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Maio, mês do automóvel

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Existe o dia dedicado a tudo e mais alguma coisa, quer seja nacional ou internacional, e por aqui declaro que Maio é o mês do meu automóvel.

Ao longo de Maio as despesas com o veículo começam a cair do início ao fim como se tivessem a desfilar em frente à conta bancária como que a dizer... «Queres? Então paga!». Apareceu o Seguro, cujo pagamento é feito por duas vezes ao longo do ano, o Imposto Único de Circulação, a mudança de óleo e a Inspeção com tudo aprovado. Despesas e mais despesas, euros e mais euros a saírem da conta, um lay-off a permanecer por mais uns tempos e um carro que parece que come à mesa connosco em certas alturas fixas do ano e outras vezes de forma inesperada. 

 

Mais um mês de lay-off

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Maio está a chegar ao fim e Junho prestes a começar, mês em que o local de trabalho volta a abrir portas. Porém, aqui o rapaz irá ficar mais um mês em casa porque nem todos vamos ser chamados para não ficarem pessoas a mais a trabalhar, para mais com horário reduzido, ficando assim a equipa dividida no regresso.

Como fui o último a entrar em lay-off também serei dos últimos a regressar ao trabalho, voltando somente no início de Julho, numa troca com os que forem agora assumir o posto. Por um lado estou cansado de ficar em casa, por outro e uma vez que andei adoentado por umas semanas longas neste período, também não me importo de mais umas semanas de pausa forçada, regressando quando já tudo estiver a funcionar e alinhado. 

Em 2020 vamos ter Feira do Livro de Lisboa

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A tradição dita que a Feira do Livro de Lisboa aconteça nas últimas semanas de Maio e início de Junho. Este ano com o Coronavírus a atacar o país muitos eventos foram adiados e outros cancelados. No caso do maior evento literário da capital o adiamento aconteceu e agora já se sabe que o mesmo se irá realizar em simultâneo com a Feira do Livro do Porto. 

Em Lisboa a feira literária irá ter o seu início a 27 de Agosto e no Porto a 28, ambas ficando até ao dia 13 de Setembro, exigindo uma organização mais complexa por parte de expositores, autores e até mesmo de leitores que por vezes visitam os dois eventos, mesmo com a distância territorial. 

Como habitualmente, a nossa Feira do Livro de Lisboa irá receber todos os visitantes no Parque Eduardo VII para a sua 90ª edição, desta vez com todas as medidas necessárias de distanciamento e precauções para com as novas regras para com a pandemia. Neste momento as inscrições para as participações já estão a decorrer, mas não me parece que se consiga suplantar os números dos últimos anos para se obter de novo a maior Feira do Livro de sempre. A conjuntura atual deverá fazer com que editoras mais pequenas acabem por perder espaço e não tenham capacidade para se afirmarem, infelizmente. O mercado está complicado, todos nós estamos a sofrer alterações nas vidas privadas e profissionais e muito não será como antes.

Cansaço no final da quarentena

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Os meus últimos dias de quarentena têm sido tão animados que quase nem me atrevia a contar.

De forma resumida... Passo a maioria dos dias em casa, sem praticamente colocar os pés na rua, nem na varanda, e quando vou a algum lado é tudo feito de forma rápida para que não me demore. Geralmente acordo uma ou duas vezes de noite, logo após adormecer e depois um pouco antes do sol nascer, parecendo que já dormi o suficiente e que o dia não amanhece para mais um dia igual ao anterior. Deito cedo e cedo ergo, pouco saio de casa e quando o faço é de forma rápida, que final de quarentena é este?

As próprias rotinas em casa estão a passar ao lado. Pensei que por ter mais tempo livre iria ver mais séries, o que não tem acontecido, depois os livros a que não tenho dedicado tantas horas como pensava. Existem alterações em casa e várias situações para serem resolvidas e na verdade não apetece despachar nada. Na verdade sinto peso e cansaço, de forma a quebrar a capacidade de reação neste momento, querendo, mesmo com receio, voltar ao trabalho. 

Paciência que falta

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Dois meses em casa, várias semanas doente, outras tantas a meio gás e o estado de paciência já esteve alto, tendo deixando de existir para voltar de novo e agora, quando Junho se começa a aproximar, parece que a mesma paciência que andou a faltar se foi de novo. 

Neste momento, em finais de Maio, sinto-me cansado destes dias monótonos, mais caseiros, com saídas precárias para o passeio higiénico e uma compra ou outra. Sinto falta de ir trabalhar, mas sei que quando for chamado para marcar presença rapidamente voltarei com a palavra atrás e pensarei em como estava bem por casa. Sei que irei voltar ao trabalho com vários receios e esse fator irá mexer com o meu psicológico logo nos primeiros dias e que não será fácil voltar a uma suposta rotina porque estarei sempre com a ideia que ao andar mais fora de casa que poderei ficar bem perto do Covid19 e consequentemente passar o vírus para os outros sem ter noção do mesmo.

Se Marcelo vai... Costa também vai...

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Se ao Sábado Marcelo Rebelo de Sousa teve honras de quase abrir o Jornal da Uma da TVI com a sua saída de praia, eis que ao Domingo calhou a António Costa, o nosso excelentíssimo Primeiro Ministro, ser apanhado com a esposa a banhos na Praia da Princesa na Costa da Caparica. 

Aproveitando o calor deste fim-de-semana, mesmo sem a época balnear ter começado, António Costa optou por mostrar que já podemos ir até ao areal com segurança e distanciamento, não existindo necessidade de esperar por 06 de Junho, o dia em que a liberdade para frequentar as praias está oficialmente aberta este ano.

Mesmo com Costa a querer tirar o destaque de Marcelo com a sua estadia na praia, o Presidente conseguiu voltar a ser filmado, ao segundo dia, nos seus mergulhos em Cascais pela sua meia hora de natação diária e em bom. 

 

As regras quebradas de Sónia

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Ao longo da tarde desta Segunda-feira, 25, o marido da concorrente Sónia do Big Brother quase que invadiu a moradia da Ericeira, onde está a decorrer a atual edição do reality show, para passar informação à concorrente, com quem conseguiu chegar à conversa. 

Sónia, com Angélica ao lado, esteve em conversa com Vítor num dos cantos da vedação do jardim, não tendo o jovem entrado no recinto, ficando entre os arbustos e a barreira que o impediu de passar para o interior. O casal conversou, Vítor tentou alertar Sónia para não desistir do jogo porque está tudo bem com a família, mas o Big Brother não deixou que as regras ficassem por aplicar. De imediato pediu para que todos os concorrentes se recolhessem na casa, Sónia foi ao confessionário e admitiu o erro de conversar com o marido, mas não escapou a sanção.

Ao contrário dos restantes concorrentes que têm ouvido gritos de apoio ao longo da semana, a feirante comunicou com o exterior, quebrando assim uma das regras do formato e em direto com o Cláudio Ramos ao final da tarde percebeu que ficou nas mãos do público até ao próximo Domingo se permanecerá em jogo ou não. Só que após saber da decisão do Big Brother a concorrente dirigiu-se à sala e montou a barraca aos gritos como se toda esta situação tivesse sido montada para que «a Sónia e o Vítor fizessem uma novela». A concorrente disse o que devia e não devia, atacou a produção por se sentir uma personagem e mostrou, tal como durante as duas últimas semanas quando a situação não vai de encontro ao que acha correto, querer abandonar o jogo, para poder fazer pedidos para além do que é aceitável.

A produção agiu uma vez mais de acordo com as regras, deixou a concorrente nomeada para decisão até Domingo, mas não me parece que as coisas fiquem assim. Se não abandonar a casa antes por desistência, acredito que por decisão do público ou da própria que Sónia deixe o Big Brother no Domingo, poucas semanas após ter estrelado em altas e vindo sempre a cair pelas suas atitudes dentro da casa da Ericeira. Desde que entrou na casa que vejo a concorrente a descair e sem capacidade de reação, como tal esta nomeação só irá ajudar para que a desistência surja num momento em que pouco já está a dar quando só pensa em sair. 

Big Brother, fórmula repetida e mal gerida

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Anunciada como uma noite de dilemas, a terceira gala do Big Brother começou com um Alerta, o que já é conhecido de todos nós de outras aventuras produzidas pela Endemol para a TVI, o que logo ajudou a antever que iriam aparecer aqueles jogos da treta ao longo da noite com escolhas vãs entre uns e outros, mas afinal até foi calmo. 

Antevisão feita e eis que somente um dilema a dois foi feito de forma inusitada com os concorrentes a terem de escolher entre a Soraia ler uma carta enviada pela mãe ou o Pedro Soá ler a carta da sua namorada, tendo sido o seleccionado para ouvir o apoio e força para continuar em jogo. Uma questão básica e já batida entre outros reality shows do canal e que acaba por ser um completo enche chouriços para uma noite onde se procura criar polémica e instabilidade no grupo. Não havia necessidade de voltarem com este momento que não serve para nada e que só atrasa o alinhamento que fica sem espaço para debater o que realmente interessa.

O grupo foi confrontado com imagens das compras semanais, existindo pouco orçamento, uns pedidos especiais de alguns concorrentes, como a Teresa, que foram recusados por quem fez as escolhas, e depois pelas costas da maioria, eis que existiu tabaco a mais do que tinha sido combinado e que passou sem que os colegas soubessem. Não existiu orçamento para os quatro hamburgueres da Teresa, mas para tabaco extra e omitido o dinheiro já estava a mais. Um mau momento da Sónia que escondeu tabaco para o Daniel Monteiro que havia revelado que se abstinha do tabaco pelo pouco orçamento e afinal comeu e calou a pensar que passava despercebido. Queria ver discurso de batalha em direto mas a Teresa foi muito simples e deixou para mais tarde o confronto, talvez quando a nova lista de compras for feita, não tendo a produção obtido exito nesta tentativa de discussão em plena gala, talvez um pouco porque o próprio apresentador não conseguiu puxar pela oportunidade de debater o tema. 

Numa nova tentativa de provocarem a discórdia para os próximos dias, eis que a divisão entre os concorrentes que se apelidam de Kamikaze foi pedida, resultando a constituição do grupo na união entre Pedro Soá, Pedro Alves, Jéssica, Rui, Hélder, Daniel Monteiro e Angélica, ficando os restantes, Diogo, Teresa, Sandrina, Soraia, Noélia, Iury, Sónia, Slávia, Ana Catharina, Daniel Guerreiro e Renato, apelidados por neutros. Tudo isto foi feito pelas discussões que têm surgido ao longo da semana e também como uma balança que acabou por culmatar na expulsão por parte do público do Rui, que se tem assumido como um dos elementos dos Kamikaze e do meu ponto de vista acabou por levar assim por tabela, como se diz na gíria, por se deixar influenciar pelos concorrentes com maior capacidade de liderança dentro daquele que parece ser um núcleo defensivo e onde quase todos se acham os donos da razão. Com isto, Pedro Soá teve que fazer a palhaçada que já tinha anunciado na primeira semana se o Hélder saísse e que voltou a afirmar que faria se fosse o Rui a ser expulso na segunda semana. Se da primeira escapou, da segunda o Rui saiu mesmo e eis que Pedro Soá armou o teatro de que queria sair para mais uma demonstração de show off porque continua a acreditar que segue forte no jogo quando é um dos concorrentes com imagem negativa dentro da casa da Ericeira. 

Saída de praia do Presidente Marcelo

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Claro que não é a primeira vez que podemos ver o nosso Presidente Marcelo na praia, mas este Sábado o direto que a TVI fez praticamente na abertura do Jornal da Uma será inesquecível. Para quem não viu, deixo aqui o link do vídeo, para perceberem os passos de Marcelo, a saída da praia e os cumprimentos aos populares e vizinhos de Cascais. Seguimos e acompanhamos o nosso Presidente a sentar no banco para sacudir a areia do corpo e ainda ter tempo para conversar com outra sua vizinha e um turista brasileiro sobre o estado do seu país e as diferenças entre Portugal e Brasil em tempos de pandemia.

Quem nunca sonhou ver um Presidente da República a sair da praia em direto na televisão nacional, de calção no corpo e sem qualquer segurança por perto? Andei trinta anos para ver estes preparos de um Presidente como um cidadão comum que o é... Ao longo do direto até tive tempo para imaginar Cavaco Silva de tanga na sua saída magnífica do areal de uma praia dos arredores de Boliqueime ou mesmo Ana Gomes, se vier a ser Presidente um dia, com o seu biquíni pela piscina municipal de Estremoz a espalhar charme e sensualidade por todo o lado. 

Abraços

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Não sou de Abraços! Definitivamente sou um pouco adverso ao contacto físico no que toca a cumprimentos, fazendo-o de forma normal mas não em excesso. Agora, em tempos de pandemia, posso dizer que até dos Abraços sinto falta, querendo realmente poder abraçar quem também nunca abracei e usar este símbolo de afeto com maior regularidade pela verdade.

Existem coisas que podemos admitir e neste momento um Abraço faz-me falta, talvez todos os Abraços de quem me queira abraçar quando tudo voltar ao antigo normal, o que terá de esperar uns tempos longos ainda. Vou esperar, com cuidados especiais, porque os Abraços voltarão a fazer parte do quotidiano de todos nós, acredita!

Hollywood, uma série cinematográfica

Netflix

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Uma nova série de Ryan Murphy e Ian Brennan estreou na plataforma Netflix e o chamamento logo surgiu, dando por mim a achar por diversas vezes que estava a assistir a um bom filme, uma vez que Hollywood é daquelas séries tão bem conduzidas pelo texto, com o cuidado da fotografia e com um elenco tão composto que podia ser transformada numa grande película porque a qualidade cinematográfica está presente ao longo dos sete episódios desta primeira temporada que conquistou. 

Recordando grandes nomes da indústria de Hollywood através dos diálogos, esta série prima pela audácia de tocar em pontos fortes abafados ao longo de anos. Numa época recheada de preconceitos e discriminações, muitos queriam alcançar o estrelado no célebre passeio da fama, mesmo que para isso tenham caído em redes de promiscuidade, abusos e podridão para seguir sonhos e estatutos que nem sempre foram levados a sério. Mostrando que o complicado de atingir é o mais apetecível, nesta série o destaque nos grandes filmes da época era a grande conquista, mesmo que muitos tivessem de chafurdar em mundos obscuros de chantagem e submissão que aconteciam com o conhecimento de muitos mas que todos davam como procedimentos desconhecidos em busca da fama e do sucesso.

Na série Hollywood são apresentados jovens aspirantes a ator a procurar o seu lugar, aproximando-se de nomes firmados do grande cinema para conseguirem respirar em audições num universo competitivo e só os que davam muito nos bastidores conseguiam conquistar o seu pequeno lugar. Nesta série os esqueletos guardados no armário de grandes homens influentes ganham destaque, mostrando o aproveitamento pelos jovens aspirantes que se submetiam a festas de prazer sexual para conseguirem chegar a algum lado. Muito se tem falado nos últimos anos desta problemática dentro do poder dos homens influentes do cinema para com as jovens atrizes, no entanto a homossexualidade sempre existiu e muitos dos que conseguiram os seus triunfos também caminharam por quartos, escritórios e hotéis para antes dos contratos assinados iniciarem os seus favores a quem lhes deu trabalho posteriormente. 

Abuso, assédio, machismo e preconceito são pontos em destaque nesta produção que além da prostituição, poder de influência e racismo mostra as reviravoltas que os pequenos conseguem fazer acontecer quando percebem que ultrapassaram os patamares a que foram sujeitos e passam de rejeitados e aliciados a heróis que não precisam de se sujeitar a influências para conseguirem os seus trunfos. Claro que ao longo de cada episódio as audições, teste de imagem, ensaios, reuniões de produção e gravações vão sendo mostrados, num misto entre a realidade idealizada e a de submissão. 

Sempre a comer na quarentena

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Os tempos são de pausa forçada e esse ponto obriga quase automaticamente a que a despensa e o frigorifico estejam com lotação quase esgotada. Aqui por casa as prateleiras de comida estão constantemente a serem observadas com o pensamento secreto sobre "o que vou comer agora?". 

Estando acordado acabo por detetar que praticamente de hora a hora estou a comer alguma coisa. Antes era raro comer pão, agora faço-o algumas três vezes, no mínimo, ao longo do dia. De manhã tomo o pequeno-almoço mas já com o pensamento que daí a uma hora irei voltar a comer alguma coisa, repartindo assim a primeira refeição do dia em duas. Almoço normalmente por volta das treze horas mas nem passadas duas horas já estou a comer alguma coisa de novo num primeiro momento de lanche que será repartido de novo um pouco depois porque a fome parece imperar agora sempre por aqui. De tarde sou capaz de comer três vezes e continuando a petiscar pelo meio por existir sempre espaço para mais um pouco. O jantar chega mas não assinala o último momento para comer do dia porque antes de dormir ainda existe permissão para voltar a invadir a cozinha para perceber o que apetece enfardar antes mesmo de ir dormir.

 

 

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