Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Refeições controladas

151929725-843814833068858-4780415648408516087-n.jp

"Não comas isto, não comas aquilo, atenção que isso te pode fazer mal." Oh senhores, deixem de se meter no que uns e outros comem e olhem primeiro para os vossos pratos.

O que mais odeio é estar a comer e perceber que estão a olhar para o meu prato e para o que tiro das travessas. Como o que quero e bem me apetece e sei o que me pode fazer mal ou bem, não precisando que estejam a controlar as minhas refeições como se estivessem na disposição de serem nutricionistas de bancada.

 

«Isso não é verdade!»

josé sócrates.jpeg

Após a entrevista que José Sócrates deu a José Alberto Carvalho em pleno horário nobre na TVI, só tenho a dizer que se for acusado de alguma coisa que possa ter feito de mal pelos próximos tempos a minha resposta só poderá ser uma... «Isso não é verdade!», não sem antes tentar dar uma explicação estapafúrdia com um «Se me permite!».

Não ouses assim questionar-me seja com o que for porque pelas semanas vindouras a resposta estará sempre na ponta da língua, não te deixando sequer iniciar a possível questão difamatória que terás para me fazer sobre o desaparecimento daquela última bolacha do pacote ou do bombom que restava na caixa.

Foste tu? «Isso não é verdade!»

Amigos das redes? Não existem!

rede social amizade.jpg

Faz-me um pouco espécie quando ouço alguém falar de amizade entre pessoas que nunca conviveram pessoalmente e que só comunicam através das redes sociais, com assuntos base como tema, sem se conhecerem verdadeiramente e como uma real amizade assim o exige. Pode ser o meu ponto de vista sobre uma questão de amigos distante do da maioria, no entanto o facto de ter bem poucos e perceber que preciso de muito para os sentir como meus leva-me a questionar a superficialidade com que se usam certas palavras para se elevaram conhecimentos.

Uma amizade envolve tempo e bastante conhecimento sobre outros. Encontramos num amigo a confiança, o tempo, o olhar que diz tudo sem se ter de dizer. O que essas amizades virtuais dão a ambos os lados quando não se consegue sentir a real pessoa que está do outro lado, sendo tudo muito ocasional, sem criar ligações com piadas que só os amigos têm entre si, a troca de uma imagem vista numa rede social e que sem descrição ambos conseguem perceber o que o outro pensou e já brincou. É com os amigos que passamos os verdadeiros e bons momentos, com quem podemos ir lanchar e as horas passarem na conversa e nem um gole de água se tomou. É com os amigos que podemos desabafar, contar os nossos pontos mais sensíveis, contar o que nos incomoda pessoalmente e surpreender pelas nossas conquistas. São os amigos que estão e devem estar sempre lá, nos bons e maus momentos. 

Desconfinar com menos café

café.jpg

A dias de voltar a desconfinar e regressar ao trabalho um dos objetivos é não voltar a consumir mais que três cafés diários. Ao longo destes três meses de pausa consegui reduzir de cinco ou seis cafés diários para três - manhã, almoço e jantar. Agora a ideia é manter este regime para que não volte a estar viciado em cafeína que pode ter os seus pontos positivos mas também tem aspetos menos bons para o seu consumo em excesso. Sei que devia até reduzir somente para um ou dois por dia, mas três já foi bom e desde que agora não volte a estragar já me posso dar por contente. 

Água da vida

naom_5d3ebbc580b7f.jpg

Há um ano, ou talvez até um pouco mais, deixei de consumir refrigerantes às refeições que faço em casa e no trabalho. Passei anos, mesmo décadas, a beber sumos e mais sumos, com e sem gás, de laranja e todos os sabores disponíveis no mercado. Contudo, achei por bem eliminar este tipo de bebidas da lista de bens alimentares essenciais e praticamente de um momento para o outro deixei de ter sumos em casa. 

Não vou dizer que num restaurante não peça um refrigerante quando a ocasião não permite um bom vinho, no entanto em casa rejeito estas bebidas que são tão dispensáveis do nosso dia-a-dia como outros vícios que alguns praticam. Água, em casa só bebo água e não me posso queixar desta alteração de consumo de bebidas. Água, mais água, mais água, engarrafada ou da torneira, porque aqui na aldeia a canalizada é totalmente de confiança. 

Escritores

Escrever

Será um escritor menos capacitado por não levar as suas obras pelos campos descritivos com a intenção de criar e elaborar grandes envolvimentos em detrimento do escritor que acaba por sentir a necessidade de elevar o seu texto com quantidades descritivas e significados exaustivos com expressões contemporâneas para embelezar a sua escrita?

O mesmo tema pode ser entregue a dois autores distintos. O primeiro tem um estilo rebuscado, prometendo a si próprio seguir os passos de um grande nome da literatura, elaborando a sua história com significados descritivos que tendem a deixar o leitor exausto de tanto encontrar locais tão reais por todos os seus pormenores presentes sem que sobre espaço para se poder criar aquele detalhe, já que o mesmo está totalmente descrito, cansando. A necessidade deste autor é a de criar em demasia, rebobinando tudo e mais alguma coisa como forma descritiva, mostrando querer dar valor ao texto com extensões e desenlaces que pouco acrescentam para o continuar da ação. Esticar, explicando em demasia mesmo que para isso disperse o leitor da verdadeira questão do que está a ser contado nem sempre funciona da melhor maneira pela forma repetitiva como o sistema é feito.

WOKE | Titania Mcgrath

Guerra e Paz

woke.jpg

Título: Woke - Um Guia Para a Justiça Social

Título Original: Woke - A Guide to Social Justice

Autor: Titania Mcgrath

Editora: Guerra e Paz

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Março de 2021

Páginas: 136

ISBN: 978-989-702-604-1

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse:  Considerado um dos melhores livros do ano em Inglaterra, WOKE é o retrato do delírio que invadiu uma legião de activistas, que julga querer bater-se pela justiça social. Ricky Gervais afirmou tratar-se de uma «sátira maravilhosa».

Quem é Titania McGrath, a sua autora? É uma «activista interseccional», seja lá o que isso for. Ela jura-nos que a justiça social se conquista juntando uma bandeira arco-íris no perfil do Facebook, ou intimidando quem diga desconhecer o significado de «não binário», ou chamando nazi a quem pense votar num partido conservador. Em suma: os que defendem a liberdade de expressão são criptofascistas.

Mas será que Titania existe? Titania é a genial invenção do comediante Andrew Doyle, o verdadeiro autor de um livro que satiriza a loucura activista destes tempos.

A loucura do fundamentalismo está presente em várias colorações da direita, como se viu com Trump, mas também tingiu fortemente uma certa visão da esquerda progressista que distorce o que é o progresso.

A melhor forma de desconstruir o perigo do radicalismo é a sátira. Em WOKE assistimos à irrisão por absurdo das loucuras identitárias, do radicalismo feminista, e das extravagâncias de género, da deposição de estátuas e do cancelamento da cultura. É um livro político? É, garantimos, o livro cómico mais sério do ano.

 

Opinião: WOKE, o livro que é definido como sendo Um Guia Para a Justiça Social, veio ajudar a provar que não sou um bom leitor de textos que funcionam como sátira social. Do início ao fim da leitura deste livro de Titania Mcgrath, ou melhor, de Andrew Doyle, que decidiu que se surgisse no Twitter como uma mulher ativista na procura pela justiça social teria melhor impacto para com o seu público, não consegui encontrar um ponto positivo para estar a desperdiçar o meu tempo com este conjunto de argumentos que em nada veio acrescentar. Aceito que o problema seja meu por não conseguir achar a mínima piada à forma como os variados temas foram tratados pelo seu autor, perdão autora, mas realmente a comédia literária parece não ser o meu ponto forte.

Sem ideias!

ideas.jpg

A criação nem sempre está do nosso lado para que se consiga avançar com o processo de escrita e durante estes últimos tempos de confinamento tenho notado que o cansaço da situação não tem ajudado em nada a capacidade de raciocínio, bloqueando o surgimento de novas ideias.

Parece que o pensamento está bem mais restrito como se tivesse perdido a noção da realidade, existindo como que uma dimensão mais reduzida, tal como o espaço de circulação em que estamos agora sujeitos. Sim existe mais tempo para elaborar, mas ao mesmo tempo sinto que também existe mais tempo para me sentir incapaz de reagir.

Pág. 1/2