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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

O que é perfeição?

22
Out19

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Existirá a perfeição exata e particular? Afinal o que é a perfeição para cada um de nós? Qual o meu ideal que tanto se poderá distinguir do teu e de todos os outros? Cada qual tem a sua ideia sobre a perfeição, mas esta existirá mesmo num pleno?

Não existe perfeição e quem se achar o ser mais que perfeito está no mau caminho. Muitos seres que parecem ter o chamado "rei na barriga" acreditam que vivem numa vida perfeita, sem oscilações, onde tudo parece tão sonhador e exato que as quedas e os maus momentos não existem. Que seres são estes que se auto elogiam, acreditando atingir a perfeição dentro de todos os níveis, da vida pessoal à profissional, passando por relações, moda, influências, companheirismo. 

Queridas pessoas, desculpem desde já se estou a contrariar a vossa ideia de vida, mas a perfeição não existe. Primeiro o que para uns é o top dos tops para outros não passa de um simples atributo, o que para alguns é estar bem, para outros não chega e tudo isto virado do avesso dá o que? Ninguém consegue estar na sua totalidade realizado e contente, sendo irreal quando se ouvem aquelas frases feitas de certos seres que se gostam de mostrar ao estilo, "tenho uma vida tão perfeita". Queridas e queridos, isso não existe, pensem lá bem e olhem para aquele vosso poço bem fundo e percebam que amanhã logo a chuva aparecerá e a água sobe para relembrar como está o lodo lá bem em baixo. 

Seres perfeitos só mesmo no cinema e até ai as coisas já deixaram de funcionar como outrora, deixando os filmes de serem pontos fortes da imaginação para retratarem cada vez mais realidades com a mais pura realidade que pode existir. Não existe um ideal de beleza, não existe o excelente feitio, não existe a melhor vida do mundo... Não existe perfeição plena!

Ding Dong | Yellow Star Company

Comédia

21
Out19

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Leste a sinopse que está na imagem? Que tal? Parece ser o início de uma boa comédia ou nem por isso? Um marido enganado que sabe de tudo e cria um cenário para se vingar e dar a volta a toda a situação. Parece ser daquelas histórias de amor e traições que tanto já se viu pelo teatro, novelas e salas de cinema não é? Mas não, isto porque além de Ding Dong ser do mesmo autor do sucesso Boeing Boeing, Marc Camoletti, que em Portugal esteve em cena com várias temporadas durante anos, o elenco escolhido pela Yellow Star Company para esta nova aposta é tão perfeito que todos encaixam nas suas respetivas personagens como luvas feitas por medida. 

Andreia Dinis, Gonçalo Diniz, João Didelet, Melânia Gomes, Núria Madruga e Sofia Baessa formam o elenco escolhido onde marido enganado e sua respetiva esposa com amante e uma companheira deste por empréstimo e a verdadeira mulher se cruzam com uma louca empregada bastante interventiva. Uma comédia? Mais que isso, esta é a comédia que a Yellow Star Company preparou para encher a sala do Teatro Armando Cortez pelos próximos meses e pela primeira sessão a que assisti só posso dizer que o sucesso estará de certo do lado de Ding Dong.

O público ao logo de quase duas horas de sessão, com direito a intervalo, gargalhou, aplaudiu, comentou e esperou pelo que estava para acontecer. Tudo é feito de forma rápida, sem cansar, com um bom texto e bem trabalhado onde os atores conseguem ter a capacidade de improvisar consoante a receção que estão a ter da plateia. Tudo parece estar bem sincronizado, desde a prestação de elenco, e aqui tenho que destacar que Melânia Gomes ganha um destaque enorme por estar num aquário onde está totalmente perfeita, a comédia, embora todo o elenco esteja bem. Um cenário simples e colorido como este estilo de produção pede, tempos perfeitos, e sincronização exímia. 

Insegurança animada

20
Out19

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Ouvir podcast e rádio também nos vai dando umas boas dicas sobre pensamentos que nos servem ao mesmo tempo para escrever um pouco sobre essas teorias. Falavam há dias atrás num ponto, que após refletir um pouco, não sendo preciso muito até, percebi que faz todo o sentido e até no meu próprio caso.

O tema ia de encontro a algo como «pessoas engraçadas e animadas para fugirem à insegurança», e não é que isto acontece mesmo? Por vezes e sinto que já melhorei bastante, a fragilidade com que me sinto em determinados momentos em que sei que consigo mas tenho receio de avançar só porque um ponto pode falhar faz-me contornar a situação com um humor que nem todos têm o privilégio de conhecer da minha pessoa. Acho que sou educadamente chato e melga quando me sinto completamente à vontade mas também percebo que por vezes uso esse facto para contornar situações que me possam deixar de pé atrás. Preciso de usar a minha parte animada e de bem com a vida, mesmo que esta seja disfarçada, para me valorizar ou somente para disfarçar que posso estar errado em determinado pensamento.

Quando sei que sou bom no que faço e avanço mas nem sempre tomo aquela seriedade, deixando sempre um espaço de manobra porque se correr mal é em modo engraçado que tento dar a volta. Será que não tenho segurança nos meus atos, em mim? Há uns anos não tinha, hoje sei em que ponto posso ser mais e menos valorizado e sinto-me bem com isso, mas mesmo assim percebo que continuo a ter uma certa graça que tenho de deixar de lado para deixar a insegurança para trás. Um facto é real, faço bem o que faço porque exijo isso mas ao mesmo tempo a forma como sei contornar situações continua a ter o seu ponto de graçola presente, não sendo forçado mas como algo natural quando sei que isso até funciona com quem está ao meu redor.

Sucessos que não se repetem

19
Out19

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Existem livros que logo pelos primeiros instantes nos conseguem cativar para uma leitura agradável, cativante e rápida. Por outro lado, existem os que levam com várias insistências e que mesmo assim não despertam o interesse ao longo de leituras que se arrastam por um tempo mais prolongado do que o desejado. Tenho detetado um pouco isto em autores que alcançam um grande sucesso e depois surpreendem o público uns meses depois com um livro pesado, maçador e bafiento. 

Seja pelo argumento ou pela forma como tudo é contado, existem obras que nos conseguem logo agradar pelas primeiras páginas por conseguirem agarrar o leitor através de personagens que marcam e conquistam numa história que se começa a desenvolver rapidamente ganhando assim interesse. Gosto de enredos complicados mas que não elaborem demais logo de início com vinte e tal personagens a serem apresentadas num curto espaço de tempo num autêntico modo de todos ao molho e fé na paciência do leitor.

Os autores gostam de criar uma boa história que envolva mas por muito que tentem olho para obras, geralmente de autores que após um grande sucesso logo tentam alcançar outro, e percebo que após um bom argumento completo e capacitado para conquistar optam por numa segunda ronda baralhar, complicar e desmotivar o leitor. Já não é a primeira vez que uma segunda obra de autor, após o primeiro bestseller, me desilude. O que será que passa pela mente dos autores para tentarem alcançar um novo sucesso com algo tão complicado em detrimento de seguirem a linha do que correu bem?

Entendo que a necessidade de mostrar um bom trabalho exista, a pressão de editores é uma constante para se publicar dentro de prazos apertados e com a ideia de que é necessário manter os valores ou supera-los. No entanto a ideia de que é importante organizar as histórias de forma a seguir um caminho com um maior grau de intelectualidade e para que o leitor se sinta baralhado só acaba por se destacar pela negativa. Se um autor surpreende e agarra quem está do outro lado com um estilo de história porque logo de seguida altera o seu registo base para desiludir e deixar quem gostou numa primeira vez de pé atrás perante a segunda oportunidade e com o pensamento que a terceira poderá não ser uma solução?

Outubro de Natal

18
Out19

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Estamos em Outubro e o certo é que neste momento as superfícies comerciais já se estão a antecipar à grande época natalícia que por aí está para chegar. Anteriormente, e não assim há tantos anos, Dezembro é o mês de todas as compras, os primeiros dias para embelezar a casa, começar a pensar nos presentes, correr para as lojas, preparar a lista de compras para as refeições dos dias natalícios e a noite de 24 chegava, a família se unia e o 25 seria sempre um prolongamento da noite mais tradicional e familiar.

Os tempos foram-se alterado, a lei da concorrência comercial adensou-se e o Dezembro esticou para Novembro e este ano, não me lembro bem se será o primeiro, em pleno meio mês de Outubro encontrei decoração de Natal já a fazer parte de grandes lojas de decoração. Os supermercados também já começaram com as grandes promoções de brinquedos que ficaram do ano passado para que depois nas semanas derradeiras de Natal as novidades possam encher prateleiras com preços mais elevados. 

Portugal começa a vibrar com a época natalícia cada vez mais cedo, faltam mais de dois meses para que o bacalhau e o peru sejam servidos como reis da mesa e os presentes sejam abertos antes de seguir para a Missa do Galo mas o comércio não perdoa e se é necessário vender e antecipar o que a concorrência está a preparar, então que comece o Natal.

Romeu e Julieta | 18 a 20.10.2019

Convites duplos

17
Out19

 

O Auditório do Casino Estoril recebe desde Setembro o espetáculo Romeu e Julieta, do Ódio ao Amor, inspirado na obra intemporal de William Shakespeare. A célebre e eterna história de amor que sempre apaixona o público, representada inúmeras vezes pelos palcos nacionais está assim de novo disponível numa versão de teatro musical, encenada por Sofia de Castro e com produção da Encontro de Sons. Esta adaptação do musical francês, Romeo et Juliette: de l’Haine à l’Amour, de Gérard Présgurvic, chega assim junto do público nacional.

Como todos devem ver na vida a história de amor de Romeu e Julieta, tenho convites duplos para distribuir pelas sessões dos dias 18, 19 e 20 de Outubro, sessões das 17h00 e 21h30. Este passatempo irá estar disponível até às 19h00 de dia 17 de Outubro, Quinta-feira, para a sessão de Sexta-feira, e pelas 19h00 do dia 18 para as sessões de 19 e 20 e nesses dias serão revelados os nomes dos vencedores nesta mesma publicação, sendo o sorteio feito através do sistema automático random.org. Os premiados serão contactados via email com as recomendações para o levantamento dos bilhetes acontecer nas melhores condições. Para a participação ser válida tens de seguir os passos que se seguem.

Deixa-me Mentir | Clare Mackintosh

16
Out19

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Título: Deixa-me Mentir

Título Original: Let Me Lie

Autor: Clare Mackintosh

Editora: Cultura Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2019

Páginas: 320

ISBN: 978-989-8979-03-2

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Depois do seu pai e da sua mãe terem acabado com as próprias vidas de maneira muito parecida, em dois suicídios brutais e com intervalo de apenas alguns meses, Anna está a tentar virar a página do passado trágico e recomeçar a sua vida.

O novo namorado e a filha trouxeram alguns sorrisos no meio do caos. Mas, mesmo com todo o esforço para superar os traumas e se entregar aos novos começos, o seu passado, de repente, volta à tona trazendo ainda maior dor e devastação.

No primeiro aniversário da morte da sua mãe, Anna recebe um bilhete anónimo e perturbador: Suicídio? Pensa melhor. Será possível que alguém possa fazer uma brincadeira dessas? Ou, de facto, há algo por descobrir por trás do suposto suicídio dos seus pais?

Deixa-me Mentir tem o ritmo avassalador das grandes obras primas do thriller internacional. Cheio de reviravoltas, deixa qualquer leitor em estado de alerta da primeira à última página.

 

Opinião: Após o sucesso de um grande enredo que foi Deixei-te Ir, acreditei que com Deixa-me Mentir teria também uma grande obra em mãos de Clare Mackintosh. Logo com o início da leitura percebi que estava completamente enganado e assim se confirmou até ao final. A questão que fui colocando enquanto arrastei esta obra comigo foi mesmo na ideia que a autora terá tido para alterar os temas base com que vinha a liderar anteriormente, mudando para pior, e criando desta vez uma história dececionante que em nada consegue acompanhar os sucessos anteriores. 

Com um estilo que agradou aos leitores através do suspense criminal, desta vez Clare decidiu baralhar demais, criando um thriller psicológico a que não conseguiu sequer dar um bom arranque para prender quem está do outro lado. Não consegui entrar nesta obra como desejado, não criando empatia com qualquer personagem por existir falta de capacidade para uma que fosse chegar junto do leitor. Todos pareciam peões armados, ora vai para aqui, ora aparece do outro lado porque alguém anda atrás de ti e tu já não devias existir. Entendi a ideia base, isso sim, mas a forma como tudo foi desenvolvido correu tão mal que senti pena deste livro por ser uma autêntica nódoa perante o que foi feito anteriormente. 

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