazer diferente, mostrar o mesmo mas com outro embrulho e não seguir as linhas do que é feito do outro lado. 

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