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O Informador

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30
Abr20

Não fazer nada não é bom!

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Existem momentos de mudanças forçadas em que depois percebemos que queremos fazer várias coisas ao mesmo tempo para aproveitar tempos de alteração de forma positiva. Aconteceu isso com o surgimento do Coronavírus em território nacional. Todos, ou quase todos, tivemos de alterar o nosso dia-a-dia em autênticas reviravoltas e de início parecia que a intenção era aproveitar o tempo ao máximo. Acordar e fazer tudo, criar e inventar, ocupar todas as horas com o que estava por fazer há algum tempo. Primeiras semanas foram assim, todos os dias vividos de forma efusiva porque existia a necessidade de nos ocuparmos dentro de casa ao longo de semanas seguidas, aproveitando para fazer o que ficava geralmente para trás e também para aproveitar todas as horas disponíveis com o que gostamos de fazer em casa a solo ou acompanhados. 

E depois quando a magia passou? Porque a verdade é que já ninguém está a suportar de livre vontade este enclausuramento, por muito que se goste de estar em casa. Todos já estamos cansados de inventar, de estar fechados, existindo vontade de sair, de ver pessoas, enfrentar a rua de novo e ver sociedade em movimento. Já não há pachorra para ler, ver televisão, fazer e inventar novos pratos, conversar pelas redes sociais, ...

29
Abr20

O Rinoceronte do Rei | Sérgio Luís de Carvalho

Clube do Autor

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Título: O Rinoceronte do Rei

Autor: Sérgio Luís de Carvalho

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2019

Páginas: 296

ISBN: 978-989-724-485-8

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Esta é a história do rinoceronte que chegou a Lisboa em maio de 1515 e que espantou toda a Europa. Esta é a história do seu tratador indiano e de Esperança, de Modafar, o sultão de Cambaia, do impressor morávio do rei de Portugal e do pintor alemão que se embasbacou com o dito bicho e o celebrizou. Esta é a história do capitão Rusticão, de um frade piedoso e do seu cão, de duques homicidas, de índios canibais, de mercadores e de escravos, de imperadores e de papas, de reis invejosos, poderosos e deprimidos e de médicos italianos que escreviam má poesia. Esta é a história dos lisboetas de quinhentos, dos ricos aos pobres, das viúvas alucinadas aos marinheiros, dos oficiais aos arquitetos.

No início de 1515, um rinoceronte chega a Lisboa, enviado por Modafar, sultão de Cambaia, para el-rei D. Manuel I. O bicho faz sensação no reino e em todo o continente. É a primeira vez que um rinoceronte aporta à Europa. Estamos no auge da expansão portuguesa e na cidade, particularmente na afamada Rua Nova, exibem-se todas as novidades do mundo, desde tecidos a madeiras, desde animais a joias, desde a pedra bezoar à planta do dragoeiro.

Com o rinoceronte vem um jovem tratador indiano chamado Océm, que cedo Océm se apaixona por uma escrava moura, Esperança, famosa pelas artes boticárias. Mas Esperança pertence ao mais rico nobre do reino, famoso pelo mau-feitio e pela soberba: o Duque de Bragança. 

Embasbacado pelo rinoceronte, Valentim Fernandes, o maior impressor do reino, dele dá conta ao seu amigo Durer, descrevendo-o entusiasticamente em cartas. Durer tinha acabado de perder a mãe, cujo amor pelos bichos era bem conhecido. Fascinado, o artista decide pedir mais descrições para gravar o rinoceronte e dedicar à mãe a sua nova obra.

O Rinoceronte do Rei é baseado em factos e personagens reais e narra a história da primeira imagem global que mudou a História da Europa.

 

Opinião: Se existe livro que surpreende após meses de hesitação, O Rinoceronte do Rei é um bom exemplo disso. Num romance histórico que une ficção com factos e personagens reais, esta obra de Sérgio Luís de Carvalho começa com a oferta de um rinoceronte ao Rei D. Manuel I. Ganda chegou a Portugal, causando grande burburinho e curiosidade por parte de muitos, inclusive vários Reis europeus e do Papa Pio X. Muitos ficaram a conhecer este animal de grandes portes que viajou até Portugal e não só aos cuidados de Océm, um jovem indiano que ficou destinado a cuidar de Ganda. A partir daqui a história começa a ser contada.

28
Abr20

O Big Brother semi estreou...

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Meses e meses após ter sido anunciado o regresso do Big Brother, eis que a edição celebrativa aos vinte anos do reality show arrancou finalmente, em condições diferentes do que estava previsto e num formato inicial que vai de encontro ao estado de quarentena pelo qual todos passamos. 

Em formato Big Brother Zoom durante os primeiros quinze anos, o programa estreou e destaco a presença muito firme de Cláudio Ramos na apresentação. Tinha alguns receios sobre a escolha do apresentador mas acabei por perceber este convite para o Cláudio deixar a SIC após vários anos para abraçar o, como tem referido, sonho da sua vida. Preparado, hesitante somente nos primeiros minutos da estreia, direto e sem falhar nas questões, não deixando que existissem tempos mortos ao longo do primeiro impacto dos concorrentes junto do público.

Claramente que um formato destes perde bastante por não existir plateia, mas tudo tem de ser adaptado às circunstâncias e as coisas até correrem bem em estúdio, bem como as conversas com os concorrentes, mesmo que esta estreia não tenha sido transmitida em direto. Com um cenário ao estilo de edições internacionais e com cores neutras, o novo Big Brother parece ter sido pensado ao pormenor, tendo também existido tempo para todos os retoques serem feitos.

No que toca aos concorrentes, existem para todos os gostos, mas no geral percebe-se que se fugiu ao casting das anteriores edições de reality shows que a TVI e Endemol produziram ao longo dos últimos anos. Num primeiro impacto é totalmente reconhecível que existem os cromos, os betos e convencidos, a originalidade e os armados em pacotes perfeitos cheios de máscaras. Pelas apresentações consegui ficar convencido com a Sónia, a minha preferida de início pela sua espontaneidade, a venezuelana Angélica, e a advogada e empreendedora Slávia pela boa disposição das duas primeiras e por sentir que não existem filtros e intenções de parecer o que não são. Depois a Flávia por já estar num outro patamar e mostrar que não deixa nada por dizer quando a sua opinião tem de ser colocada em prática. Num segundo patamar que poderão surpreender pela positiva encontrei um Rui, o pastor que não sei se será assim tão genuíno como parece, a Iury que se mostrar que o boneco da estreia é o seu verdadeiro eu poderá conseguir conquistar pela falta de objetivos, uma vez que o seu físico é o primordial, a Sandrina que tem trunfos com a sua história de vida para tocar o público, mas também prevejo que tenha tudo para virar uma das vilãs do grupo, o Diogo que parece não aquecer nem arrefecer, mas com quem fiquei com a ideia que poderá virar, sem querer, o elo de ligação do grupo e a Noélia, a mulher que vive para o trabalho, super organizada e disciplinada que não gosta de ter nada fora do sítio, sendo uma concorrente que parece gostar de controlar tudo e todos, o que poderá originar chatices com os mais indisciplinados, mesmo que aparente ser bem disposta. Existem depois os que não aqueceram nem arrefeceram pela apresentação, mas que poderão surpreender com os dias, claro. Neste campo encontro o Edmar, um concorrente que pode cansar facilmente o grupo, o Daniel Guerreiro com intenções de liderar mas aparentemente sem capacidades para tal, sendo mais fogo de vista, Ana Catharina, que nem chove nem molha, podendo originar conversas interessantes pela forma como está na vida, a Soraia que se mostrou muito sensível com causas humanas mas que não me convenceu pelo seu discurso, o Daniel Monteiro que será dos que poderá surpreender pela boa disposição mas que na apresentação deixou passar esse ponto de lado e a Jéssica que nem entendi muito bem ao que vai. Sobram quatro concorrentes masculinos que seriam dispensados, não fosse o facto do Big Brother ser um reality show e serem necessários os pontos negativos para provocarem um jogo e criarem discórdia. Neste grupo, e nos que deixava mesmo de fora da casa encontro o Pedro Soá, o presunçoso que quer tudo à sua maneira, acreditando que tem o poder da argumentação para rebaixar o outro. Totalmente ridículo na sua chegada e na forma como pretende lidar com os colegas de casa, para mais com um ar de bimbo tagarela que ao fim de uns minutos já se torna insuportável. O Hélder, o menino da mamã, com vozinhas de criança mas que depois passa o dia a admirar o corpo, assumindo-se perfeccionista e super arrumado. Não me parece que a maioria precise de lidar com um pai convencido e com manias, mas prevejo que este possa ser dos primeiros a sair porque o boneco que apresentou é tão falso e sorridente que não passa mesmo de uma montagem. Chega o Pedro Alves, o homofóbico assumido que só por si já entrou mal pelo que assumiu, para mais num programa apresentado por Cláudio Ramos. Iremos ver como tudo corre na casa, mas parece-me que existirão concorrentes que se vão debater contra as suas ideias, principalmente a ala feminina, já que o homossexual assumido da casa não me parece ser pessoa para procurar quezílias por pensamentos pequenos de outros. Finalmente o Fábio, o algarvio que não faz nada da vida. Miúdo mimado, oco, egocêntrico e que tem tudo a indicar que será daqueles que não fará nada dentro da casa, sendo facilmente um alvo a abater por parte dos colegas.

27
Abr20

Bactéria ocular

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Nos últimos dias tenho estado bem mais ausente do blog e redes sociais, deixando tudo em modo automático com textos feitos e guardados há algum tempo por uma necessidade maior que de um momento para o outro me fez transformar a quarentena num estado de vida quase nulo.

Uma bactéria alujou-se no olho direito e trouxe consigo uma úlcera da córnea e a dupla fez com que ficasse quase sem ver. Recorri ao hospital, muito a custo porque o Covid19 pesa sempre no momento de tomar este tipo de decisões e enfrentei as urgências do centro hospital de Vila Franca de Xira. Triagem rápida, consulta em menos de meia hora e segui para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, porque o serviço de oftalmologia não funciona em Vila Franca de noite. Mal cheguei a Santa Maria e em menos de cinco minutos estava na zona de oftalmologia numa espera que durou entre cinco e dez minutos para entrar na sala de consulta. Os testes foram feitos, a úlcera identificada, amostras para análise tiradas e medicação passada. Dois dias depois voltei ao Hospital de Vila Franca de Xira para consulta de avaliação e tudo parecia estar a melhorar mas não existiam os resultados ainda para se perceber se existia algo mais. A visão foi sendo recuperada mas a úlcera sem diminuir e passaram mais dois dias para nova avaliação e já com o resultado da análise. Uma bactéria bem sensível alujou-se no olho direito e por isso a dificuldade em tratar. Medicação alterada para ir de encontro aos novos dados, cuidados a manter e visão a recuperar aos poucos. 

O uso ao longo de dezoito anos de lentes de contacto a causar cansaço da visão, o ar condicionado e a luz mal colocada em certos pontos do dia-a-dia com alguma possibilidade de embater com as penugens da mudança de estação terão contribuído para chegar a este estado que só deu mesmo sinal de rutura quando já se encontrava no limite. Felizmente que até aqui apanhei equipas em ambas as unidades hospitalares super práticas, responsáveis e com o dom de saberem o que é dedicar tempo ao utente com explicações, educação e um bom senso para explicarem a situação em cada passo e possibilidade que surge.

Apanhei um valente susto que não ficará resolvido pelas próximas semanas, sendo algo para ir tratando com tempo e lentamente pelo que me foi passado. Confesso que pensei que iria ficar sem conseguir ver do lado direito no dia em que fui para o Hospital. Não entrei em pânico mas senti o nervoso a dar cabo da energia e do pensamento sem querer partilhar o que pensava e sentia naqueles momentos de espera, em que optei por iniciar sozinho para não colocar também ninguém em risco nos corredores hospitalares e porque existem situações em que me consigo tranquilizar melhor se estiver sozinho do que se sentir necessidade de partilhar por saber que está alguém ao meu lado em espera para que desabafe.

 

 

26
Abr20

Acordar ainda de madrugada

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Leitores dos recentes dias, hoje partilho com todos vocês o meu acordar quase de madrugada e com o sono necessário totalmente feito. Poderia ser bom, não fosse estar em período de quarentena, por encerramento temporal do local de trabalho, e perceber que por volta das seis da manhã já estou acordado e com falta de sono.

É um facto que me ando a deitar no horário normal como se fosse trabalhar, mas isso não invalida que neste momento fique satisfeito com cinco ou seis horas de sono. Acordo bem cedo como se nada fosse e quando olho para o relógio fico de imediato irritado por perceber que era completamente desnecessário estar já de olho aberto e pronto para mais um dia com mais do mesmo para fazer, sabendo que não irei conseguir adormecer de novo. 

Ao acordar tão cedo tenho de comer alguma coisa e depois deixo-me ficar com o tablet ou telemóvel na cama a ver uma série com os auscultadores para não fazer rigorosamente algum barulho porque no silêncio da noite qualquer som pode afetar os vizinhos do lado. 

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