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O Inverno chegou!

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Chegamos aos últimos dias de Novembro de 2020 e hoje podemos dizer que uma vaga de frio atacou Portugal. Casas geladas e com necessidade extra de aquecimento, cama com dose suplementar de cobertores, mantas pelos sofás, casacos e capas prontos a saírem à rua, ar condicionado do carro ligado, meias grossas calçadas, botas nos pés, luvas nas mãos, cachecol ao pescoço e máscara a ajudar a proteger o rosto. Na mão segue o chapéu de chuva e a capa impermeável por perto, já que nunca se sabe quando uma rajada mais forte de vento e chuva surge para nos encharcar.

Começou a época de Inverno 2020/21 e todos sabíamos que a mesma chegaria um dia destes, nunca pretendemos é que a sua chegada aconteça, sendo um regresso anual que para muitos podia ser constantemente adiado já que o frio e a chuva não são de todo bem vindos junto do nosso corpo.

Margarida Espantada | Rodrigo Guedes de Carvalho

Dom Quixote

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Título: Margarida Espantada

Autor: Rodrigo Guedes de Carvalho

Editora: Dom Quixote

Edição: 3ª Edição

Lançamento: Abril de 2020

Páginas: 288

ISBN: 978-972-20-6983-0

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Margarida Espantada é sobre família. Sobre irmãos. É sobre violência doméstica e doença mental. É um efeito dominó sobre a dor.

A literatura é um jogo do avesso. Os bons romances são sempre sobre amor, e os melhores são os que fingem que não são.

Não devemos recear livros duros. As histórias que mais nos prendem trazem uma catarse que nos carrega as mágoas, personagens que apresentam as suas semelhanças connosco.

Gosto da ficção que é número arriscado de circo, com fogo e espadas, que nos faz chegar muito perto da queimadura que não vamos realmente sentir. Mas reconhecemos.

 

Opinião: Estreei-me na leitura de Rodrigo Guedes de Carvalho com Margarida Espantada, que foi uma obra recomendada, e o que posso dizer numa rápida análise é que a montanha pariu um rato do início ao fim.

Caminhos

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Cada caminho é feito para ser seguido, aproveitando cada passo e procurando conhecer o que se espera pela frente, onde não só de retas se fazem os trajetos. Curvas e cruzamentos aguardam para se atravessarem pela caminhada a qualquer momento, deixando por vezes a linha primeiramente preparada a balançar e outras vezes, em situações mais complicadas, baralhada perante o caminho a seguir entre várias opções possíveis perante o dilema que está a ser colocado quando se fica perante uma simples escolha entre a direita, a esquerda ou mesmo a frente, qual a melhor opção, sem que por vezes se consiga perceber o que estará em cada qual mais para a frente?

Caminhar e acreditar, sentir, inspecionar e perceber que opção tomar, mesmo que por vezes seja necessário voltar um pouco atrás para seguir o que antes tinha sido o rejeitado. Cada escolha tem de valer por si, por vezes é possível voltar atrás e remediar situações, por outras é seguir em frente, dando o salto pelo troncos caídos pela estrada para ultrapassar barreiras naturais que em certos sentidos só ajudam a fortalecer a capacidade de cada um para perceber como agir numa futura decisão sobre que caminho enfrentar quando as dúvidas surgirem num novo desafio do par ou ímpar. 

Caminho da felicidade

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Caminhos que se fazem de avanços e recuos, retas e oscilações, percursos esses que se requerem de atenção para que nada falhe no momento de ser prestada cada prova onde todo e qualquer percalço e desaforo não pode ser levado para casa como medalha de mérito de nova etapa cumprida.

Na vida existem pontos bem essenciais para se sair vencedor. A humildade em comunhão com a resiliência, a alegria contagiante, a perspicácia pelo caminho, a sobrevivência para se ser sempre um pouco mais e melhor sem esquecer o toque de bondade, generosidade e de partilha com quem nos rodeia por bem. Na essência do dia após dia o lema das pedras da calçada que devem ser trilhadas com todos os percalços necessários é fundamental para que por cada obstáculo ultrapassado se possa conseguir afirmar que uma nova fase foi cumprida com legítimo sucesso, lutando, enfrentando e sem machucar para se seguir em frente.

 

Pandemia que tranca portas

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Cheguei a casa perto do momento do horário de recolher obrigatório, estacionei na adjacente da rua onde habito, desliguei o motor e fiquei a olhar em diante, entendendo que numa avenida de aldeia onde dia e noite sempre ia existindo movimento, com ou sem viatura, tudo naquele momento noturno parecia deserto, como se todas aquelas ruas e mesmo casas estivessem abandonadas num mundo ao estilo da mítica série The Walking Dead. 

Refleti por rápidos momentos na diferença, com um ano, entre o mesmo espaço e as mesmas pessoas, antes e após uma pandemia nos afetar e transformar pequenos pormenores em momentos distantes. A desvalorização que era atribuída a grandes feitos individuais e que agora são tão essenciais para que o discernimento pessoal continue a resistir a quedas sucessivas em depressões, afastamentos e ruturas. 

Pesadas rotinas noturnas

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Sabes aquelas pessoas que dormem mal, mal e mal umas três noites seguidas e que de duas em duas horas acordam para fazerem uma série de coisas já rotineiras para esse trio da semana? Nas últimas noites uma dessas pessoas fui eu... Acordei, sentei na cama, fui ao WC e bebi água para voltar a adormecer logo, logo e logo.

Sofrem as redes sociais

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Meses de pandemia com várias semanas de quase isolamento e em que as redes sociais ajudaram um pouco a compensar a distância e ausência. No entanto com o tempo a passar e com a saturação desta nova vida, ao mesmo tempo que a habituação acontece, as redes sociais acabam por causar algum cansaço e hoje, talvez devido aos estados constantes de confinamento sem poder usufruir daquela liberdade que tanta falta faz, a partilha acontece de forma mais espaçada e em relação ao Instagram, rede que mais utilizo, as ideias para a criação de novas imagens têm vindo a diminuir de forma um pouco estranha a par da vontade para perder uns minutos a pensar no que posso elaborar de novo sem perder a essência do que tenho feito ao longo do tempo. 

Sou defensor que existem coisas que a serem feitas têm de surgir de livre vontade e de modo espontâneo e neste momento não me deparo com essa situação, sentindo que vou muito ao sabor da maré por não existir capacidade criativa e motivação para fazer mais e melhor. Vejo que este estado de maior enclausuramento me tem tirado alguma inspiração para me conseguir dedicar a pontos dos quais gosto, seguindo agora muito uma rotina diária sem fugir de controlo e sem me lembrar que num instante rápido posso fazer o que sempre gostei para voltar a retomar de forma mais constante a ligação pelas redes sociais. 

Pra Cima de Puta | Cristina Ferreira

Contraponto

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Título: Pra Cima de Puta

Autor: Cristina Ferreira

Editora: Contraponto

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Novembro de 2020

Páginas: 152

ISBN: 978-989-666-276-9

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Na Internet e nas redes sociais, a maldade grassa, o fel destila. Assusta-me perceber que há gente que se alimenta disso, que julga e agride os outros com facilidade e sem pudor.

Este livro é sobre a violência e sobre a necessidade urgente de mudar. Com ele, pretendo confrontar-nos com a impunidade das agressões que, nas redes sociais, se dirigem não interessa a quem ou com que consequências.

Muitos considerarão que este título e o que aqui mostro constituem mais uma provocação. É verdade, este livro é uma provocação, uma chamada de atenção. Mas é também um testemunho que acredito que posso deixar. É uma parte da História e da história das pessoas que, impunemente, optam por agredir. Esta maledicência, esta imensa maldade, num mundo que precisa tanto do oposto, surge porquê? O que leva o ser humano a escrever este tipo de comentários? Um dia, daqui a muito tempo, alguém pegará neste livro e conseguirá entender como eram as redes sociais nesta década do século XXI. Talvez encontre algumas pistas.

O que aqui mostro pretende ser uma abertura de caminho para uma análise sociológica que é preciso fazer. Não é para terem pena de mim ou da minha família. É para percebermos que mulheres e homens atacam ferozmente. Na maioria das vezes, sem conhecimento de causa, por inveja pura e simples ou por qualquer outro sentimento que os especialistas saberão identificar melhor do que eu.

Quero que este debate se faça. Sou uma profissional da área da comunicação e chego a muita gente. Quero usar essa influência para tentar criar reflexão e discussão em torno de algo que não me afeta só a mim, de algo que me parece que faz de nós, enquanto sociedade, gente menor do que poderíamos ser.

 

Opinião: Cristina Ferreira tem sido nos últimos anos um dos rostos com maior influência em Portugal, tendo consigo o muito trabalho e dedicação que lhe têm dado força e gerando sucesso em tudo o que idealiza e realiza a solo e com a sua cada vez maior equipa profissional. Dentro de um esquema que vive muito da sua imagem pela imprensa, redes sociais e claro, da televisão, Cristina cresceu junto do público e hoje é a figura que mais vende através da sua imagem e da própria marca. Estarão os sucessos pessoais ligados com tanta critica gratuita que lhe é feita por pura inveja e incapacidade de perceção de que as mulheres merecem tanto os lugares cimeiros como os homens? Estarão os famosos sujeitos a tantos julgamentos gratuitos perante a mesquinhez de uma sociedade que não sabe perceber que as conquistas só acontecem com batalhas travadas, mesmo quando se deixa muito para trás na procura de objetivos que são realizações pessoais? Qual a razão de não se aceitar o sucesso do vizinho quando este idealizou, lutou e triunfou?

Silêncios confinados

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21/11/2020, pelas 16h25

 

Esta tarde, de pijama vestido, o que vai contra as minhas regras pessoais de ficar em casa com um aspeto sociável e não com aspeto de quem vou dormir a qualquer momento, estou com a televisão ligada como dama de companhia, o computador também ele em espera que as palavras surjam pelo teclado para um texto que será publicado logo no dia seguinte, com o bulldog deitado aos pés da cama, meio adoentado e a ressonar no seu sono de prazer por poder estar na cama do dono a fazer a sua sesta durante horas. Cá dentro tudo está em modo quase pausado, sem grandes movimentações e também sem qualquer vontade para tal.

Já lá fora o silêncio impera. A janela está aberta, o sol aquele o quarto e se não soubesse que vivo numa das principais ruas da aldeia, por onde até costumam passar pessoas e carros, diria que estava isolado no campo, já que o som é inexistente durante as últimas horas. Nada acontece nas proximidades lá por fora, praticamente como aqui, estando como que parecendo isolado do mundo.

Silêncio total num dia que se fosse normal todos poderíamos aproveitar para um passeio pela natureza ou pelas calçadas de ruelas e avenidas. O sol brilha quente por este fim-de-semana de Outono em que não podemos aproveitar o ar livre, ficando toda uma sociedade suspensa dentro de quatro paredes onde nos sujeitamos a ver cada hora passar para que o dia seguinte inicie como mais um dos muitos que ainda esperamos dentro de um estado de emergência que parece longe de findar para o bem de todos. 

Sejam felizes em confinamento

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Hoje e Amanhã todos fomos convidados pelas entidades governamentais a entrar em confinamento ao longo das tardes, mas não será isso que deixará de lado os meus votos de bom fim-de-semana a todos que por aqui passarem. Divirtam-se e sejam felizes ao longo das horas em que estejam obrigados a ficar fechados entre quatro paredes, pensando que logo conseguiremos respirar livremente se soubermos manter a calma, continuando a cumprir as regras sem perder a esperança de que tudo ficará resolvido o quanto antes. Como o outro afirmava, "sejam felizes", mesmo em confinamento. 

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