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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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Oiçam Atentamente | 02/03/04.08.2019

31
Jul19

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A ArtFeist estreou no dia 17 de Julho o novo musical que segue a linha dos anteriores sucessos de bilheteira, Esta Vida é Uma Cantiga e Let The Sunshine In - Anos 60. Inspirado nos êxitos dos anos 80, chegou em pleno Verão de 2019 Oiçam Oitentamente, um espetáculo de Henrique Feist onde se juntam Mariana Pacheco, Diogo Leite e Valter Mira em palco com a companhia de Nuno Feist na direção musical deste espetáculo que é cantado e tocado ao vivo no Auditório do Casino Estoril. 

Duas semanas após a estreia de Oiçam Oitentamente, tenho convites duplos para sortear para as sessões de dia 02, 03 e 04 de Agosto, Sexta-feira e Sábado, pelas 21h45, e no Domingo, pelas 18h00. Este passatempo irá estar disponível até às 18h00 de dia 01 de Agosto, Quinta-feira, e nesse dia serão revelados os nomes dos vencedores nesta mesma publicação, sendo o sorteio feito através do sistema automático random.org. Os premiados serão contactados via email com as recomendações para o levantamento dos bilhetes acontecer nas melhores condições. Para a participação ser válida tens de seguir os passos que se seguem.

Rei Leão, cativa mas não conquista

30
Jul19

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remake de Rei Leão estreou e as salas de cinema começaram a encher para assistir à nova versão do filme da Disney que em 1994 conquistou o mundo. Se esperava ficar tão encantado como quando era miúdo? Não, mas ainda bem que assim pensei antes de ver o filme!

Posso dizer que a qualidade desta nova versão está presente, que a história continua praticamente intacta e que contínua intemporal por não terem alterado o texto. Contudo, embora esta nova versão de Rei Leão tenha cativado, não me conseguiu conquistar como a primeira, faltando aquela emoção da novidade e surpresa, dando espaço para as grandes imagens realistas da película e quebrando em certos momentos o encanto original pela falta da vivacidade que as imagens originais continham.

Sendo agradável de ver e com um ritmo alucinante e sem quebras, os detalhes presentes nesta versão são únicos e a cor com que a película é apresentada são um ponto positivo da equipa criativa que torna este filme especial por ser o novo Rei Leão que já nos tinha conquistado na década de 90 e que agora regressou para relembrar e apaixonar novos públicos que conhecem assim umas das mais bonitas histórias que a Disney já nos contou.

A Escuridão | Ragnar Jónasson

29
Jul19

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Título: A Escuridão

Título Original: Dimma

Autor: Ragnar Jónasson

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Maio de 2019

Páginas: 288

ISBN: 978-989-8917-90-4

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Abrangendo as ruas geladas de Reiquiavique, os fiordes isolados e as Terras Altas da Islândia, A Escuridão é o novo romance de um dos nomes mais entusiasmantes do policial nórdico atual.

Aos 64 anos, a inspetora Hulda Hermannsdóttir, da Polícia de Reiquiavique, está prestes a ser forçada a reformar-se, mas antes quer levar a cabo uma última investigação: Elena, uma jovem refugiada proveniente da Rússia, foi encontrada sem vida numa enseada rochosa em Vatnsleysuströnd, na Islândia.

Assim que começa a fazer perguntas, Hulda não demora muito a perceber que não pode confiar em ninguém. Elena não foi a única mulher a desaparecer naquela altura, e ninguém parece estar a contar a história toda. Quando os próprios colegas tentam pôr um travão na investigação, Hulda tem muito pouco tempo para desvendar a verdade, mas está determinada a descobrir quem é o assassino. Ainda que isso signifique colocar a própria vida em risco.

 

Opinião: Tendo a Islândia como pano de fundo e Hulga como protagonista, é tempo de começar a entrar no mundo obscuro e sombrio de A Escuridão, o primeiro volume de uma nova série de Ragnar Jónasson que apresenta este seu livro através de um enredo bastante elaborado e de forma a prender o leitor de página a página. 

Primeiramente é apresentada Hulga, que aos sessenta e quatro anos percebe que está a dias de se aposentar, mesmo contra a sua vontade, e ver o seu lugar a ser rapidamente ocupado por um novo membro de energia renovada. Sem vontade de ficar no vazio de forma solitária, sem o dia-a-dia a que se habituou ao longo dos seus anos de trabalho esta mulher é o exemplo bem retratado por parte do autor de que nunca é tarde para arregaçar as mangas e continuar com o espírito de confiança e capacidade de fazer mais e melhor. Recusando o convite para se aposentar sem nada fazer, Hulga é convidada de forma ilusória pelo seu diretor a pegar num caso já arrumado de processos judiciais antigos que não foram resolvidos. O que resulta daqui é que este convite é mesmo levado a sério e esta mulher que não quer parar pega num processo que não viu o seu fim anunciado da melhor maneira e recomeça a investigar o que os seus colegas deixaram em tempos para trás. A partir daqui o desenrolar da ação ganha vários contornos bem promissores para um policial recheado de suspense e mistério em torno da morte de uma jovem russa que pedia asilo à Islândia. 

Oiçam Oitentamente | ArtFeist

28
Jul19

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No Verão de 2019 a ArtFeist volta a apostar na novidade com base nos anteriores sucessos de bilheteira das temporadas anteriores. Desta vez e após outros musicais de épocas diferentes, o tema são os anos oitenta e assim chega junto do público Oiçam Oitentamente. 

Os êxitos musicais da década de 80 e vários momentos históricos importantes de Portugal e do Mundo são revistos neste espetáculo que pode ser visto no Auditório do Casino Estoril e que conta com Henrique Feist, Diogo Leite, Mariana Pacheco e Valter Mira com interpretações musicais, a quem se junta Nuno Feist, encarregue da direção musical desta produção que segue toda uma linha montada há alguns anos pela produtora para conquistar o público. A base são as épocas e temas musicais, depois é baralhar, trabalhar, encontrar as vozes e voltar a surpreender com um espetáculo que convida a assistência a viajar para épocas anteriores e onde vários são os sons que se tornaram eternos. 

Proteção Civil inflamada com as golas

27
Jul19

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A proteção civil gastou mais de 125 mil euros em 70 mil golas que foram inseridas nos kits de emergência, que custaram 328 mil euros e que têm sido distribuídos pelas Aldeias Seguras desde 2018. Agora que se percebeu que as ditas golas são feitas de poliéster, material facilmente inflamável e que aquece, estando contra o desejado neste caso, eis que a Proteção Civil revela que estes kits «não assumem características de equipamento de proteção individual, e muito menos de combate a incêndios», sendo somente um kit para merchandising e divulgação, ou seja, tudo foi feito para informar e sensibilizar sobre como as populações devem agir em caso de emergência, gastando dinheiro em material que não serve de muito e que vai até contra as regras. 

Os kits que foram distribuidos ao abrigo do programa Aldeia Segura - Pessoas Seguras contém além das golas, um apito, lanterna, rádio, colete refletor, também feito em poliéster, máscara e a informação do que é necessário juntar, como é o caso do estojo de primeiros socorros, medicação habitual, água e comida não perecível, produtos de higiene pessoal, uma muda de roupa, dinheiro e a lista de contactos de familiares e amigos mais próximos. 

Incentivando a consciência coletiva, sensibilizando a população para a adoção de práticas que minimizem o risco de incêndio, o programa Aldeia Segura - Pessoas Seguras foi elaborado com base em salvaguardar os estragos feitos no passado, no entanto agora admitem que os kits distribuídos são somente figurativos e não para uso real se existirem situações em que é necessário agir. 

Jogos e atividades: as formas de lazer na Idade Média

26
Jul19

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Foto por Thomas Quine


Período de aproximadamente mil anos que foi um dos mais importantes da história da Humanidade, a Idade Média foi uma era de guerras, descobertas, revoluções e muitas criações. E se é verdade que já se investigou muito sobre todos os assuntos citados anteriormente, que sabemos sobre as suas formas de entretenimento? Como é que as pessoas se divertiam naqueles séculos?

Em primeiro lugar, é preciso ter em conta que na Idade Média havia uma separação muito clara entre os nobres e os membros da plebe. Portanto, as formas de lazer eram muito diferentes, dependendo da classe social a que pertencia cada indivíduo.

 

Nobres

Os nobres gozavam de um grande prestígio financeiro e social e, portanto, tinham ao seu alcance atividades mais sofisticadas de lazer. Entre os séculos XII e XVI, por exemplo, essa classe social realizava muitos torneios medievais que também eram conhecidos como "Justas".

Essas competições desportivas de cavalaria ou “pelejas” proporcionavam muita diversão aos nobres. Eram batalhas entre cavaleiros, que começaram no século X e que se tornaram populares em toda a Europa. Nas Justas os cavaleiros utilizavam armas reais com frequência, o que tornava a modalidade perigosa.

O que atualmente é conhecido como caça desportiva também era outra forma de diversão dos nobres. Com uma flecha e espada ou qualquer outro tipo de arma, estes dirigiam-se às florestas mais próximas, especificamente para caçar animais. Já as festas nos grandes castelos eram ainda mais populares. Muita música, dança e bebidas como vinho e cerveja eram comuns nas celebrações da nobreza.

Foi também durante a Idade Média que se deu a criação de vários jogos que hoje são famosos no mundo inteiro. E vários membros da nobreza estiveram envolvidos na criação de alguns deles. Um exemplo é Lorenzo de Médici, figura importante do Renascimento italiano, que tinha um grande interesse pelos jogos de cartas e chegou a idealizar alguns. Além disso, mencionava na sua poesia alguns jogos de casino, como “la bassetta” e “il frusso”.

 

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Foto por Girolamo Macchietti - Domínio Público


Entre os jogos populares na Idade Média, estão a cabra-cega, o xadrez e alguns jogos de cartas que começaram a ser introduzidos a partir do século XIX. Os jogos de tabuleiro tornaram-se populares na Europa a partir do século X e também eram formas de entretenimento das classes mais ricas.

Muitos acreditam que o baralho foi criado na China, mas ganhou o formato atual na Europa, com cartas que incluíam imagens ilustradas do Rei, da Rainha, Valete, etc. O baralho francês, por exemplo, surgiu em 1480 e foi influenciado pelos modelos dos alemães, que foram criados 30 anos antes.

Olga | Bernhard Schlink

25
Jul19

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Título: Olga

Título Original: Olga

Autor: Bernhard Schlink

Editora: Edições ASA

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2019

Páginas: 272

ISBN: 978-989-23-4552-9

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Na viragem do século XIX, Olga vive com a avó numa aldeia a leste do império alemão. Órfã e habituada a uma vida dura, tem no inquieto Herbert o seu único companheiro de brincadeiras. Herbert é oriundo de uma família abastada e tem o seu futuro planeado há muito; nele não se inclui uma mulher sem berço e sem meios. No entanto, os dois apaixonam-se e resistem, alimentando a ligação em encontros secretos e desesperados. Até que Herbert decide tomar as rédeas do seu destino num ato de insubordinação que, mais uma vez, não inclui Olga. Vítima da febre expansionista alemã, o jovem decide partir à aventura – primeiro em África e depois numa expedição ao Pólo Norte, da qual não regressará. O tempo passa, mas Olga nunca para de escrever a Herbert, no Ártico, vertendo sobre o papel o seu amor e a sua fúria pelo sacrifício feito em nome da pátria. 

Anos mais tarde, Olga conta a sua história. É a história de uma mulher forte, apaixonada e em colisão com os preconceitos do seu tempo. 

Com a nostalgia e a mestria que lhe são características, Bernhard Schlink fala-nos da alma alemã e das vicissitudes de um amor interrompido pela ambição de uma nação. E apresenta-nos a Olga, uma figura literária inesquecível.

 

Opinião: Olga promete inspirar pelo romance e por um passado que marca o presente. Num grito de emancipação em tempos turbulentos na antiga Prússia e nos tempos entre a Primeira e Segunda Guerra Mundial, a esperança de uma mulher que continua a acreditar sem nunca o deixar de fazer, contrariando as condições e os factos da vida está em destaque nesta narrativa de Bernhard Schlink. 

 

 

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