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O Informador

30
Jun20

Portugal não é fascista!

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A 01 de Maio de 2020 André Ventura, o querido humorista deputado do Chega, proferiu as seguintes palavras na sua conta do Twitter. «A malta que se junta na Alameda para celebrações do 1 de Maio, numa altura em que se pede confinamento aos portugueses, são uns palhaços tristes. Não têm outro nome!».

No passado Sábado, 27 de Junho de 2020, o mesmo André Ventura liderou uma manifestação dos preconceituosos que dizem que não são racistas por Lisboa onde se pedia adesão, mais felizmente só uns poucos perderam o seu tempo para seguirem os passos da organização. Neste passeio dos tristes pelas avenidas da capital podemos tirar duas ilações. Primeiro que André Ventura é esquecido sobre o que diz, já que criticou a manifestação da CGTP a 01 de Maio, quando estávamos confinados e menos de dois meses depois organizou a sua própria manifestação quando a região de Lisboa continua com regras apertas devido à pandemia. Segundo, o senhor bem tentou mas não conseguiu levar os milhares que pretendia atrás de si, protagonizando sim um passeio dos tristes, como afirma Cristina Torrão no Delito de Opinião

29
Jun20

Big Brother: desistência, birras e amor

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Noite de Domingo, noite de Gala do Big Brother e momento para colocar os dedos a trabalhar com novo comentário semanal para ser publicado. 

O momento da noite foi sem dúvida a desistência da Sónia, após semanas a ameaçar e com comportamentos menos próprios ao longo dos últimos dias, com frases que não devem ser ditas e discussões acessas com outros concorrentes. A feirante do Porto finalmente deixou a casa, percebendo que já não fazia nada no jogo por ter perdido o que tinha no início junto do público. A Sónia saiu e em estúdio a mãe da ex concorrente deu barraca, como sempre tem acontecido, a revelar a sua falta de educação com o Cláudio, a rebaixar a Noélia e chamando nomes à concorrente algarvia. Percebe-se até ao final da participação de Sónia que o que foi mostrando nas últimas semanas é genético e de família, como tal, quem sai aos seus... Finalmente a Sónia saiu, com o seu lindo penteado de todos os Domingos, e sem qualquer ponto de interesse, só podendo dizer que esta desistência já veio tarde, mas chegou com medo da querida em ir a votos e ser expulsa por vontade do público com larga margem. 

Os salvamentos dos seis nomeados começaram logo no início da noite e decorreram ao longo de praticamente metade do programa. Ana Catharina foi a primeira a livrar-se da saída com a menor votação da semana, seguindo-se a Jéssica e a Sandrina. Já na terceira e última eliminatória a Noélia foi salva, seguindo-se o Pedro Alves, ditando assim a saída do Daniel Monteiro. Durante a semana achei que seria o Pedro a sair, mas na gala ao ver a Jéssica a ser salva bem cedo pensei que os fãs do casal estavam unidos a votarem no Daniel e assim foi, o bombeiro deixou a casa da Ericeira a um mês do final. 

No início da noite os concorrentes tiraram cartões de um caixa surpresa onde só três davam sorte ou azar aos que lhes pegassem. Só que estes prémios não eram para os respetivos concorrentes mas sim para oferecer a outro concorrente. Soraia ofereceu imunidade à Ana Catharina, Teresa presenteou o Daniel Monteiro com um voto duplo, o que com a saída deste a concorrente passou o bónus para a Iury, a que mais demora a nomear, e o Daniel Guerreiro optou por fazer nomeação direta à Noélia, justificando que a Noélia seria nomeada pelos concorrentes e que assim terão de eleger outra pessoa para colocarem a votação do público, jogando de forma certa, mas colocando a jeito para ir a votos. 

Na prova do líder, com um código de cores de bolas a ser revelado pelo Big Brother e para todos os concorrentes terem de decorar e ir a uma piscina de bolas para recolherem uma bola de cada vez e colocarem nos seus púlpitos pela ordem referida pela voz do Big Brother. O primeiro a colocar as bolas por ordem foi o Diogo que se tornou assim o novo líder da casa, ficando automaticamente imune e fora de nomeações. 

Começando a ronda de votações entre concorrentes, com Noélia já nomeada, ficaram também ao critério do público para expulsão no próximo Domingo a Jéssica, Daniel Guerreiro e Soraia. Com estes quatro nomeados aponto as flechas de saída para a Jéssica, primeiro porque quer mesmo sair da casa e depois porque do quarteto é a que está sozinha do outro lado do jogo, sendo mais fácil o público se virar somente para o lado desta concorrente que já não faz nada na casa a não ser encher e irritar o público com a sua má prestação. 

Ao longo da noite existiu espaço para todos verem as últimas semanas da Noélia, sempre a meter a voz onde não deve com as suas opiniões e vontade de mandar em tudo e todos. Eu gosto da concorrente algarvia, mas entendo que se torna cansativo viver com uma pessoa que passa os dias de forma constante a alertar e a querer que tudo seja feito à sua maneira. Jéssica e Pedro Alves a dois no confessionário como se tivessem o seu último momento e a mostrarem algum ressabiamento perante a preferência dos telespetadores para com os outros colegas de casa. Desta vez foi a Teresa que fez a sua curva da vida e a concorrente mais velha da casa revelou partes marcantes da sua história, contando que aos dez anos foi quase morta por um desconhecido quando ia a caminho da escola, num dos momentos mais fortes deste espaço dedicado a revelações do passado dos concorrentes. Teresa relatou os seus maus momentos, onde também pediu desculpas publicamente a Sofia Sousa por ter tido comportamentos e partilhas menos boas para com a mãe da neta na altura da participação do filho Tierry e da Sofia no Secret Story. Com a saída da Sónia e por acreditar piamente que o Pedro Alves iria sair por decisão dos portugueses, a Jéssica lá fez a figurinha da noite em querer desistir, mas em intervalo lá ficou convencida pela produção a ficar por mais uns dias e se quiser sair ao longo da semana da casa, mas estando nomeada espero que aguente a semana para sair normalmente e não como uma derrotada pela pressão. Fantuchada a mais porque se quer sair há três semanas já tinha saído e não andava sempre nisto como a feirante andou. Os últimos confessionários para conversa ficaram entregues a Ana Catharina, que fez do espaço temporal um bom momento, a falar com o Cláudio sobre a relação com o Diogo, a revelar os seus sonhos e o que tem vivido dentro da casa. Gostei mesmo deste momento livre e sem receios da Ana, para mais por ter falado do Diogo sem saber que na sala todos viam o seu assumir de uma certa paixão, uma «nuvem», como diz, entre os dois. Depois Diogo foi ao confessionário para nomear e percebeu-se que a felicidade que a concorrente brasileira passou é a mesma que o concorrente lisboeta. O amor entre os dois anda no ar e tem vindo a ganhar com o tempo, sem pressas e stresses como nos restantes casos. 

28
Jun20

Não sejamos ingénuos...

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A quarentena quase obrigatória invadiu Portugal em Março para ficar por uns meses e muitas vozes se levantaram com a esperança de uma mudança social, para melhor, por tudo o que estávamos a passar. Agora, com o retomar da vida com a nova normalidade percebemos que continuamos a ser ingénuos por acreditar numa mudança social que na generalidade não aconteceu. 

Claro que nada mudou para melhor, talvez até bem pelo contrário. Neste tempo de confinamento o que se ganhou bastante foi uma individualidade egoísta, um afastamento recheado de insensibilidade e aquela indisponibilidade para com os outros com a desculpa que agora não nos podemos encontrar, como tal cada um tem que se desenrascar sozinho e à sua maneira individual. 

27
Jun20

Lisboa Reykjavík | Yrsa Sigurdardóttir

Quetzal Editores

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Título: Lisboa Reikjavík

Título original: Brakio

Autor: Yrsa Sigurdardóttir

Editora: Quetzal Editores

Edição: 2ª Edição

Lançamento: Janeiro de 2020

Páginas: 448

ISBN: 978-989-722-630-4

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: «Ægir e a família falaram com a Islândia quando o iate estava a deixar o porto em Lisboa, mas nunca mais se soube deles desde então.»

Um iate de luxo abandona o porto de Lisboa tendo como destino Reykjavík, na Islândia. Despedindo-se das temperaturas agradáveis da capital portuguesa, a bordo seguem sete pessoas que enfrentarão o frio mar daquele inverno, a caminho do norte. Porém, daí a alguns dias, quando o barco entra no porto de Reykjavík, ninguém é encontrado a bordo. O que aconteceu à tripulação e à jovem família que seguia nele ao zarpar de Lisboa? O que se teria passado em Lisboa, ou durante a viagem, que possa explicar o desaparecimento?

Este é o cenário do melhor e mais assustador romance escrito até hoje pela rainha do policial nórdico, antes publicado com o título O Silêncio do Mar — um mistério sobre a escuridão do oceano, Lisboa, a família, a fama, negócios obscuros e, como sempre, o mal e a conspiração do ódio.

 

Opinião: Um iate de luxo deixa Lisboa com destino a Reykjavík, levando consigo a tripulação e uma família composta por um casal e duas meninas gémeas. Na cidade da Islândia a embarcação chega sem pessoas, sem corpos e sem pistas sobre o que terá acontecido ao longo da viagem para que as sete pessoas que embarcaram na cidade portuguesa não desembarquem no seu destino.

Numa história contada entre um passado recente, onde se consegue acompanhar a vida no iate para se perceberem os vários passos que vão sendo dados ao longo da viagem e os momentos em que os vários incidentes vão acontecendo, e o presente, onde na cidade o leitor acompanha Thóra, a advogada contratada pelos pais do elemento masculino do casal, numa procura intensa perante todos estes estranhos desaparecimentos. Sete pessoas embarcaram em Lisboa, nenhuma chegou a Reykjavík, chegando o iate vazio numa paragem conturbada e automática ao porto. Tudo vai sendo contado ao mesmo tempo e a verdade é conhecida mesmo no final num mútuo conhecimento entre o que aconteceu no iate e o relatório a ser feito aos familiares que ficaram sem filho, nora e netas. 

26
Jun20

Ora! Ora! Upa! Upa!

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Voltei, voltei, voltei a casa! Ah pois é, o cachopo voltou a casa, a uns vinte minutos de Lisboa - mas não vou falar disso para não perder alguns leitores que possam pensar que o Covid19 também se transmita via internet. 

Uns bons dias alentejanos e lá regressei, ainda não para trabalhar porque esses dias ainda estão a umas semanas de distância mas para tratar de mim e continuar a descansar num misto entre casa, praia e passeios em segurança. Já marquei consultas, já pensei nos euros que irei gastar pelas próximas semanas, já percebi que em sistema de lay-off os gastos com a saúde ultrapassam sempre o orçamento mensal mas existem coisas a que não se deve fugir e já que estou numa pausa forçada prefiro tratar de mim neste momento do que deixar quando já tiver horários a cumprir. 

Assim sendo as próximas semanas são para ficar por casa, entre consultas, obrigações e também praia e passeios, num misto de dias livres e mais preenchidos para não me cansar com rotinas entre casa, casa, casa e casa. 

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